11/05/2011

Inacreditável Futebol Clube

Sei que é chato ler um texto longo em qualquer blog. Mas, honestamente, no caso, trata-se de aula de conjuntura política, verdadeiro retrato do absurdo. Nada que não estejamos colhendo ao longo dos últimos anos.

Leia com atenção.




Nobreza civilizada, só um disfarce para vil barbárie

11 de maio de 2011 | 0h 00
José Nêumanne - O Estado de S.Paulo
O Brasil não é um país só, mas muitos. E opostos! Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) fez as vezes do Congresso Nacional e legitimou a união afetiva entre pessoas do mesmo sexo. Muito além do respeito à opção sexual, o acórdão foi ao âmago do pleno exercício da democracia, ao estabelecer o primado do livre-arbítrio no sexo e na família. Com isso consagrou numa questão profana um conceito sagrado: a igualdade de todos perante a lei. Durante pelo menos um fim de semana a Nação foi autorizada a se considerar civilizada, com irrestrito respeito à liberdade individual.
Mas já na semana posterior à jurisprudência histórica os leitores deste jornal caíram na real desses contrastes ao terem notícia de decisão diametralmente oposta. O Partido dos Trabalhadores (PT), que venceu a eleição presidencial pela terceira vez consecutiva, e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), a principal agremiação de uma oposição meio de fancaria, uniram-se para enfiar a mão no bolso do contribuinte e zerar suas dívidas de campanha arrombando o mealheiro da viúva. Numa manobra de matar de inveja e vergonha os coronéis de antanho, os autodenominados representantes da classe operária e os proprietários locais da sigla que instalou o Estado do bem-estar social na Europa aumentaram em R$ 100 milhões os repasses da União para o Fundo Partidário com o objetivo de calafetar rombos de R$ 16 milhões nos cofres da legenda governista vencedora e R$ 11,4 milhões dos tucanos derrotados. Ao não vetar a gatunagem solidária, aprovada por unanimidade na Comissão Mista de Orçamento da Câmara e que nem chegou a ser debatida em plenário, a presidente Dilma Rousseff acumpliciou-se aos parlamentares, associando-se à arbitrária causa própria de companheiros e adversários, que instituíram o "financiamento público"das campanhas de forma sorrateira, clandestina e abusada, como bem definiu o diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Aldo Fornazieri.
E na mesma página em que noticiou essa maroteira sórdida (a A4 de segunda. 9/5), o Estado registrou um símbolo do convívio entre a nobreza de princípios e a vileza de atividades, ao noticiar a solenidade em que o Ministério da Defesa condecorou o petista José Genoino no Dia da Vitória.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, civil na chefia de uma pasta que reúne sob suas ordens os comandantes das três Forças Armadas, deu uma demonstração pública do respeito de seus subordinados fardados à hierarquia do Estado Democrático de Direito, na homenagem a um ex-combatente. José Genoino nada tem que ver com a campanha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália: nasceu em Quixeramobim (CE) em 1946, um ano depois de a 2.ª Guerra Mundial haver terminado. E "vitória" não é termo que possa ser usado para definir seu destino de militante: os guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que quiseram instituir a "ditadura do proletariado" sublevando camponeses do Araguaia, ele entre eles, foram dizimados pelo Exército.
De qualquer maneira, digamos que sua presença entre os condecorados pudesse representar o triunfo da tolerância sobre o temor, até por ter ocorrido neste ano em que as comemorações de aniversário do golpe militar de 1964 saíram dos quartéis e se abrigaram nos clubes militares. Há, contudo, lama na medalha que o chefe lhe pendurou no peito. Não consta do noticiário a respeito da solenidade nada que justifique funcionalmente a honraria. Nada que Genoino pudesse ter feito a favor da defesa nacional nestes dias em que está pendurado num cabide de emprego justifica a decisão de Nelson Jobim de escolhê-lo como signo de paz e democracia e prova de que o Brasil não quer retaliar o passado. Sua inclusão entre os 284 homenageados é um coice de mula na Justiça, que o pôs na condição de réu num clamoroso escândalo de corrupção chamado de "mensalão".
Nada, a não ser servilismo, naturalmente. Estranho no ninho do governo petista, o bacharel que adora envergar uniformes militares de camuflagem está sempre disponível para se alistar no "cordão dos puxa-sacos", que, segundo o refrão da canção usada por Sílvio Santos em seus programas de auditório, "cada vez aumenta mais". E não falta a Sua Excelência experiência no ramo. Para servir ao chefe Ulysses Guimarães, emendou o texto da Constituição sem consultar os pares - conforme ele próprio viria a confessar depois. Agora foi a vez de inverter a hierarquia, e o chefe bajulou o subordinado sem sequer ter esperado que este fosse absolvido pela última instância do Judiciário.
Ao condecorar um réu, Sua Excelência mostrou que se foi o tempo dos dois Brasis - o real e o oficial - de Machado de Assis. Há agora muitos Brasis e neles o vilão do Judiciário, rejeitado pelo eleitorado para voltar ao Legislativo, é tratado como herói de guerra pelo Executivo que o emprega. O PT, em que Genoino milita e que Jobim bajula, tem também seu universo à parte. Recentemente "reabilitou" - como fazia Josef Stalin com os camaradas que ousavam dissentir, mas depois se arrependiam contritos, ajoelhados aos pés do chefão - o ex-tesoureiro Delúbio Soares, burocrata insignificante, mas réu importante no mesmo famigerado processo. A respeito da volta do tesoureiro, acusado que nunca foi julgado nem condenado, o secretário-geral da Presidência e porta-voz oficioso do ex-chefe Lula, Gilberto Carvalho, produziu mais uma pérola do cinismo que os petistas aprimoraram neste seu período de donos do poder republicano. "Se ele voltar a errar, o partido, da mesma forma que o recebeu de volta, vai ter que puni-lo de novo", previu o burocrata, com aquele jeitão pio de ser.
Os Brasis truculentos, que tratam ética e lógica como trastes inúteis, esmagam o outro, que insiste em ficar ereto e garantir a igualdade de todos perante a lei, tornando-o assim o que querem que seja: um nobre disfarce.
JORNALISTA E ESCRITOR, É EDITORIALISTA DO "JORNAL DA TARDE"

10/05/2011

Gratidão e My Funny Valentine

Confesso, adicionado de plena alegria, a minha gratidão a Deus.  Nesta noite, entre tantas, por duas razões: a primeira, por esta estranha e incontida felicidade que é ajudar as pessoas, sobretudo ser a esperança de quem mais precisa. Creio, biblicamente, que Deus nos colocou neste mundo para tecer esperanças. Sempre haverá alguém esperando ser aquecido, encorajado e levantado por minha, sua mão. No Reino de Deus, neste mundo, compartilhar, visando a dignidade do outro, é a melhor "vingança" contra as hostes insensíveis, precárias, obtusas em figura de gente.

O nome dele é Álvaro. Chegou aqui trazido por anjos, só pode ser. Veio em busca de um fiozinho de esperança. Não pediu dinheiro, balbuciou apenas uma semente de futuro. Albergado, sem pai, mãe, lenço, mas com documento, vi em seus olhos e seus verbos a vontade ferrenha de não morrer na contramão atrapalhando o tráfego, como já cantou o Chico.  Ao ouvi-lo, após desenhar a trilha de um possível futuro, tomei-me, antecipadamente, por imaginação, do estado de gratidão quando Paulo, o apóstolo, disse: "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé ..." (2Tm 4,7)  Que o Senhor Deus abençoe este rapaz a agarrar sua cidadania, já que encontrou uma ponte.

A segunda gratidão, uma voz: amiga, saudosa, querida, amada, animada, obstinada. Tenho de agradecer a Deus por esta mistura de mente e lembrança. Basta uma voz para ativar sonhos bem sonhados de uma história desmanchada, esvaída, mas na memória reciclada, vívida e colorida.

Minha frase desta noite é uma paráfrase Bíblica:  Estranho é o coração, desesperadamente estranho, quem o entenderá, quem o domará ?


Vou ouvir novamente My Funny Valentine, versão de Miles Davis, que, como gosto muito, ofereço a você


04/05/2011

Finda-se este dia (4) - Stacy Kent

Se você for igual a mim, gosta de ouvir boa música à noite, quando já estamos cansados.  Segue uma das preferidas.
Mas se não for igual a mim, não importa, tenho certeza de que esta música cairá suave e confortante em seu ouvido.

27/04/2011

Abertura da Paixão segundo São Mateus - J.S.Bach

Trata-se de uma das mais belas aberturas do repertório erudito.  Vale a pena ficar magnetizado por uns 10 minutos.

23/04/2011

Domingo da Ressurreição

Páscoa Cristã
 Ressurreição de Jesus

Ele não está aqui, ressuscitou.


