28/01/2009

A guerra continuará Israel-Hamas 10

A guerra travada com bombas, balas etc continuará. Sim, e o motivo está nos seguintes fatos:
1. Os palestinos não anunciaram o reconhecimento do Estado de Israel;
2. Continuam desejando que Israel seja varrido do mapa;
3. Irá, Síria, Rússia, China e todo o pensamento de esquerda do mundo dão guarida, irracionalmente, a tudo o que emana dos palestinos;
4. A maior parte da mídia ocidental está contaminada contra Israel, independente dos fatos;
5. Ontem, o Hamas violou a trégua, atingindo com uma bomba um soldado israelense. Onde estão as vozes pelo mundo protestando contra esta violação que resultou em morte ? Procure, procure. O que encontrará, com certeza, será o destaque acusando Israel de se defender.
6. Na gramática do conflito, propagada pelos professores da parcialidade, destaca-se somente o sujeito israelense, regam com lágrimas de crocodilo o objeto direto afetado, sempre quando é palestino;
7. Com esse pensamento dominante, não duvide, a paz continua longe.

Rogue a Deus, incessantemente, em favor da paz correta, verdadeira, útil.

18/01/2009

Um desenho que diz muito

Esta desenho traduz uma das grandes verdades.
(fonte.www.heitordepaola.com)


A diferença real entre um militante do Hamas e de Israel.

17/01/2009

A Troca


Parafraseando a música, quem não gosta de cinema é ruim da cabeça ou doente dos olhos. Ir ao cinema, pinçando um bom filme, claro, constitui para nós benesses incomensuráveis. Podemos simplesmente refrescar nossa mente, exorcizar o estresse, adquirir conhecimento, cultura ou, entre tantas, regar nossas emoções, quando, lá pelo término do filme, desabarmos em lágrimas, porque o final foi tocante, espremendo o coração.

Em post anterior, recomendei o fabuloso Café dos Maestros, onde podemos ver até que ponto um artista é agraciado pelo dom, como também o eleva ao grau máximo da potencialidade e sofisticação.

Minha outra indicação é o filme A Troca, pelas seguintes razões: trata-se de um filme baseado em história real, excelente desempenho de Angelina Jolie, uma história que toca e incomoda qualquer família, mas, além disso, o que me interessa é revelar o corretíssimo exemplo de um pastor presbiteriano (John Malkovich), plenamente consciente de sua obrigação histórica, seguindo a linha dos presbiterianos desde João Calvino.

Não deixe de assistir, por favor. Você verá o quanto o protestantismo histórico, hoje, está afastado de suas responsabilidades.

13/01/2009

Israel-Hamas 9

Para que gosta de bons artigos, aqui vai mais um. Perdoem-me por ser longo, mas muitos não têm acesso a outros jornais.

O POVO É RESPONSÁVEL POR SUAS ESCOLHAS

Eu acredito em eleições. E acredito que o povo sempre tem a capacidade de julgar o que considera bom para si. Isso não quer dizer que o povo acerte sempre: não são poucas as vezes em que a decisão mostra-se errada no futuro. Não importa, no momento em que comparece às urnas, certo ou errado, o povo é responsável por suas escolhas.

Por que essa conversa? Porque isso não me sai da mente quando vejo, chocado, os bombardeios em Gaza. Em 2006, houve eleições para escolha do primeiro-ministro palestino. Era um contexto em que os EUA clamavam pela democratização do mundo árabe. Quando o Hamas saiu-se vitorioso, muita gente, diante dos lamentos dos americanos, riu, dizendo algo assim: “Ora, não queriam democracia? Agora o povo vota, escolhe o Hamas e os EUA lamentam? Então democracia só vale quando ganham os aliados?” Na época, escrevi que a simples presença do Hamas nas eleições mostrava que aquilo não era uma democracia: porque democracia não é o regime em que todas as tendências disputam o voto; democracia é o regime em que todas as tendências que aceitam a democracia disputam o voto. Como o Hamas prega uma teocracia, um sistema político que o aceita como legítimo aspirante ao poder não pode ser chamado de democracia. Seja como for, tendo sido democráticas ou não, aquelas eleições expressaram a vontade do povo: observadores internacionais atestaram que o pleito transcorreu sem fraudes.