Mateus 28, 1-10
 No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.  E eis que houvera um grande terremoto; pois um anjo do Senhor descera do céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como a neve.  E de medo dele tremeram os guardas, e ficaram como mortos. Mas o anjo disse s mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia; e ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos; e eis que vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que vo-lo tenho dito.
 E, partindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos discípulos. E eis que Jesus lhes veio ao encontro, dizendo: Salve. E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram.
 Então lhes disse Jesus: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão para a Galiléia; ali me verão.

Ouça o hino tradicional da Ressurreição

22/04/2011

Sexta-feira da Paixão de Jesus Cristo



Numa sexta-feira, chamada santa, o divino e o humano expuseram suas "vísceras", das "entranhas" divinas e humanas, do fundo dos seres, entrelaçados, fundidos, entregaram o maior, mais profundo e elástico amor da face do universo.  Na sexta-feira santa, entre agonia e rendição, Jesus Cristo estava reconciliando o universo, colocando a criatura humana no centro de tudo.

Por quê ?  Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3,16).  Mas por que com sacrifício e sangue, por que pregado e rasgado numa cruz ?

Porque somente ele, Jesus, poderia suportar e reverter o nosso destino, já que em nossa condição de pecadores, somos até hoje absolutamente precários em fazer qualquer coisa para salvar-nos da nossa condição. Por amor, somente por amor, Jesus nos substituiu, foi em nosso lugar, pagou o preço impagável. Somente ele poderia entregar sua própria vida (humana, como nós), somente ele, por ser ele, por estar rendido e obediente ao Pai, poderia vencer a morte - com a vida ressurreta.

Meu amado, adicione ao seu descanso (feriado) a reflexão sobre a obra de Cristo na cruz.  Aceite e siga o Cristo da cruz, porque lá, em agonia e paixão por você, sim, por você, ele estava e está convidando (todas as pessoas) para a vida eterna, para vencer, como ele, a morte.

Sexta-feira da paixão, a sua sexta-feira, a sexta-feira feita para o mundo em agonia.

20/04/2011

Homens e Deuses

Um dos prazeres desta vida é ter acesso à arte. Alguns filmes elevam e justificam a teimosia de um homem cansado da lide diária, quando, entre a cama e a poltrona, arrisca examinar uma obra premiada em Cannes. Salve a poltrona do cinema!
Recomendo o filme Homens e Deuses, de extrema sensibilidade existencial, corretas colocações religiosas e, sem abusar da propaganda contrária, acerta no enquadramento dos vilões.

Destaco, entre outras coisas, o espírito cristão genuíno dos monges, mesmo sofrendo do medo humano, não deixam de consultar suas consciências, embebidas do evangelho.

Não pisque na cena da ceia e seu contexto seguinte.

Não fica bem eu falar mais.  Corra para o cinema.


18/04/2011

Finda-se este dia (3) - com Randy Travis

Randy Travis é um cantor country cristão.  Tive a oportunidade de garimpar dois discos dele com músicas cristãs neste estilo.

Também para ouvir no fim de noite.

15/04/2011

Round Midnight - Miles Davis

Para o início ou fim de algumas noites.  Se for com meia luz e um bom vinho, melhor.
Eu recomendo comprar o disco.

13/04/2011

Você já viu isso ?

Meus caríssimos, a máxima do mau gosto, aliada a nenhuma fundamentação bíblica, provoca, hoje, um desgosto sem tamanho. Qualquer dia, se é que já não estamos nele, a linguagem e forma do evangelicalismo estará mais para frankestein do que sei lá ...
Não sei se dou gargalhadas ou se choro.
Assista e verifique o motivo pelo qual somos fracos nesta sociedade.

12/04/2011

Finda-se este dia (2)

Ao chegar cansado, exausto, após dia intenso de trabalho, talvez até irritado com o trânsito lento, é necessário preparar o merecido descanso. Não falo do banho aquecido, do sabonete cheiroso, do creme revigorante para a pele, da comida gostosa ou suficiente para saciar a fome, das notícias da tv irritantemente negativas, talvez até o início de um filme; mas sim, quem sabe até para variar, de uma boa e rejuvenescente música cristã, uma oração de gratidão, do inventário das benesses do dia, da súplica por perdão pelos erros e ... então adormecer, descansar no Senhor, preparando o dia seguinte.

Esta é a minha sugestão.

Ouça o hino abaixo e entregue-se à gratidão suave e rendida ao Pai.

06/04/2011

A Cada Manhã


A cada manhã, diz a Bíblia, as misericórdias do Senhor são renovadas, oferecidas, doadas.  Brotam do coração bondoso paimaterno de Deus em busca das nossas necessidades.

Elas chegam, caminham ao encontro das nossas angústias, medos, inseguranças, descrenças.

Pousam suaves sobre e em nossas vidas.

As misericórdias do Senhor não pedem merecimento. Ao contrário, elas escolhem aqueles cuja desesperança ou baixa estima pessoal sufocam e entristecem o dia, do levantar até o recolhimento.

Somente um Deus que é Pai/Mãe, criador soberano, pode oferecer o que não merecemos, e, também, muitas vezes, não pedimos, e nem sabemos que estão disponíveis.

Acredite, abra o coração, a mente, todo o ser e ... receba a companhia, presença e bênçãos do Deus Conosco.

O seu dia será outro, diferente, melhor, a Cada Manhã.

18/03/2011

A diferença

Caráter japonês transparece diante do desastre
Gavin Blair
The Christian Science Monitor

Após os abalos secundários que mexeram com os nervos da população já tão maltratada, em meio aos temores de uma nova desestabilização dos quatro reatores seriamente danificados na usina nuclear Fukushima Daiichi, agora o frio e a fome constituem uma nova ameaça para os moradores de Tohoku, região nordeste do Japão - uma das mais atingidas pelo terremoto seguido de tsunami que devastou o país há uma semana.
Mas em meio a toda essa destruição, escassez e desespero, o que transparece é o caráter do povo japonês, que permanece resolutamente respeitoso, honesto e consciencioso durante todo esse que é o mais sinistro dos tempos.
"Sentimos muito em dizer que não temos nenhum veículo para alugar no momento. Não tenho desculpas por não poder ser mais útil ao senhor", o funcionário de uma agência de aluguel de carros em Yamagata disse a um cliente coberto de neve.
Mas na verdade, ele teria muitas desculpas: Yamagata enfrenta uma grande escassez de combustível, alimento e eletricidade, ao mesmo tempo que vem recebendo refugiados vindos das regiões em torno dos instáveis reatores nucleares em Fukushima.
Baixas temperaturas. As temperaturas começaram a cair abaixo de zero esta semana e a neve cobriu toda a região, aumentando o sofrimento das centenas de milhares de pessoas que foram retiradas, muitas sem alimento, água ou abrigo, e trazendo mais privação para aqueles que não foram afetados diretamente pelo terremoto e o tsunami.
Embora a ansiedade predomine por todo o país em razão das múltiplas crises, mesmo na região de Tohoku é difícil ver alguma rachadura na estrutura das maneiras e civilidade que definem a cultura japonesa.
Histórias de saques e furtos, que costumam acompanhar os desastres em todo o mundo, não são ouvidas por aqui, são impensáveis.
A noção do "gaman", que significa suportar ou tolerar o que é insuportável, também tem um valor fundamental para o povo japonês; e esse traço de caráter que é manifestar consideração pelo próximo, mesmo em momentos de pressão, costuma sempre surpreender o estrangeiro.
Nas longas filas nos postos de gasolina e supermercados por todo o país, longe de Tóquio é raro ver pessoas falando alto ou perdendo a calma. Elas abrem espaço para outros carros passarem e ninguém tenta furar uma fila.
Mesmo entre os refugiados que chegaram há pouco ao Centro Esportivo da cidade de Yamagata, não há nenhum sinal de desordem, as regras são cumpridas à letra e a disposição no geral é grande.
Uma mulher falou da sua preocupação com o futuro dos filhos por causa dos vazamentos de radiação, mas disse que esperava poder reconstruir sua casa, arrastada pelo tsunami. O tom de sua voz e a sua atitude não traduziam a magnitude da experiência vivida ou a tarefa de reconstruir sua vida: ela bem poderia estar se queixando de uma viagem desagradável para trabalhar de manhã.
"Estamos esperando mil refugiados aqui e temos somente 4 mil refeições", contou Minoru Harada, funcionário da administração local atuando como diretor do centro de emergência.
Necesidade. "Não temos combustível suficiente e estamos mantendo o aquecimento aqui no centro no mínimo possível - faremos o que pudermos".
É o espírito de um povo que construiu essa terra superpovoada e sem recursos a partir das cinzas da sua devastação na 2.ª Guerra, transformando-a num dos países mais avançados do mundo.
Provavelmente será esse espírito que, mais do que qualquer outra coisa, ajudará o país a se recuperar de um dos piores desastres de que se tem memória.
 / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
Jornal O Estado de São Paulo -  18 de março de 2011 

18/02/2011

Performance do John Lennon da Silva

A riqueza de um país (no sentido mais amplo do termo) desponta quando as condições de oportunidade são oferecidas, garantidas e perpetuadas.  Dadas as condições de oportunidade para o maior número de pessoas (crianças, adolescentes, jovens, por exemplo), com certeza aparecerão os que carregam as habilidades inatas, adormecidas, que apenas esperam a chance de aprender e se desenvolver.  Vide os virtuoses que já desabrocham em Heliópolis/SP, onde  a música erudita é ensinada.  Para quem não sabe, Heliópolis é o nome de uma comunidade carente da periferia de SP.
Para que haja riqueza, é imprescindível a oportunidade ampla, maior quantidade de pessoas e deixar acontecer.