E o que pregava o Hamas na campanha de 2006? Antes, para entender o linguajar, é importante lembrar que o Hamas não aceita a existência do Estado de Israel, chamado de “Entidade Sionista”. Assim, quando se refere à “Palestina”, o Hamas engloba tudo, inclusive Israel. Destaco aqui três pontos do programa eleitoral (na disputa, o grupo deu-se o nome de “Mudança e Reforma”): “A Palestina é uma terra árabe e muçulmana”; “O povo palestino ainda está em processo de libertação nacional e tem o direito de usar todos os meios para alcançar esse objetivo, inclusive a luta armada”; “Entre outras coisas, nosso programa defende a “Resistência” e o reforço de seu papel para resistir à Ocupação e alcançar a liberação. A ‘Mudança e Reforma’ vai também construir um cidadão palestino orgulhoso de sua religião, terra, liberdade e dignidade; e que, por elas, esteja pronto para o sacrifício.”

Deu para entender? O Hamas propôs um programa segundo o qual não há lugar para judeus na “Palestina”, o uso da luta armada deve ser reforçado para se livrar deles e os cidadãos comuns devem estar preparados para se sacrificar (morrer) pela religião, pela terra, pela liberdade e pela dignidade.

Havia alternativa? Sim, apesar da ambigüidade eterna, o Fatah do presidente Mahmoud Abbas (e, antes, de Yasser Arafat), na mesma eleição pregava a saída de Israel dos territórios ocupados em 1967, a criação de um Estado Palestino com sua capital em Jerusalém e uma solução para os refugiados de 1948 com base em resoluções da ONU, uma agenda que só parece moderada porque é comparada à do Hamas. Embora estimulasse e declarasse legítima a resistência à ocupação, a novos assentamentos judaicos e à construção do muro de proteção que Israel ergue entre a Cisjordânia e seu território, o Fatah declarava expressamente: “Quando o imortal presidente Arafat anunciou em 1988 a decisão do Conselho Nacional Palestino, reunido naquele ano, de adotar a ‘solução histórica’, que se baseia no estabelecimento de um Estado independente Palestino lado a lado com Israel, ele estava de fato declarando que o povo palestino e suas lideranças tinham adotado a paz como um opção estratégica.”

E qual foi a decisão dos palestinos? Num sistema eleitoral que adota o voto distrital misto, o Hamas ganhou tanto no voto proporcional quando nos distritos, abocanhando 74 dos 132 assentos do parlamento. Ou seja, diante do desgaste de 40 anos do Fatah, e das denúncias de corrupção que pairavam sobre o movimento, os palestinos deixaram a paz de lado e optaram pela promessa de pureza divina e dos foguetes do Hamas. Meses depois, uma luta interna feroz entre os dois grupos teve lugar e resultou numa divisão territorial: o Fatah ficou com a Cisjordânia, onde a situação é de calma, e o Hamas ficou com Gaza, de onde continuou pregando o programa aprovado pelos eleitores: enfrentamento armado, mesmo tendo consciência do que isso acarretaria.

Diante disso, dá para dizer que os palestinos de Gaza são inocentes vítimas do jugo do Hamas e de uma reação desproporcional dos israelenses?

Olha, eu deploro a guerra, lamento profundamente a morte de tanta gente, especialmente de crianças, vítimas de uma guerra de adultos. Vejo as bombas, e fico prostrado, temendo que o bom senso nunca chegue. Mas isso não me impede de ver que a guerra, com suas consequências, foi uma escolha consciente também dos palestinos de Gaza. Retratá-los como despossuídos de todo poder de influir em seus destinos não é mais uma verdade desde 2006.

Parecerá sempre simplificação qualquer coisa que se diga num espaço tão curto, em que é preciso deixar de lado as raízes desse conflito e a trama tão complicada que distribuiu culpa e vítimas por todos os lados. Mas não consigo terminar este artigo sem dizer: para que haja paz, os dois lados têm de ceder em questões tidas como inegociáveis, o apelo às armas têm de ser abandonado, o Estado Palestino deve ser criado ao lado de Israel, cujo direito a existir não deve ser questionado. Se isso acontecer, muitos árabes e israelenses daquela região não se amarão, terão antipatias mútuas, mas viverão lado a lado.