Assistam ao maravilhoso vídeo abaixo, enviado pelo meu amgio Gugu, do maravilhoso Recife, Pernambuco.


04/09/2010

Correta, Profética, Corajosa e Necessária

Há anos eu digo para amigos e quem estiver por perto. Muitos não acreditam, estão cegos e surdos. Outros, não se interessam, talvez seja muito para o "espírito de avestruz" que encarnam. Tantos outros, estão cronicamente patologizados: aceitam o mal porque suas mentes e almas jazem cativas, submissas.
Sim, o Pr. Paschoal Piragine tem toda razão.
A Igreja de Jesus Cristo existe para destruir as obras do diabo (Mt 16, 18).  Somos embaixadores do Rei, valentes que defendem o Reino do Pai na terra.
Que a nossa consciência seja clarificada, aberta, convencida e nos levante para fazer o que for preciso.
Que o Senhor nos abençoe, os que se esforçam para defender os valores judaico-crisctãos,  valores Bíblicos.

12/06/2010

Worthy is the lamb - Digno é o Cordeiro

Esta igreja em Nova Yorque nasceu por acaso. Nasceu a partir de quase nada, mas revestida pelo Espírito Santo, quando seu pastor (ainda nem era pastor)simplesmente ousou fazer o que está no evangelho.
Carol Cymbala, a esposa e regente, já ganhou grammy com este maravilhoso coral.
Recomendo a leitura dos livros do Pr. Jim Cymbala.
Coral Tabernáculo do Brooklyn


10/06/2010

Um presente

Por isso que amo criatividade, ela não tem preço, barreiras, apenas é possível. Considero esta iniciativa da Companhia de Ópera da Filadélfia como magistral.
Repasso o presente que ganhei da Dréca, uma das queridas da IPJO.

07/06/2010

Vencendo a omissão - perseguição

O que não deu na Globo e nos jornais

Mesmo com braceletes dizendo médico em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo.
Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos. Eu estava lá! Ninguém me contou. Não li no jornal. Não vi fotos na Internet ou vídeos no Youtube. Vi tudo como foi mesmo, ao vivo e com muitas cores. Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do Exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4h30 da manhã de segunda-feira: meu telefone do Exército começa a tocar. Possíveis conflitos em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do Exército (até para entender o tamanho da situação). O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que todos os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo nosso Exército a Gaza. Isso porque cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza. Essa foi uma atitude extremamente pacifista do nosso exército, em respeito aos civis que estavam no navio. E, se não há armamento no navio, qual é o problema de que ele seja inspecionado? Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E foram gratuitamente atacados: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram atendidos e resgatados por nós, eu e minha equipe e enviados para os melhores hospitais em Israel.
Entre nós, nove feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e seis tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo médico em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. Além de agressores, são também ingratos. Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. Lotado de armas brancas e material para confecção de bombas caseiras. Onde é que está o pacifismo da ONU??? Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. Mas jamais vamos permitir que matem os nossos soldados.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? Eles não entendem que foram usados como ferramenta contra Israel, e que a intenção nunca foi enviar ajuda a Gaza e sim gerar polêmica e criar ainda mais oposição internacional. E continuam sem entender que dar força ao terrorismo do Hamas, do Hezbollah ou do Irã só significa mais perigo. Não só a Israel, mas ao mundo todo. E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E que o Brasil já tem problemas demais sem resolver. Tem mais gente passando fome que Gaza. Tem muito mais gente morrendo vítima da violência urbana no Rio do que mortos nas guerras daqui. E passar a cuidar dos problemas daí. Dos daqui, cuidamos nós.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente distorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. Mas sei que quem os controla hoje é. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o extermínio de todo o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor, encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.
 Ana Luiza Tapia fez "Aliá" há pouco mais de dois anos e serve ao exército israelense (IDF - Israel Defense Forces), na área médica.
Extraído do excelente site www.midiasemmascara.com.br

27/05/2010

Finda-se este dia (1)

Antes de pousar este corpo guerreiro sobre o colchão, após árduo dia, ouça uma das preciosidades do country spiritual: Precious Memories.
Tenha uma noite preciosa de sono rejuvenescedor.


22/02/2010

A manhã do dia seguinte

Marta pensou em vociferar um “Ora, bolas!”, emendando com “Isto é um absurdo, até o Senhor?”, mas o fato foi que recuou, e por uns instantes, abatida e pulverizada pela firmeza do Senhor, recolheu o avental, e, sentada no canto da porta, foi capturada pelas palavras do céu proferidas na terra pelo criador do universo. “Na minha casa, na minha sala, agraciando-me os ouvidos, apascentando o meu coração, puxa, o Messias!, e eu, retardada, carregando bandejas ?”, falava de si para si na alvorada do dia seguinte.

Passados uns trinta minutos, o Senhor Jesus desejou completar os quitutes das irmãs, olhando para Marta, uma amiga querida, rendeu-se a arte da alquimia dos temperos e receitas de família. As irmãs eram artistas e invejadas na cozinha. “Nem só de pão o homem viverá ...”, sabiam, mas como ninguém é de ferro ... Marta, seguida de Maria, comandou e elevou ao grau máximo o dom da hospitalidade.

Quando a madrugada impôs seu silêncio, condição obrigatória para revigorar mentes e corpos, as irmãs encontravam-se na varanda ao lado da cozinha, olhando as estrelas, trocavam impressões sobre o que ouviram. Sabiam que entre pães, guisados, asinhas e vinho, teriam muito para destrinchar as palavras, os ensinamentos, os apontamentos e as dicas que Jesus entregara na tarde anterior. “Como era sábio? Que história era aquela de arder o coração enquanto discorria?” Maria, segurando a mão da irmã, confessava que não podia tirar os olhos de Jesus e que experimentara uma paz jamais sentida, classificando aquele encontro como puro deleite. Marta, veloz no pensamento, conectava as lições do Sermão do Monte com a vida real, já que Jesus repetira alguns trechos e, com grupo pequeno, pode vincular os ensinamentos com o cotidiano dos ouvintes. E ficaram em silêncio até alta madrugada, matutando, cada uma em seu universo.

Na manhã seguinte, bem cedo, Jesus e seus discípulos ganharam o mundo, deixando as irmãs acenando.

Marta, prática, a caminho da cozinha, decidiu que faria sempre as melhores escolhas dali pra frente. Em outra ocasião, jamais desprezaria as palavras encantadoras do Salvador. Lembrando do salmista, parafraseou: “Foi-me bom ter eu passado pelo vexame, para que aprendesse a tua graça” (Sl 119, 71).

Maria, poeta, experimentara na carne, na mente e na alma uma das maiores alegrias, sentimento de extrema felicidade: o desfrute, o deleite, a sensação mais aprazível. Sua certeza pétrea apontava para os olhos do Misericordioso, e recordava, não somente da voz, mas, também, de seu maravilhoso olhar. Desfrutou e gozou do manancial de paz, principalmente quando Ele repetiu: “... sou manso e humilde de coração... e encontrareis descanso para vossas almas.”

Naquela manhã, seguinte ao dia ímpar, Maria ficara em êxtase santo, porque seu coração não parava de ordenar à mente, que instantaneamente comandava o som de sua boca, bem baixinho, suave, mas de incontrolável repetição, suscitando-lhe prazer indescritível: “Rendei graças ao Senhor, porque Ele é bom... é bom ... é bom ... é bom...”

Revdo. Mauro Meneguelli

18/12/2009

Meus presentes de Natal

Uma quinta-feira longa. A jornada começara às 7 horas. Saí da igreja às 20h40min, após rápido e hilariante encontro com os coralistas, acertando detalhes para a Audição de Natal deste domingo. Meu último compromisso do dia seria comparecer à reunião do grupo pequeno. Caminhando pela rua da igreja, após dois quarteirões, deparei-me com cena insólita e triste: mãe e filho discutiam, aos gritos, na calçada. Ela, descontrolada; ele, um bonito rapaz de 16 anos, chorava. Pessoas em volta, a polícia chegando, um vizinho, do outro lado da rua, berrando impropérios para a moça, palavras de baixíssimo calão e com balde de água para jogar contra a destemperada.

Da curiosidade aflorou uma avassaladora compaixão. Olhos de misericórdia foram aguçados pelo Espírito Santo. Olhei para aquela pobre jovem senhora, ouvindo-a gritar que era a mãe do rapaz, continuamente. O grave detalhe é que ela não tinha a guarda do filho, confiada a parentes. Seu desespero era não poder contar com a fluidez do mais afetuoso diálogo entre genitora e criatura amada, seu filho. A agonia da mãe, o escárnio dos vizinhos, o choro do rapaz, a cena policial tudo isso contribuiu para que, paralisado, eu esperasse o melhor momento para atuar como pastor.

E assim procedi. Na primeira brecha, apresentei-me e disse-lhe que gostaria de ajudá-la. Claro, resistência no princípio. Mas, como cremos, o Espírito de Deus é maravilhoso e vai fazendo sua obra, desmoronando corações blindados. Ao fim e ao cabo, todos foram se dispersando, e eu fiquei conversando com a moça, demovendo-lhe a rudeza do coração e a turvação da mente.

Não preciso dizer que ali, diante de mim, orbitando em outra esfera, estava uma alma atormentada cujo fruto é o distanciamento das pessoas, inclusive as mais chegadas, queridas e familiares. Uma alma em frangalhos que não acredita no Natal, embora alguns familiares sejam evangélicos. Uma alma para ser refeita, restaurada, acolhida, liberta e preparada para a reconciliação com Deus. De outra forma, só colherá frutos amargos ao longo de sua provável triste história.

Aos poucos, muitos vão se perdendo pela estrada da vida. Por responsabilidade própria ou pelas inesperadas circunstâncias, tecem caminhos tortuosos, enredam-se em narrativas de autoflagelação, cavam suas próprias covas. E, pelo caminho, encontram, quando encontram, poucos que estendam a mão para apoio.

O que eu fiz ? Apenas ter carinho por aquela criatura especial de Deus, apresentando-lhe as mais certas palavras bíblicas de acolhimento e restauração. Lancei a semente. Convidei-a para Cristo, para a igreja, para o novo nascimento.

Meus presentes de Natal ? Dois. Que ela atenda meu convite, convite do Espírito Santo. Outro, como sempre, que o testemunho da nossa igreja seja sempre esse: investir tempo, energia e talento em prol dos que estão cansados e sobrecarregados, de quem precisa de Cristo.

Quando oportuno, faça você o mesmo.
Feliz Natal! Porque para essas cenas Jesus nasceu em Belém. Para modificá-las, transformá-las, salvá-las.

17/12/2009

Cético também

Meus caríssimos, interesso-me bastante sobre o assunto ecológico. Acrescento, nos últimos tempos, a observação de que surge uma nova religião: os cultuadores da falácia sobre as causas do Aquecimento Global. Há muita coisa por trás desse debate, inclusive doutrinação ideológica, entre outras tantas. Gostei do texto abaixo.
Voltarei ao assunto.


Eu, o cético

Seu nome é Jim Hansen. Cientista da NASA e consultor de Al Gore. Transformou-se numa das principais vozes no debate mundial sobre clima. Torce para que a COP15, a conferência do clima em Copenhague, seja um fracasso. Seu nome é John Coleman. Meteorologista na Califórnia e fundador do mundialmente conhecido Weather Channel (Canal do Tempo). Também torce para que a COP15 seja um fracasso. Hansen acredita que a Terra está caminhando para um enorme desastre climático devido ao aquecimento global. Coleman afirma que o aquecimento é uma fraude, um estelionato científico. O cientista da NASA crê que as medidas propostas em Copenhague serão inúteis diante da gravidade da situação e do descontrole na ação do homem sobre o clima. Coleman diz que o homem nada tem a ver com o que ocorre hoje no clima.

Jim Hansen é chamado de apocalíptico. Coleman de negacionista. O debate das mudanças climáticas acabou por criar estas denominações para aqueles que ousam, em maior ou menor grau, contestar as teses dominantes sobre a influência humana e o aquecimento do planeta. Eu não me considero integrante de nenhum dos dois campos. Nem apocalíptico. Tampouco negacionista. E torço para que Copenhague ofereça soluções para reduzir o desmatamento e a poluição.

É um fato científico que o planeta esquentou nos últimos 150 anos, período de instrumentação meteorológica. Parece-me um fato inquestionável que houve influência humana para este aquecimento, seja pelas chamadas ilhas de calor urbano (grandes cidades), desmatamento ou uso/manejo do solo. O que divirjo é da teoria que desejam transformar em senso comum que o aquecimento global foi quase totalmente provocado pelo homem, dando pouco relevo a causas naturais que julgo da mais alta importância como atividade solar e ciclos oceânicos. O que contesto é a tendência da mídia, alimentada por pesquisadores, em sensacionalizar o clima e ligar ao homem todo e qualquer desastre natural ou evento extremo que ocorra nos dias de hoje. O que me desagrada é o fato de tomarem como certos valores de elevação da temperatura do planeta nos últimos 150 anos, quando pairam acusações de fraudes sobre pesquisas e estão comprovadas deficiências gigantescas nas observações. O que me causa espanto é que a população está cada vez mais sendo doutrinada a acreditar que tudo que ocorre de ruim hoje no nosso clima é um fato novo, sem precedentes, inédito, ignorando-se por completo a história climática. O que me espanta é a incapacidade da imprensa de sustentar um debate sério sobre o tema, vendo-se hoje na mídia jornalistas que se transformaram em verdadeiros ativistas, seja a favor do negacionismo, seja em prol do catastrofismo.

Por essas e outras, com orgulho, declaro-me meramente um cético. (Coluna publicada no jornal ABC Domingo de 13 de dezembro de 2009)

Autor: Eugenio Hackbart
do site www.metsul.com

23/09/2009

Honduras e a verdade

Se você quiser entender o que está acontecendo em Honduras. Se você quiser entender qual a participação horrorosa do Brasil e colegas, leia o artigo abaixo.