Utopia?

PS: Peço desculpas por ter dito, em meu último artigo, que os “professores não ensinam” quando quis dizer que as escolas não ensinam.

Ali Kamel
O Globo, 13jan2009

11/01/2009

Israel-Hamas 8

Durante toda a semana, principalmente neste domingo, lendo três jornais e internet, vejo pouca notícia e análise sobre:
1. O Hamas rejeitou o apelo da ONU para o cessar-fogo. A maioria só mencionou a negativa de Israel. Para quem está vendo tantos civis morrer, deveria logo aceitar os termos e preservar a vida de seus habitantes. Na verdade, o Hamas não está ligando para os habitantes de Gaza;

2. Poucos mencionam que a Autoridade Palestina, que controla a Cisjordânia, nada faz para precionar o Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Eles são palestinos e inimigos mortais. Para controlar Gaza, o Hamas fuzilou mais de cem militantes do Fatah, braço militar da Autoridade Palestina;

3. Basta, conforme exaustivamente garantiu Israel, o Hamas: a) Aceitar a existência de Israel (Eles dizem que querem destruir Israel); b) renunciar os ataques suicidas, homens e mulheres-bomba e parar de lançar foguetes; c) firmar e cumprir um acordo de não-agressão.
Caso isto aconteça, Israel e o mundo não pouparão esforços para o estabelecimento do Estado Palestino, como, também, haverá enorme solidariedade mundial para o desenvolvimento dos palestinos.

Continuemos em oração em favor da paz.

07/01/2009

Israel-Hamas 7


Por quê ?

Sabendo que devido ao enorme indíce populacional, que suas operações militares ocorrem junto e de dentro de zonas residenciais/comerciais e que civis inevitavelmente serão atingidos pelo chamado efeito colateral, por que:

1. O Hamas não decreta o fim dos lançamentos dos foguetes caseiros, iranianos e chineses contra cidades de Israel (já que este foi o motivo pelo qual Israel está se protegendo) ?

2. Por que o Hamas não promete o fim dos túneis, do Egito para Gaza, por onde passam as armas e foguetes ?

3. Por que a comunidade internacional, ONU principalmente, não menciona e não preciona pelo fim do x da questão ?

Parece que hoje a proposta do Egito vai nesse sentido.

Enquanto aguardamos, nossa atitude é de intenso clamor em oração em favor do fim do conflito, pela instituição da paz entre israelenses e palestinos.

06/01/2009

Israel-Hamas 6




Tínhamos um programa na Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte que incentivava o debate entre Igreja e Sociedade, chamado Papo na Segunda. Certa vez, lá estavam dois debatedores falando sobre palestina, Israel etc. Muita propaganda, e enganosa.
Semanas depois, eu estava na PUC debantendo com um deles sobre paz no oriente médio. Quando mencionei o absurdo da negativa de Arafat diante dos oferecimentos de Ehud Barak para que houvesse a paz definitiva, o debatedor enfureceu-se, dizendo que tudo aquilo, mediado por Bill Clinton, era mentira. A mentira estampada em todas as mídias do mundo. Somente uma mente pervertida poderia afirmar aquilo. Camp David, 2000 (foto), onde Clinton e Barak fizeram de tudo para alcançar a paz e a solução definitiva, foi para o ralo.

Pois bem, abaixo está um excelente e correto texto do jornalista Reinaldo Azevedo. Leiam com atenção:

IRONIA TRÁGICA

Não deixa de ser irônico — e trágico — que o ministro da Defesa de Israel seja Ehud Barak, que foi primeiro-ministro entre 17 de maio de 1999 e 7 de março de 2001. Por que digo isso? De todos os governantes israelenses, foi ele quem mais se mostrou disposto a fazer concessões para pôr fim ao conflito.