A DEMOCRACIA CONTRA O POPULISMO ABSOLUTISTA quarta-feira, 23 de setembro de 2009 4:35
A tentativa levada a efeito por Hugo Chávez, Lula e Daniel Ortega de reinstalar, à força, Manuel Zelaya no poder, em Honduras, obedece a uma espécie de diretriz das esquerdas latino-americanas: evidenciar que os Poderes Legislativo e Judiciário nada podem contra um “presidente eleito pelo povo”, pouco importa o que ele faça e como se comporte. As urnas confeririam ao eleito uma autoridade que estaria acima da própria Constituição. Assim se deram as “mudanças” na Venezuela, na Bolívia e no Equador. O primeiro país já é uma ditadura; os dois outros estão a caminho, seguidos de perto por Nicarágua. Não pensem que Lula é estranho a este sentimento. É que, no Brasil, as coisas têm de ser feitas de outro modo. O fato é que estamos, no continente, diante de uma óbvia hipertrofia do Poder Executivo, que passa a reivindicar o poder absoluto ancorado na “legitimidade popular”. A fórmula, assim, fica simples: “Zelaya foi eleito? Então tem de governar”, pouco importa se de acordo com a Constituição ou contra ela.
Por isso a conspirata de agora contra o governo hondurenho. A verdade cristalina, evidente, comprovada pelos fatos, é que Honduras, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo estúpido isolamento a que vem sendo submetida depois da deposição constitucional de Manuel Zelaya, estava vivendo relativamente em paz. E o advérbio fica por conta das naturais dificuldades que enfrenta um país nessas condições. Justiça, Congresso, imprensa, Igreja, sindicatos… Cada instituição ou ente da República vivia na plenitude de seus direitos. Era assim até que Lula irrompesse no cenário.
Não custa lembrar: Zelaya foi deposto PARA QUE A LEI SE CUMPRISSE. Como sabem os leitores deste blog, não preciso de pelo menos 24 horas para opinar sobre alguma coisa; não espero que os leitores primeiro se manifestem para depois dizer o que penso. Outros aproveitam um detalhezinho ou outro para dar cavalo de pau no que vinham afirmando e sustentar, então, o contrário. No dia do que chamam golpe, que golpe nunca foi, escrevi aqui o texto Quem é mesmo o golpista em Honduras? POR ENQUANTO, Forças Armadas garantem Constituição democrática. Fui o primeiro, talvez na imprensa mundial (estou parecendo o Lula, rá, rá, rá), a fazer o óbvio: ler a Constituição hondurenha, que vinha garantindo três décadas de regime democrático no país. Não fiz nenhum favor a ninguém. Era uma obrigação de todo jornalista. Alguns não a cumpriram até hoje.
Ocorre que Hugo Chávez anunciou o que chamou de “golpe”, o Brasil seguiu atrás como cachorro vagabundo atrás do caminhão de gás, e José Miguel Insulza, o asqueroso socialista chileno que preside a OEA, estrilou e anteviu guerra civil… Aí veio o governo de Barack Hussein, que terceirizou para Madame Clinton o “setor América Latina”. E a imprensa mundial, incluindo a brasileira, que chega a estar infiltrada pela assessoria de imprensa de Celso Amorim, saiu, bovinamente, a protestar contra o “golpe”.
Que golpe? A Constituição evidencia que Zelaya caiu para preservar as instituições. Ele estava fazendo um plebiscito declarado ilegal pela Justiça e rejeitado pelo Congresso. Deu ordens ao Exército que contrariavam a Constituição. Foi deposto pela Justiça. Mas um erro grave foi cometido: foi retirado do país. Conta-me uma fonte ligada ao governo hondurenho que os representantes da Justiça e do Congresso que negociaram com Zelaya caíram num truque infantil. A decisão inicial, com base na Constituição e nas leis, era prendê-lo e processá-lo. Ele teria pedido para sair. Convenceu os interlocutores que isso evitaria confrontos e eventuais mortes. Cederam a seus apelos. O pijama já fazia parte de sua pantomima. Chávez, o real organizador e financiador do plebiscito, tratou de cada detalhe da saída de Zelaya e, depois, da “resistência”. O governo provisório de Honduras apostou que o madeireiro milionário pensaria nos próprios negócios e na fortuna que tem no país e não criaria problemas. Deu no que deu.
A fonte é muito boa, o que não significa que acredite sem reservas na história. O comandante do Exército já havia dito a Zelaya que não cumpriria uma ordem declarada ilegal pela Justiça. Ele sabia que iria ser deposto. Não queria ser preso. E não foi. Retirá-lo do país, à força ou numa negociação, foi um erro estúpido. Conferiu ares de verdade à mentira evidente de que teria havido um golpe. Sigamos.
Honduras vivia, então, relativamente em paz. Cedo ou tarde, o governo que saísse das urnas acabaria sendo reconhecido. MAS UMA NOVIDADE INSUPORTÁVEL ESTARIA DADA PARA OS BOLIVARIANOS E SEUS AMIGOS: PRESIDENTE QUE RECORRER ÀS ELEIÇÕES PARA AFRONTAR A CONSTITUIÇÃO CAI. E é derrubado democraticamente. O próprio Lula, pesquisem, chegou a comentar: “Se isso vira moda…” Pois é, se isso “vira moda”, o bolivarianismo vai para o vinagre. HONDURAS, COM EFEITO, É UM PÁIS PEQUENO DEMAIS PARA INCOMODAR TANTO. A QUESTÃO É DE PRINCÍPIO PARA OS AUTORITÁRIOS. Eles precisam da soberania absoluta - e absolutista - das urnas para levar adiante o seu projeto de ditadura.
Assim, Lula, Ortega e Chávez se articularam para instaurar em Honduras o caos, a desordem, o clima de guerra civil. E pouco se importaram ou se importam com o destino dos hondurenhos. A sorte do governo provisório - e da população - é que Zelaya tem o apoio de uma minoria que chega a ser ridícula. Por isso, os distúrbios de rua são contidos com relativa facilidade. Chávez estava e está determinado a provocar um banho de sangue no país, como ficou evidente nas duas outras vezes em Zelaya tentou voltar Na semana seguinte ao conflito, esquerdistas da Venezuela e da Nicarágua foram presos no país. Estavam lá com o único fito de participar das manifestações.
O que está em jogo em Honduras é mais do que reinstalar ou não Zelaya no poder. O que está em jogo é saber qual é o limite da dita soberania de um governo eleito pelo povo. Será ele tão poderoso que pode afrontar a própria Constituição que dá legitimidade à escolha democrática? Ora, para um democrata, a resposta óbvia é “Não”. O povo não é soberano para rasgar a Constituição que declara a sua soberania, entenderam? E isso significa que há regras. As da Constituição hondurenha foram violadas por Zelaya.
Trata-se, em suma, de um choque entre a legalidade democrática e, se me permitem, o populismo absolutista. Houvesse um governo nos EUA e não um garoto-propaganda das ONGs, que tem a ambição de governar o país a partir da TV e da Internet, isso já teria ficado claro há tempos. E esses ratos gordos não estariam tão assanhados. O problema é que o gato está cuidando da maquiagem para mais um espetáculo, mais uma entrevista, mais um show midiático.

Publicado no indispensável site de Reinaldo Azevedo: www.reinaldoazevedo. com.br

30/07/2009

Cá estou com o português nos braços


Tenho um costume antigo, cultivado desde os 19 anos, iniciado por um colega de trabalho, que é frequentar sebos de livros. Aqui em Curitiba, visitei alguns sebos. Garimpei, que, aliás, é o grande "barato" dos sebos, e descobri as obras completas de Ferreira de Castro, grande escritor português, autor do monumental A Selva.

Sempre fico sensibilizado, e é de grande valia, relembrar a biografia de Ferreira de Castro. Ainda jovem, experimentou as condições mais precárias de existência. Passou fome, submeteu-se a trabalhos braçais e de exposição degradante, mas nunca desistiu de escrever. Tinha tudo para ser um zé-ninguém, um pobre e coitado, um perdedor, mas foi vitorioso. Este sujeito tinha uma ambição, um sonho e nada o impediu de escrever.

E você, que jamais chegou perto da condição de Ferreira de Castro, ainda quer desistir ?

Notas de julho 5 - Conspiração da Bondade

Pequenos gestos, atitudes e iniciativas podem causar o bem, impressionar e beneficiar pessoas. Isso é totalmente bíblico, está na linha da vontade de Cristo.

Você precisa acreditar que Deus coloca diante de você, todos os dias, oportunidades para que a bondade dele seja revelada por meio de suas atitudes. Você é o veículo por excelência para que Deus chegue às pessoas.

Eu estava no posto de gasolina. Fui abordado por um jovem senhor, que com sua família mineira, desejava encontrar uma saída do centro de Curitiba para São Paulo. Abordou-me porque viu a placa de SP de meu carro. Ninguém, nem taxista, tivera a paciência para explicar a rota de saída da cidade.
Sorri e disse-lhe que já passara por tal situação. Fiz de tudo para que ele entendesse a rota. Fui simpático, didático, repetitivo. Ele ficou alegre, comentou que nunca obtivera uma explicação tão detalhada, que não esperava tal paciência de minha parte.

A rápida conversa desviou para outro assunto, quando tive a oportunidade de dizer-lhe que sou pastor, desejando a todos uma viagem familiar abençoada e tranquila.

Ele saiu feliz, sorridente, provavelmente com uma boa impressão de um pastor.
Pronto, a porta está aberta. Quem sabe o Senhor colocou aquele homem no meu caminho, para que eu pavimentasse a estrada que vai conduzi-lo, mais adiante, pelas veredas da fé ? Não pode ser ?

O fato mais importante disso tudo, para qualquer cristão, é que Deus espera de nós a bondade, a chave que abre portas para lugares mais importantes.

29/07/2009

Notas de julho - 4

Visitei duas grandes igrejas presbiterianas em Londrina. Algumas observações:
1. A juventude (ou gente com menos de 50 anos) compõe pelo menos 70% da membresia;
2. A oração é a base de tudo o que se faz. Ora-se forte naquelas igrejas;
3. Elegeram os Grupos Pequenos (chamam de células) como a força da igreja;
4. Os louvores são moderados;
5. Têm forte atuação na cidade;
6. O voluntariado é grande, apaixonado;
7. Romperam barreiras para continuar cumprindo a missão. São totalmente evangelizadoras;
8. Usam todos os recursos de mídia;
9. O rol de membros está na casa dos milhares;

Exatamente o mesmo estou vendo aqui em Curitiba, na Primeira Igreja Batista.

Aprender com gente que faz é o mais importante. Gente que cumpre a Palavra.

Estou feliz.


Notas de julho - 3

Sei que quando desconhecemos nossa história, nosso fio de identidade, enveredamo-nos por qualquer caminho, o mais perigoso é o da descaracterização.

Os presbiterianos, somos um grupo cuja origem teológica, fincada no século XVI, considera a soberania, majestade e atuação de Deus em todas as esferas. Não há um só canto onde Deus não deva estar presente. E Ele está presente pela atuação de sua Igreja, quando, pelo testemunho da Palavra e ações, tudo ao redor gira em conformidade à Sua vontade. Ele espera que sua vontade, expressa na Bíblia, seja materializada por nossas ações.

O mundo está caminhando contra a maré evangélica. Não podemos simplesmente ignorar as incursões malignas em todos os setores. Ao contrário, interpretando corretamente, devemos promulgar uma palavra forte e atuar politicamente.

Nada me tira da mente o estrago profundo causado pelo enfraquecimento do protestantismo histórico, seja na Europa, Estados Unidos e aqui no Brasil.

Ainda pagaremos caro pela cegueira diante de um Obama desconhecido (não para poucos), um presidente brasileiro espertíssimo, um senador falsamente católico e uma televisão sincrética, quando no fundo é mesmo espírita.

Está para ressuscitar uma Igreja Protestante Histórica que cuide da pregação ousada do Evangelho, do testemunho profético, que defenda os valores mais caros de sua formação.

Os tempos estão sombrios.

Notas de julho - 2

Surpreendo-me quando sou indagado sobre como vai a linda e histórica Igreja Presbiteriana do Jardim das Oliveiras. Isso quando ocorre, é claro, fora de São Paulo.

No Rio de Janeiro, para onde fui participar de encontro de líderes da década de 70, e, também, convidar o Rev. Guilhermino Cunha para ser o pregador do nosso próximo aniversário, ouvi duas pessoas recordando o "grande pastor e pregador Rev. José Borges dos Santos Jr."


Talvez, hoje, alguns não considerem, por desconhecimento, a importância histórica da nossa igreja. Ela ainda está no imaginário de muita gente.


A IPJO terá a honra de receber o Rev. Guilhermino no segundo domingo de março do próximo ano. Nosso secretário sinodal de mocidade, na década de 70, no Rio de Janeiro, é pastor da Catedral Presbiteriana, primeira igreja presbiteriana instalada no Brasil, no século 19.


Aqui está a foto da linda igreja:

Notas de julho - 1

Neste mês de julho eu estou pesquisando algumas igrejas históricas de sucesso. Que seja entendido como sucesso o fato da igreja atuar em várias áreas (com qualidade) e estar em crescimento numérico. Minhas concentrações estão em três igrejas presbiterianas e uma batista.

Primeiro no Rio de Janeiro, depois em Londrina, e, agora, em Curitiba.

A minha igreja, Jardim das Oliveiras, é especial. Aos poucos, vai entendendo as especificidades e dificuldades do ato de pastorear no século XXI. Por isso, sinto-me na santa e agradável obrigação de trabalhar cada vez mais, não tanto em quantidade (porque isso já seria impossível), mas pinçando a qualidade. Quero dizer, onde existe um trabalho de qualidade inegável, estarei lá para fuçar, esquadrinhar, saber quais são os fatores específicos daquela igreja, e, no geral, quais são os comuns a todas elas.

Esta é minha tarefa para o mês de julho.

28/07/2009

Improdutividade Histórica

Raul Castro pede que cubanos trabalhem mais

Cuba é um país agrícola, mas importa 80% dos alimentos que consome. Em 2007, a metade das terras nas mãos do Estado estava sem cultivar, e Raúl Castro deu ordem de acabar com esse despropósito e distribuí-las em usufruto entre agricultores e cooperativistas. No domingo o mandatário deu os últimos números: foram entregues 690 mil hectares, aproximadamente 39% da "área ociosa", e dessa terra só um terço está semeado. "Não podemos nos sentir tranquilos enquanto existir um só hectare de terra sem emprego útil", disse ele.
(publicado na Folha de SP de hoje)

Aqui está a completa e mais direta declaração do fracasso comunista. Em todo canto, e não há um exemplo na história que diga o contrário, a gritaria do Novo Homem, sob a beleza do comunismo, cantado em verso e prosa pelos idiotas de plantão, nunca vingou. O comunismo é um fracasso abissal, e em todos os aspectos.

Em 86, na Nicarágua, eu moleque burro, adestrado desastradamente pela Teolologia da Libertação, ainda dava alguns créditos aos "comunistas evangélicos" cubanos. Hoje, eu nem iria ao evento promovido pelo CMI.

Abraço.

01/07/2009

Não houve "golpe de Estado" em Honduras


Acabei de postar uma homenagem ao nosso Kaká (veja abaixo). Seria só um posto nesta noite, mas não pude evitar. Venho lendo muita bobagem sobre o "golpe" em Honduras. Resolvi reproduzir as palavras de uma das maiores conhecedoras de política da América Latina, Graça Salgueiro. Se não me engano, uma tenaz pernambucana que, sozinha, brinda-nos com o que há de melhor para conhecer a articulação continental rumo ao socialismo.
Em tempo: a foto ao lado apresenta três dos vários patetas latinoamericanos.
(Caso não se interesse por política, vá direto à homenagem ao Kaká, penúltima postagem)
Ora, Zelaya infringiu o Artigo 4 da Constituição, o qual o incrimina automaticamente por "delito de traição à Pátria", e perdeu a qualidade de cidadão ao infringir o Artigo 42, inciso 5, conforme destacado acima. Por estas infrações o Tribunal Eleitoral, a Procuradoria Geral, o Congresso e a Corte Suprema de Justiça declararam o referendo ilegal. Apesar disso, Zelaya, como um louco alucinado e cego, passou por cima de todas as instâncias superiores desobedecendo as ordens de não realizar o referendo, destituiu no dia 24 pp. Romeo Vásquez Velásquez do cargo de chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, por recusar-se a colaborar com um ato ilegal e inconstitucional (que a Corte Suprema e o Congresso o restituíram a seu cargo), rasgou a Constituição e decidiu levar adiante o plano de Chávez e Fidel.

Tegucigalpa, capital de Honduras, amanheceu ontem em polvorosa, quando militares do Exército invadiram às 5 h. da manhã o palácio presidencial, tiraram de lá o presidente Manuel Zelaya e o despacharam para a Costa Rica. Este gesto heróico e histórico visava a evitar que se realizasse um referendo, convocado ilegalmente por Zelaya para a criação de uma Assembléia Constituinte, cuja meta era anular a Constituição de 1982 e em seu lugar criar uma nova que permitisse a reeleição presidencial indefinidamente.

Zelaya foi eleito em 2006, através de eleições limpas e democráticas, pelo Partido Liberal (de direita), e realizava um governo normal até ser picado pelo ferrão de Chávez; com isso deu uma guinada de 360% em sua postura político-ideológica causando estranheza até em seus correligionários. Chávez o convenceu a participar da ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas) e a partir de então, através de favores, começou o monitoramento. Zelaya tornou-se "bolivariano", foi a Cuba lamber as botas de Fidel que não lhe poupou elogios, e passou a alimentar a idéia totalitária de perpetuar-se no poder como já está concretizado na Venezuela e na Bolívia.

A Constituição hondurenha não permite reeleição e é muito clara em seu posicionamento a quem descumpra tal determinação, conforme atestam os artigos abaixo:
"ARTIGO 4 - A forma de governo é republicana, democrática e representativa. É exercida por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, complementares e independentes e sem relações de subordinação.

A alternância no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria.
ARTIGO 42 - A qualidade de cidadão se perde:
1. Por prestar serviços em tempo de guerra a inimigos de Honduras ou de seus aliados;
2. Por prestar ajuda contra o Estado de Honduras, a um estrangeiro ou a um governo estrangeiro em qualquer reclamação diplomática ou ante um tribunal internacional;
3. Por desempenhar no país, sem licença do Congresso Nacional, emprego de nação estrangeira, do ramo militar ou de caráter político;
4. Por restringir a liberdade de sufrágio, adulterar documentos eleitorais ou empregar meios fraudulentos para burlar a vontade popular;
5. Por incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República, e,
6. Por residir os hondurenhos naturalizados, por mais de dois anos consecutivos no estrangeiro, sem prévia autorização do Poder Executivo.

Nos casos a que se referem os incisos 1 e 2, a declaração da perda da cidadania será feita pelo Congresso Nacional, mediante expediente circunstanciado que se faça para o efeito. Para os casos dos incisos 3 e 6, tal declaração será feita pelo Poder Executivo mediante acordo governativo; e para os casos dos incisos 4 e 5, também por acordo governativo, anterior à sentença condenatória ordenada pelos tribunais competentes".

Ora, Zelaya infringiu o Artigo 4 da Constituição, o qual o incrimina automaticamente por "delito de traição à Pátria", e perdeu a qualidade de cidadão ao infringir o Artigo 42, inciso 5, conforme destacado acima. Por estas infrações o Tribunal Eleitoral, a Procuradoria Geral, o Congresso e a Corte Suprema de Justiça declararam o referendo ilegal. Apesar disso, Zelaya, como um louco alucinado e cego, passou por cima de todas as instâncias superiores desobedecendo as ordens de não realizar o referendo, destituiu no dia 24 pp. Romeo Vásquez Velásquez do cargo de chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, por recusar-se a colaborar com um ato ilegal e inconstitucional (que a Corte Suprema e o Congresso o restituíram a seu cargo), rasgou a Constituição e decidiu levar adiante o plano de Chávez e Fidel.