Acreditem — na verdade, pesquisem: Barak ofereceu ao então líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Iasser Arafat, quase tudo o que ele pedira no encontro de Camp David, em 2000, e isso incluía a devolução de 90% dos chamados territórios ocupados. Não entregava Jerusalém ao controle palestino, mas garantia a autonomia da parte árabe da cidade. O plano incluía a volta dos “refugiados”? Não! Já tratei desse assunto aqui. Não creio que essa seja uma reivindicação de quem pretende a convivência pacífica de dois estados. De todo modo, acenava-se com uma espécie de foro permanente de resolução de conflitos. Em vez do terrorismo e do confronto armado, Barak propunha, vejam só, a política como forma de resolver as
diferenças.

Arafat hesitou, mas preferiu recusar a proposta e apoiar a segunda intifada, que acabou por derrubar Ehud Barak — intifada que acabou por dar força ao Hamas, que havia surgido pouco antes, em 1987, e que vem solapando, dia após dia, a força da Fatah, o grupo ao qual pertencia Arafat. Ao lado do sectarismo anti-Israel, o Hamas optou pelo assistencialismo e pelo combate à corrupção, marca registrada de Arafat e sua turma.

Por que Barak caiu? Porque teve como resposta ao mais ousado plano de paz jamais apresentado por um governo israelense o levante palestino. Foi sucedido pelo então ultra-direitista (na particular geografia política de Israel) Ariel Sharon. O mundo esperou o pior. E Sharon, no entanto, surpreendeu. Foi ele quem operou a desocupação total de Gaza. Mais: mudou o status da política israelense, renunciando à presidência do Likud, dissolvendo o Parlamento e formando um novo partido, de centro, o Kadima. Sharon parecia realmente disposto a levar adiante um processo de concessões que resultasse na criação do estado palestino. E tinha liderança política para isso. Mas aí a tragédia: um segundo derrame, no dia 4 de janeiro de 2006, levou-o ao coma, em que se encontra até hoje. E aí foi a vez de Israel entrar numa espécie de fase anêmica de líderes.

Mas volto ao ponto. Barak quase conseguiu o acordo, não fosse a estupidez de Arafat. O velho líder, treinado no terrorismo, que muitos tomavam como “resistência”, deve ter temido não encontrar o seu lugar na política. Teria certamente de esmagar os insurgentes de sua própria base. Em 2000, isso ainda era possível. Hoje, o Hamas é que esmagou a Fatah na Faixa de Gaza. Os palestinos pagam um preço altíssimo pela bobagem feita por Arafat. E o homem que comanda a reação de Israel, que é o país agredido, é aquele que chegou mais longe no esforço de paz. Esforço que custou a sua deposição.


Extraído do blog: www.reinaldoazevedo.com.br

Israel-Hamas 5

Estava produzindo um texto para lançar forte luz sobre a questão no Oriente Médio, quando, nesta madrugada, deparei-me com o texto do fabuloso João Pereira Coutinho, colunista português da Folha de SP. Por incrível que pareça, por isso minha alegria, minha linha era parecidíssima, na verdade, a teia da ficção, com a dele. Claro, nem de longe pretendo aproximar-me da maravilhosa pena do luzitano. Leiam, leiam:

Mudar as palavras

ISRAEL ESTÁ novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a "ensinar" os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz. Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.

Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.

Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.

É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados". O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.

Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.

Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.

Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.
Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa".

Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está "Brasil", leiam "Israel". Onde está "Uruguai", leiam "Gaza". Onde está "Argentina", leiam "Irã". Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio". E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.

JOÃO PEREIRA COUTINHO
Folha de São Paulo, 6 jan 2009

05/01/2009

Israel-Hamas 4

Este vídeo não aparece na grande mídia. Nem quando estes atos de terrorismo perpetrados pelas organizações islâmicas, tipo Hamas ou Hezbollah, você não vê passeatas pelo mundo expressando a indignação. São vítimas civis, sempre, sempre.


Israel-Hamas 3

O texto é longo para os propósitos de um blog, mas vale a pena. Leia-o com atenção. Abaixo, com exatidão, contém a maior parte do problema.
Recomendo o livro do autor: Em Defesa de Israel, da editora Nobel. Indico, também, o excelente livro Mitos e Fatos. A Verdade sobre o conflito árabe-israelense, de Mitchell G.Bard, ed. Sêfer.