Apesar de todas essas evidências, quando os militares depuseram Manuel Zelaya do cargo que - a partir de então - ocupava ilegalmente, em defesa da Constituição, do Estado de Direito, do império da Lei e da garantia da Ordem, Chávez encabeçou um movimento junto com seus capachos Ortega e Correa, chamando o ato legítimo de "golpe de Estado". Imediatamente, como rastilho de pólvora, todos os outros camaradas pertencentes à ALBA e ao Foro de São Paulo saíram em defesa da "restituição imediata de Zelaya ao seu legítimo posto de presidente".
As declarações dadas por Lula, Correa, Ortega, Fidel e Chávez beiram a insanidade, sobretudo porque nenhum deles tem moral para acusar de "golpistas" àqueles que apenas fizeram valer o direito constitucional, além de serem eles mesmos golpistas em seus países. Chávez deu dois golpes de Estado, deixando mais de 30 mortos e centenas de feridos antes de chegar legalmente ao poder; Ortega idem, com seu terrorismo sandinista e Fidel, o que dizer deste abominável excremento humano que até hoje mantém um país inteiro seqüestrado desde há 50 malditos anos?

Hillary Clinton declarou que "Isto deve ser condenado por todos. Chamamos todas as partes em Honduras a respeitar a ordem constitucional e o império da lei", mas esta comunista ordinária sabia o que pretendia o deposto Zelaya para fazer afirmação mais estúpida e desconectada da realidade? Lula, por sua vez, disse que "Não podemos aceitar mais, na América Latina, que alguém queira resolver seu problema de poder pela via do golpe", mas o que tem feito há dez anos seu amigo golpista e mentor de todos os delinqüentes, Hugo Chávez, sempre com seu irrestrito apoio? Quando o golpe - de fato - é dado pelas esquerdas, tudo é correto e aceitável; entretanto, quando aqueles que respeitam as Leis e a Ordem se insurgem contra os querem destruí-las, estes psicopatas são os primeiros a causar tumulto e a incitar o povo à rebelião.
Hoje, reunidos na Nicarágua já com o presidente deposto (que chegou num avião enviado expressamente pelo governo da Venezuela - a revelia do povo venezuelano), Chávez, Ortega e Correa chamaram os defensores de Zelaya "à rebelião contra os golpistas". Segundo Correa, "Os soldados, jovens e os oficiais não comprometidos com a oligarquia não têm porque obedecer ordens ilegais, e por isso devem se rebelar contra essa cúpula corrupta". Chávez foi mais longe: "Eu tenho certeza de que aos golpistas de Honduras e a esse presidente espúrio e usurpador e os que o apóiam, lhes esperam a mesma sorte que a oligarquia venezuelana". Isto não é crime previsto em lei? Não existe aí uma ameaça velada?

Ademais, o presidente Micheletti assegurou que 12 assessores nicaragüenses e venezuelanos chegaram a Honduras para colaborar com Zelaya e foram recebidos por pessoal da Casa Presidencial, e que o material eleitoral que seria utilizado ontem no referendo chegou ao país em aviões venezuelanos, segundo informações da Força Aérea Hondurenha. Isto não é ingerência nos assuntos internos de outro país ou Chávez já considera Honduras mais um "quintal" seu?
Por seu lado, a União Européia qualificou de "inaceitável" o derrocamento do governo hondurenho, enquanto Barak Obama declarou que o ocorrido neste fim de semana é "um golpe de Estado ilegal e que Manuel Zelaya continua sendo o presidente legítimo do país centro-americano". José Miguel Insulza, secretário geral da OEA, disse que "esse organismo está disposto a um diálogo com Honduras unicamente se Zelaya for restituído como presidente", reiterando que no continente "os militares golpistas não têm cabimento". Por outro lado, o presidente da Assembléia Geral da ONU, o "ex" terrorista sandinista Miguel D'Escoto convidou Zelaya à Assembléia tão logo seja possível. E a rebelião de fato já começou, com os defensores de Zelaya descumprindo acintosamente o toque de recolher, depredando os arredores do Palácio, queimando pneus e afrontando a Polícia que está reagindo apenas com a dispersão através de bombas de gás lacrimogêneo.

O bispo auxiliar de Tegucigalpa, Dom Darwin Andino, com uma visão bastante lúcida da realidade declarou que "o país não pode se entregar ao chavismo", não escondendo sua preocupação ao perceber que "em Honduras está se dando o mesmo que se deu na Venezuela, na Bolívia e no Equador ao somar-se às iniciativas políticas de Chávez. Daqui eu vejo tudo na mão do presidente venezuelano Hugo Chávez, e o país não pode se entregar ao chavismo nem a ninguém, pois queremos continuar sendo livres e independentes".

Diante da afronta internacional que vem sofrendo o presidente empossado, Roberto Micheletti declarou que "não se rompeu a ordem institucional; temos feito o que manda a lei", no que é respaldado pela Corte Suprema de Honduras que declarou em um comunicado: "As Forças Armadas, como defensoras do império da Constituição, atuaram em defesa do Estado de Direito, obrigando a cumprir as disposições legais aos que publicamente manifestaram e atuaram contra as disposições da Carta Magna".

E eu já estava encerrando este artigo quando chega a confirmação, através de uma carta que o presidente do PRD (Partido da Revolução Democrática - de extrema esquerda) do México enviou à embaixadora hondurenha naquele país, de que por trás desse exagerado apoio à ilegalidade estão a OEA, o Grupo do Rio, a ONU, a União Européia, a Internacional Socialista e o Foro de São Paulo, organizações que reúnem a escória política do mundo.
Honduras é um país pequeno, pobre e fraco, apesar de ter militares e políticos dignos que provaram com esta atitude que nem todos se deixam intimidar por delinqüentes arrogantes como Chávez e sua gang internacional. Entretanto, a pressão exercida desde fora está sendo muito grande e intensiva, pois uma coisa que as esquerdas têm décadas de prática - e por isto exercem muito bem - é em mobilização de massas; eles sabem como esmagar o inimigo, comprando consciências, difamando, distorcendo fatos, plantando desinformação. Oxalá o novo presidente e suas gloriosas Forças Armadas possam resistir com bravura a tantos ataques de uma só vez e de todos os lados, pois o que Chávez e esses grupos coordenados pelo Foro de São Paulo pretendem é repetir o que ocorreu na Venezuela em 11 de abril de 2002, em que Chávez acabou voltando ao poder. Se isto acontecer e Zelaya voltar, o massacre vai ser grande, a repressão aos opositores vai ser violenta e os hondurenhos podem dar adeus à democracia. Os venezuelanos que me desmintam se puderem...

O Craque de Cristo


"Kaká é um dos ícones de nosso tempo. Além da capacidade profissional, conquistou o mundo com comportamento impecável dentro e fora do campo." (Fiorentino Pérez, presidente do Real Madri)

Nosso maior craque é um exemplo de influência cristã no mundo. Nunca negou ser evangélico, a cada gol aponta para o céu, agradecendo a Deus, não teve vergonha de dizer que casou casto, ofertante fiel à sua igreja e muito mais.

A cada dia vemos o cristianismo perder terreno no primeiro mundo. A cada dia vemos o cristianismo se descaracterizar no terceiro mundo e, se quiser, nos emergentes. Urge aparições de cristãos convictos, que liderem em suas respectivas atividades, que cravem o bom exemplo e sejam seguidos pela curiosidade, pela pergunta que importa: Por que ele é assim ? O que o faz ser quem é ? As respostas embicarão para a pessoa e mensagem de Cristo. Isso, o Kaká faz muito bem. Por isso, craque integral.

30/06/2009

Somente Oração da Noite para sedar a indignação

Infelizmente não há um tribuno sequer que peite os desatinos que proliferam dentro dos três poderes. Onde está o deputado ou senador que consiga entender o que acontece dentro de sua própria casa ou radiografe o estado mental do executivo ? Onde está a coragem de um Carlos Lacerda, o demolidor ? (refiro-me apenas à coragem e a espantosa veia retórica)

Como podemos engolir um cínico senador (Sarney) que considera o senado como negócio de família, trazendo sob suas asas seus asseclas, que se beneficiam de iguais ou menores benesses ?

Como podemos engolir um presidente cujo repertório de besteiras só pode ser enquadrado no território do surreal. Endossa o ditador iraniano e suas fraudes e condena a constituição de Honduras que derruba, legitimamente, um presidente, este sim, transgressor ? (sem entrar em mérito algum, por favor)

Vou dormir cedo hoje. Já enchi minha paciência. Acabo de ler um e-mail de colega presbiteriano, petista e ... ah, dane-se, doente espiritual e mental. É verdade, gente que não quer enxergar, não quer se instruir, não quer ver a realidade ... isso é caso de psiquiatria, tem de tomar remédio. E eu disse isso para ele.