Ação militar israelense é legítima

Alan M. Dershowitz*


A ação militar israelense em Gaza é totalmente justificada de acordo com o direito internacional, e Israel deveria ser elogiado por seus atos de defesa contra o terrorismo internacional. O Artigo 51 da Carta da ONU reserva às nações o direito de agir em defesa própria contra ataques armados. A única limitação é a obediência ao princípio de proporcionalidade. As ações de Israel certamente atendem a esse princípio.

Quando Barack Obama visitou a cidade de Sderot no ano passado viu as mesmas coisas que eu vi em minha visita de março. Nos últimos quatro anos, terroristas palestinos dispararam mais de 2 mil foguetes contra essa área civil, na qual moram, na maior parte, pessoas pobres e trabalhadores.

Os foguetes destinam-se a fazer o máximo de vítimas civis. Alguns por pouco não acertaram pátios de escolas, creches e hospitais, mas outros atingiram seus alvos, matando mais de uma dúzia de civis desde 2001. Esses foguetes lançados contra alvos civis também feriram e traumatizaram inúmeras crianças.

Os habitantes de Sderot têm 15 segundos, desde o lançamento de um foguete, para correrem até um abrigo. A regra é que todo mundo esteja sempre a 15 segundos de um abrigo. Os abrigos estão em toda parte, mas idosos e pessoas com deficiências muitas vezes têm dificuldade para se proteger. Além disso, o sistema de alarme nem sempre funciona.

Disparar foguetes contra áreas densamente povoadas é a tática mais recente na guerra entre os terroristas que gostam da morte e as democracias que amam a vida. Os terroristas aprenderam a explorar a moralidade das democracias contra os que não querem matar civis, até mesmo civis inimigos.

Em um incidente recente, a inteligência israelense soube que uma casa particular estava sendo usada para a produção de foguetes. Tratava-se evidentemente de alvo militar. Mas na casa morava também uma família. Os militares israelenses telefonaram, então, para o proprietário da casa para informá-lo de que ela constituía um alvo militar e deram-lhe 30 minutos para que a família saísse. O proprietário chamou o Hamas, que imediatamente mandou dezenas de mães com crianças no colo ocupar o telhado da casa.

Nos últimos meses, vigorou um frágil cessar-fogo mediado pelo Egito. O Hamas concordou em parar com os foguetes e Israel aceitou suspender as ações militares contra os terroristas. Era um cessar-fogo dúbio e legalmente assimétrico.

Na realidade, era como se Israel dissesse ao Hamas: se vocês pararem com seus crimes de guerra matando civis inocentes, nós suspenderemos todas as ações militares legítimas e deixaremos de matar seus terroristas. Durante o cessar-fogo, Israel reservou-se o direito de empreender ações de autodefesa, como atacar terroristas que disparassem foguetes.

Pouco antes do início das hostilidades, Israel apresentou ao Hamas um incentivo e uma punição. Israel reabriu os postos de controle que haviam sido fechados depois que Gaza começou a lançar os foguetes, para permitir a entrada da ajuda humanitária. Mas o primeiro-ministro de Israel também fez uma última e dura advertência ao Hamas: se não parasse com os foguetes, haveria uma resposta militar em escala total.

Os foguetes do Hamas não pararam, e Israel manteve sua palavra, deflagrando um ataque aéreo cuidadosamente preparado contra alvos do Hamas.Houve duas reações internacionais diferentes e equivocadas à ação militar israelense. Como era previsível, Irã, Hamas e outros que costumam atacar Israel argumentaram que os ataques do Hamas contra civis israelenses são totalmente legítimos e os contra-ataques israelenses são crimes de guerra. Igualmente prevista foi a resposta da ONU, da União Europeia, da Rússia e de outros países que, quando se trata de Israel, veem uma equivalência moral e legítima entre os terroristas que atingem civis e uma democracia que responde alvejando terroristas.

A mais perigosa dessas duas respostas não é o absurdo alegado por Irã e Hamas, em grande parte ignorado pelas pessoas racionais, e sim a resposta da ONU e da União Europeia, que coloca em pé de igualdade o assassinato premeditado de civis e a legítima defesa. Essa falsa equivalência moral só encoraja os terroristas a persistir em suas ações ilegítimas contra a população civil.