Vou dormir. "Pilhado" de indignação. O bom é que me lembrei do nosso hino da noite, coisa que ouvia muito quando criança, pelo rádio, em programa de meu querido pediatra evangélico. Ainda vou colocar algo parecido no sita da IPJO, algo como conforto para o fim da noite. Nós merecemos. Fique com o maravilhoso hino.


23/06/2009

Quem não gosta de Emma Thompson ?



Podemos dizer que certas coisas acontecem “por acaso”, e, por acaso, trazem grandes e agradáveis surpresas. Podemos dizer que esses “por acasos” proporcionam suspiros, deleites, alegrias e, por que não, renovação, momentânea ou perene.

Lá estava eu finalizando uma compra da obra-prima de Agostinho, Confissões, na verdade, mais uma edição, e outro livro sobre a Bíblia como literatura, quando decidi ao HSBC Cinema, para checar os filmes. Trata-se de 6 salas de cinema no mesmo prédio. Ao ver o cartaz de Tinha de Ser Você, com Dustin Hoffman e Emma Thompson, não titubeei, comprei o ingresso.

Quem não gosta de Emma Thompson, a inglesa que sabe tudo sobre a arte de interpretar ? Que me desculpe o Hoffaman, mas Emma está bonitona e, como sempre, impecável em seu papel.

Pontos tocantes do filme são quando a filha dispensa o pai do rito de levá-la ao altar, trocando-o pelo padrasto, e quando Kate (Emma) arrepende-se de um aborto.

Sem maior dramaticidade ou enredo que nos fomente admiração, o leve filme vale por Emma, mesmo interpretando uma medíocre mulher londrina. Ela sempre vale o ingresso.

Se puder, assista!

17/06/2009

Aquecimento Global

Há muito eu aguardo a tradução deste maravilhoso documentário. Analisando o grande movimento "religioso/ideológico" do aquecimento global, juntei-me aos que são chamados de céticos. O que me despertou foi o movimento organizado em escala mundial de figuras carimbadas da esquerda. Tinha algo de errado ali.
Como verão, a comunidade científica não é unânime, como dizem os senhores da mídia.
Se alguém objetar dizendo que milhões estão preocupados e convencidos sobre a causa do aquecimento estar no fator CO2, digo de pronto: o mundo é uma grande macacada!

Sugiro-lhes que resevem um tempo para assistir cada um dos vídeos. Caso queiram saber mais, três livros do mesmo autor, Bjorn Lomborg:
O Ambientalista Cético
Cool it - Muita calma nessa hora
Para fazer do mundo um lugar melhor

A Grande Farsa do Aquecimento Global 1

A Grande Farsa do Aquecimento Global 2

A Grande Farsa do Aquecimento Global 3

A Grande Farsa do Aquecimento Global 4

A Grande Farsa do Aquecimento Global 5

A Grande Farsa do Aquecimento Global 6

A Grande Farsa do Aquecimento Global 7

A Grande Farsa do Aquecimento Global 8

A Grande Farsa do Aquecimento Global 9

15/06/2009

Zona de Conforto

E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rm 12, 2)

Um dos maiores perigos para você tem o nome de zona de conforto. Trata-se de qualquer área da vida onde você considera que nada mais vai acontecer lá. Quando o mesmo é a regra e a expectativa.

Na verdade, você precisa de estabilidade: nos relacionamentos afetivos, no emprego, na saúde etc. Mas estabilidade não pressupõe zona paralizante de conforto. A estabilidade deve ser progressiva nos seus termos. Onde você curte a estabilidade também experimenta a progressiva evolução da melhora, do aperfeiçoamento. De fato, para se obter estabilidade é necessário o oposto à zona de conforto.

Ser absorvido e enredado pela zona de conforto significa paralisia total, situação tal que desemboca na involução. Quem não se exercita, perde saúde; quem não estuda, é atropelado pelos mais novos no trabalho; quem não lê, não interpreta a realidade; quem não consome boa cultura, não acredita na beleza; quem não exercita a espiritualidade, jamais crerá no poder de Deus e por aí vai. Trocando em miúdos, zona de conforto é falta de ação.

Duas palavrinhas são essenciais para você transpor a zona de conforto, ainda que sustentando a estabilidade: melhor e diferente.

O caminho:

O que você pode melhorar ? Digo-lhe de supetão: TUDO! Não há área ou setor da sua vida que não possa ser melhorado. Os japoneses chamam isso de Kaizen, melhoria contínua, e foi assim que conquistaram o selo de qualidade para quase tudo.
A melhoria é um ato da vontade. Pegue qualquer coisa, qualquer setor e aplique um processo de melhoria. Tente fazer da melhor forma, quase que perfeito (Mateus 5, 48: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.”)

Segundo, se quer um resultado melhor, faça diferente. Fazer diferente implica em criatividade. Exemplo: seja qual for o seu trabalho, sempre haverá uma forma de fazê-lo melhor e com criatividade. A criatividade pode levá-lo a fazê-lo melhor. Fazê-lo melhor pode suscitar em você a curiosidade e a paixão para realizá-lo melhor. (“mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis...”)

Para terminar por hoje: zona de conforto pode ser uma falsa segurança no presente e um grande problema no futuro. Então, o que você fará de melhor e diferente nos próximos dias, sempre ?

Rogo a Deus para que você tenha uma semana repleta de bênçãos.

01/06/2009

Rubem e João

- Minha vida é um tédio, dissera a jovem, lá pela casa dos 30.
- Tédio ? Por quê ? O que quer dizer com isso ?
- Ah, me formei, parei de estudar, tenho um emprego chato, ganho pouco, fico muito em casa, vou à igreja sem entusiasmo e ... O rosário de insatisfações não tinha fim.
- O que você lê, o que vê, o que ouve, por onde anda e passeia ?, perguntei, curioso.
- Ah, gosto de ficar em casa, ouço alguns sertanejos, vejo a das oito e a Oprah, leio, leio ... quase nada.
- Caramba! Casou ?
- Nunca casei, poucos namoros.
- Talvez um tédio a menos.
- Que horror! Ela começara a animar, com um leve sorrizinho no canto dos lábios.
- Brincadeirinha verdadeira (quase sempre, pensei).
- O que faço ? Tenho saída ? Vou me deprimir em breve ?
- Por que diz isso ?
- Minha tia, igualzinha, só que mais velha e muito triste, sem graça alguma. E minha mãe ... É genético ? É sina ?
- Tem uns cem reais sobrando aí ?
- Tenho cartão de crédito. Por quê ? Vai me cobrar ?
- Que é isso, menina! Você tem doença nos olhos.
- Que é isso, pastor, quando quero enxergo até o que não devo. Não uso óculos pra nada.
- Doente dos olhos, declaro em nome de Jesus. Onde estudou ?
- No Dante.
- Não é possível!
- Por quê ?
- Deixa pra lá. Então, topa umas dicas ? Promete aplicá-las ?
- Claro, tudo para me livrar do tédio. Mas que história é essa de doença nos olhos ? O senhor também é médico ?
- De certo modo! Você vê pouco, enxerga pouco, seus olhos não são porta de entrada para a imaginação, você ainda não ganhou o mundo, menina. Seus olhos serão a sua salvação.
- Quê ? (Onde fui me meter. Pastor maluco!)
- Então, com os cem reais, passa lá na livraria e compre dois livros: 200 crônicas escolhidas, de Rubem Braga e Av. Paulista, de João Pereira Coutinho. O primeiro, um brasileiro que enxergou muito da vida; o segundo, um português da melhor cepa literária.
- C o quê ?
- Tá vendo, tai um tiquinho da sua doença.
- Não estou entendendo. Dois livros ? São grossos ?
- Calma, menina. Xô, tédio, tá amarrado, em nome de Jesus.
- Que é isso ?
- Nada, brincadeirinha. Quem vai começar a libertar você para a vida são esses dois livros.
- E a Bíblia ?
- No seu caso, vem depois, ok ?
- Faça o teste. Lá na livraria, leia, de cada livro, apenas a primeira crônica. Se você não gostar, não se encantar, deixa pra lá, talvez seu caso seja remédio, tarja preta.
- Que horror!
- Nem tanto. Acostuma e melhora. A ciência é uma bênção.
- Pastor de antigamente fazia oração, mostrava versículo, tinha misericórdia. Desculpe-me, estou sendo sincera.
- Sim, fazemos oração, lemos versículos, mas eu quero libertá-la, você entenderá depois.
- Que Deus me ajude!
- Já ajudou, está aqui. Moça volte depois de conhecer o Rubem e o João. Ok ? Vou fazer uma oração.