PROPORCIONALIDADE

Alguns afirmam que Israel violou o princípio da proporcionalidade matando um número muito maior de terroristas do Hamas do que o de civis israelenses vitimados. Mas esse é um emprego equivocado do conceito de proporcionalidade, pelo menos por duas razões. Em primeiro lugar, não há equivalência legal entre a matança deliberada de civis inocentes e a matança deliberada de combatentes do Hamas. Segundo as leis da guerra, para impedir a morte de um único civil , é permitido eliminar qualquer número de combatentes. Em segundo lugar, a proporcionalidade não pode ser medida pelo número de civis mortos, mas pelo risco de morte de civis e pelas intenções dos que têm em sua mira esses civis. O Hamas procura matar o maior número possível de civis e aponta seus foguetes na direção de escolas, hospitais, playgrounds. O fato de que não tenha eliminado tantos quanto gostaria deve-se à enorme quantidade de recursos que Israel destinou para construir abrigos e sistemas de alarme. O Hamas recusa-se a construir abrigos, exatamente porque quer que Israel mate o maior número possível de civis palestinos, ainda que inadvertidamente.

Enquanto ONU e o restante da comunidade internacional não reconhecerem que o Hamas está cometendo três crimes de guerra - disparando contra civis israelenses, usando civis como escudos e buscando a destruição de um país membro da ONU - e Israel age em legítima defesa e por necessidade militar, o conflito continuará.

Se Israel conseguir destruir a organização terrorista Hamas, poderá lançar os alicerces de uma verdadeira paz com a Autoridade Palestina. Mas se o Hamas se obstinar a tomar como alvo cidadãos israelenses, Israel não terá outra opção senão persistir em suas operações de defesa. Nenhuma outra democracia do mundo agiria de maneira diferente.

*Alan Morton Dershowitz é advogado, jurista e professor da Universidade Harvard

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, 5 de janeiro de 2009

04/01/2009

Israel-Hamas 2


Por que morrem civis ?


Porque guerras hoje em dia não são travadas em campo aberto. Antes, os guerreiros saiam para os campos e guerreavam. Estavam interessados em destruir o exército do outro.

Hoje, as cidades são densamente povoadas, há habitação em todo espaço que circunda as cidades.

Israel paga um preço alto por tentar destruir as bases militares do Hamas porque elas estão intencionalmente camufladas em áreas urbanas. Muitos foguetes são lançados dos terraços de prédios residenciais. Assim como o Hezbollah fez no sul do Líbano, o Hamas usa a população como escudo humano.

Pense por aqui, por exemplo. Quando a polícia sobe o morro ou invade uma favela para enfrentar bandidos, eles, os criminosos, escondem-se entre os habitantes, que, inevitavelmente, são vítimas. O que fazer ? Deixar o crime crescer e atuar livremente ? A resposta não é fácil e muito menos satisfatória.

Civis mortos em qualquer lugar do mundo não agrada a ninguém de boa vontade. Jamais queremos isso. Mas, pense bem, examinando profundamente, você verá quem inicia e é responsável por isso.

03/01/2009

Israel-Hamas 1

Todos os lúcidos e homens de boa fé deste mundo desejam a paz. Ela ainda não foi alcançada na região de Israel-Palestina por várias razões, entre elas por uma inequívoca: grupos islâmicos/palestinos/árabes são fidelíssimos ao seu mais alto propósito: a destruição completa de Israel.

A quem se dê o trabalho de rastrear a agenda desta querela, há de verificar, com farta documentação, que Israel está disposto a aceitar a existência de dois Estados na mesma região. Até hoje, isso não foi possível pelo fato dos palestinos (instigados e financiados por outros países) não aceitarem a proposta, que é mediada e incentivada por inúmeros países ocidentais, cujo benefício seria amplo, com vistas à soberania dos dois povos.

Ganhariam todos: Israel (conseguiria a paz para sua população), Palestinos (pela cooperação e até mesmo financiamento de Israel e outros países, deixaria sua miséria e cresceria economicamente), todos os países ocidentais, que tudo fazem para que haja paz.

Para quem não sabe, o Hamas rompeu a trégua acordada por seis meses lançando mísseis contra cidades do sul de Israel. Até agora, e isso fácil de rastrear, Israel não respondia na medida exata para estancar essas agressões e defender seu povo. Como diz o ditado popular, "um dia o caldo entorna".

02/01/2009

Dica: Café dos Maestros


Um verdadeiro presente no dia 30 de dezembro. Eu conto. Estava lendo a fresquíssima edição do momumental Irmãos Karamazov, de Doistoievski, ed. 34, embevecido, como sempre, com a narrativa do maior autor russo, quando fui tomar um cafezinho na cozinha. Ao voltar, dei uma passadinha no computador, e, sem nenhuma intenção prévia, olhei a programação de cinema. Rolando as páginas, deparei-me com nota sobre um encontro de mestres de tango. Filme produzido na argentina, meio parecido com o também fabuloso Buena Vista Social Club, apresenta o encontro dos mostros sagrados que fazem miséria com o bandoneón, piano etc.
Deu-me uma vontade imensa de ir ao cinema e conferir. Fechei o livro, pedi licença ao mestre que mais capturou a psicologia humana, boa e má, e parti para a sala escura.

Vou resumir: encantei-me. Confesso que em algumas cenas, capturadoras dos arroubos musicais do instrumento por excelência das bandas do Rio da Prata, senti meus olhos marejados. Que alegria! Que alimento para nossos escaninhos musicais mais sensíveis.

Pois é, eu indico: corra ao cinema e assista Café dos Maestros. Depois me diga se estou errado ?

31/10/2008

Amigos, vinho e pensamento domesticado

Converso com amigos, amigos do peito, gente que faço questão de tomar um vinho, rir, recordar. Mas, enquanto entoamos as abobrinhas da vez, entre um interlúdio e outro, vejo um retrato do estrago mental brasileiro, coisa tecida talvez desde o início da década de 60 do século anterior.

De soslaio, muitas vezes levitando mentalmente, sobrepondo as conversas ao exame de conteúdo, verifico a carência de fatos, análise e veracidade histórica (raramente sou bem-sucedido quando digo que isso não foi bem assim).

Na verdade, verdade mesmo, eu não me surpreendo. Em algum mês de 96, só me lembro do ano, eu resolvi pular fora da teia que até então estivera enredado. Vi que existia uma só linguagem, um só imaginário, um só embuste, uma só toada. E isso tinha a ver com o que se ensinava em uníssono na Universidade, nas três pelas quais passei.

Hoje, é preciso um grande esforço pessoal, solitário, de garimpeiro, para achar tesouros abaixo da superfície. Estou falando de tudo: cultura, política, história, costumes, teologia etc.

Os exemplos são inúmeros. Se for fermentar seu conhecimento político pela Rede Globo, seja canal aberto ou por cabo, você será mais uma peça ao inflacionado comportamento unívoco de manada. O que fizeram com Obama, Lindember e Eloá respondem apenas com uns pontinhos da constelação.

Ah, os meus amigos... eles são queridos, eles são do coração. Ainda tentarei algo para que eles enxerguem um pouco mais longe, ou mais embaixo. Ainda não sei como, por isso ainda triste. Meu vinho nesta sexta-feira descerá em completo silêncio pelas paredes da garganta. Talvez um blue de raiz, cantado por um daqueles cristãos negros criativos, venha em meu socorro. Esta será a garantia de um sono rejuvenescedor.

27/10/2008

A sina dos hermanos



É por isso que a Argentina tem no tango sua máxima expressão cultural. Parece que nasceram para chorar, para a melancolia. Não é que dona Cristina que combater a crise com mais protecionismo, taxação, mais tudo o que se sabe que não dá certo ?

Bachelet, ao contrário, e ensiando dona Cristina, propõe exatamente o contrário. Em face disso, embora menor, hoje o Chile é mais rico.

Sai tango, vai chorar longe!

25/10/2008

Finda-se este dia

Já disse que todo guerreiro mereçe um momento de deleite. No meu caso, ao findar o dia, quando estirado no sofá, acompanhado de um porto, ouço vozes refrescantes e confortadoras de jazz.
Hoje, estafado, estou atacando de Stacey Kent. Segue um cadinho dela:
 stacey kent - close your eyes


Sugiro-lhe que experimente: o porto e o disco The Boy Next Door, de Stacey Kent.

24/10/2008

A Economia não Mente

Fui, ontem, à Livraria Cultura para a palestra de Guy Sorman, um francês de pensamento acurado, lúcido quanto às transformações globais, absolutamente fundamento no melhor do pensamento econômico e político.
Lançou o livro que recomendo, conforme abaixo.

Editora É Realizações.
Inté.

19/09/2008

Dicas

Por que você não se aventura em leituras diferentes, que proporcionam conhecimento que jamais sairão nos jornais diários ou revistas semanais. Livros que se alinham à miséria do pensamento atual ? Aqui vão três dicas:


O Eixo do Mal Latino-Americano e a nova ordem mundial. Heitor de Paola. Ed. É Realizações.
Trata-se de farta documentação sobre o avanço organizado da esquerda em nosso continente e no mundo. Livro único no mercado editorial político e estratégico.




Cool It! Muita calma nessa hora. Bjorn Lomborg. Ed. Campus
Excelente defesa dos melhores meios para combater o Aquecimento Global, comparando com as reais e mais urgêntes necessidades. Desmascara bobagens de Gore Vidal.





O país dos petralhas. Reinaldo Azevedo. Ed. Record.
Livro de um dos melhores jornalistas do país. Autor do imperdível blog http://www.reinaldoazevedo.com.br/ e colunista mensal da Veja.
Reinaldo desconstrói as mentiras e tramas do PT.



Cumpri minha parte. Um dia você entenderá.
Abs

12/09/2008

Em poucos minutos

Poucas vezes eu ouvi em tão poucos minutos zilhões de besteiras. Se quiser conferir, acesse www.cbn.com.br e clique na fala de Arnaldo Jabor.
Trata o terrorismo islâmico como vítima do ocidente. Diz que Bush destruiu o mundo. Não se conforma com McCain e Palin, quase celebra o diabólico 11 de setembro.
E o pior é que muitos incautos, ouvindo o tresloucado, haverão de concordar, sem recorrer aos fatos e a aplicação história deles, sem alinhar tudo o que está envolvido, sem conhecer as peças do xadrez político e ideológico.
Que Deus tenha misericórdia!
That's all !

06/09/2008

Que é isso, Júlio César ?

Avaliação é a ferramenta poderosa para mudança, ajuste, melhoria. Sem examinar friamente o que está ocorrendo, jamais será percebida as possíveis falhas.

Temos, os brasileiros, uma mania de dar contornos à realidade. Por exemplo, a dupla feminina da vela, em Pequim, ganhou uma honrosa e inédita medalha de bronze. Mas a mãe de uma delas (até compreendo a emoção) dizia, aos berros: "Filha, essa medalha não é bronze, é ouro, é ouro, vocês são as verdadeiras campeãs!". Coração de mãe ... sei não!

Outro exemplo típico foi do goleiro Júlio César, da seleção brasileira, quando ofendido pelas palavras corretíssimas do presidente Lula, lembrando a garra dos argentinos quando perdem a bola, sobretudo o maravilhoso jogador Messi. Ofendendo o presidente, o goleiro não admitiu o que todos concordam. Os argentinos são "comem a bola dentro de campo". Alguma dúvida para quem viu a participação da seleção brasileira de futebol em Pequim ? Fala sério, Júlio!

Sim, é muito bom, bom demais quando colocamos a cara diante do espelho e perguntamos: "Espelho, espelho meu, onde foi que eu errei ?" Isso é atitude de coragem, de gente que deseja acertar, aprimorar. Isso é atitude de quem chama a responsabilidade para si e não a larga enquanto o problema não for resolvido.

Nunca atribua a terceiros a razão do seu fracasso. Pergunte-se, nua, fria e "cruelmente": "Por que eu deixei isso acontecer ?" Se aconteceu, a melhor atitude é a pergunta: "O que devo saber sobre o acontecido e como vou sair dessa rapidamente ?"

E o pior, para você saber, o Dunga (sim, o Dunga, aquele mesmo!) fez suas as palavras do goleiro Júlio César. É mole ?