27/10/2014

Errar menos


      Errar menos

É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens.
Atos 5, 29

Errar é humano.  Quantas vezes já pronunciamos esta frase ? Seja para defender-nos ou para consolar alguém. Sim, não há dúvida, estamos sujeitos aos erros, inevitavelmente.

No entanto, uma atitude é requerida de cada um: preocupar-se com o dever de errar menos. Errar menos é da nossa alçada, responsabilidade. 

Tentar errar menos é o programa de conhecimento e esforço de cada um. Tudo começa com uma certeza: temos a tendência ao erro, seja por ignorância, burrice, açodamento, impetuosidade, falta de cálculo, vantagem indevida, defesa etc e etc.  Nossa natureza está escancarada ao erro (aos acertos, também, graças a Deus), e, muitas vezes, erros que marcam bem fundo podem nos acompanhar pelo resto da vida.

Como a vida é, por outro lado, complexa e maravilhosa, uma decisão certa pode configurar o caminho da sabedoria, aquela que vai pavimentar a estrada da vida com menos erros.

Trata-se de contar com um Mentor, Aquele cujo ser é perfeito, conhece-nos e dedica, diuturnamente, esforços divinos para nos orientar.  Tem autoridade para isso, pois é o nosso criador e uma de suas qualidades é derramar amor em nosso favor.

Nós o conhecemos pelo que Ele nos revelou, sua infalível Palavra, que está contida na Bíblia.  Lá está escrito, por mãos de um dos agraciados, que: “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra, e luz para os meus caminhos”(Salmo 119, 105). Isto implica reconhecer quem nos orienta, porque Deus tem todo interesse em ser o nosso Guia, quem aponta e conduz pelos caminhos seguros,  e conforta-nos saber disso pelo simples e irrefutável argumento: Ele é o nosso Pai, nós somos os seus filhos.  

Por fim, uma decisão inteligente, que nos levará a errar menos (nunca totalmente), é conhecer a vontade de Deus para nossa vida. Submeter-nos à orientação dele é uma atitude de sabedoria, porque, certamente, minimizaremos os erros produzidos em série, aqueles com os quais somos aprisionados por ilusões de autocontrole.


Tenha uma semana abençoada.

09/10/2014

O centro da vida

Se abdicamos daquilo que desejamos e podemos ser, assistimos, covardemente, ao que vamos nos tornando, dia após dia, distanciando-nos da potencialidade que nos foi oferecida, por graça, na pessoa de Jesus Cristo. Sem Sua mentoria, sem a responsabilidade de conhecer, achar e desenvolver o centro da nossa vida, talvez, estejamos pecando contra o Espírito Santo, o Espírito da Verdade, que nos habita e facilita.

26/09/2014

Siga-me



Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.  João 15, 8

Cada vez mais observo o distanciamento entre o que fazemos e a razão para o que fazemos. Se não procurarmos o fundamento e o propósito, sem percebermos, “inventamos” uma outra coisa, e, infelizmente, iludimo-nos, aceitando e reverenciando, muitas vezes, o objeto inventado.

Simon Sinek escreveu um livro interessante: Por quê ? (Por que você faz o que faz ?).  Seu argumento (e nosso urgente aprendizado) é que a busca pela razão do que se faz dá entendimento, sentido, segurança e paixão.  Há uma chance muito grande de fazermos mais e melhor quando sabemos o porquê do que estamos fazendo (ou vivendo).

Uma das lacunas da vida cristã, verdadeiro agente de fraqueza, está no fato de abraçarmos o evento da cruz sem importarmos com a obediência que emana da cruz.  Por outras palavras, é possível crer em Cristo sem obedecê-lo, segui-lo, tornar-se um aprendiz/discípulo, aceitar o Senhorio dele, cuidar da formação espiritual, conforme os imperativos bíblicos ?

Nada nas Escrituras sugere que podemos decidir desfrutar da crença em Cristo sem ser seu aprendiz, seguidor e praticante.  A salvação sem obediência é desconhecida na Bíblia.

Incorremos, sempre, em grande perigo: não aprofundando nos porquês, carecemos de imunidade contra os vírus que nos capturam e obrigam-nos a ser sujeitos absolutos e soberbos da nossa própria história. E não há um pobre mortal nessa terra que esteja blindado contra isso.  Dito de outra forma, aceitamos as gotas do sangue dele, mas rejeitamos compartilhar do seu suor diário, forjador do caráter que nos diferencia. Sonhamos com o céu eterno, mas negamos a jornada cotidiana de apurar os ouvidos para receber a voz suave ou severa que nos reconduz ao caminho.

Nada (ou poucas coisas) é mais importante, após aceitar o evento da cruz, do que apresentar-se para ser um discípulo de Jesus.  Ali, na paciência e na disciplina do aprendizado, permitimos que Ele cresça em nós, ajudando-nos em tudo, lapidando a humildade de que tanto carecemos, incutindo em nossas mentes a razão da nossa existência, desofuscando nossos olhos para vermos a beleza e oportunidade para servir, fazendo exatamente o que Jesus fez e espera de cada um.

Por esse ponto crucial, sem pestanejar, consideramos que o convite para segui-lo, tal qual Ele o fez aos discípulos, perdura até hoje, para homens e mulheres de boa vontade, a quem Ele quer bem, e isso deve ser tomado com grande alegria e honra.


O ponto final é: sem ser discípulo não produzimos fruto.  Sem produzir fruto, não somos discípulos, somos qualquer outra coisa inventada. Para ser discípulo é obrigatório conhecê-lo e praticar o que Ele pediu.  Assim, o discípulo vive em alegria, contribuindo e vivendo o evangelho de Jesus, que tudo transforma.

07/06/2014

Tempos Difíceis


Não é segredo para ninguém: estamos vivendo tempos difíceis.  Tudo está mudando com velocidade nunca vista. Foi-se o tempo em que tudo passava diante dos nosso olhos vagarosamente. As instituições eram sólidas, os valores conhecidos e cultivados, o futuro, embora sempre incerto, pero no mucho.

Hoje, como combinação de vários fatores, tudo está suspenso. Turbinado pela tecnologia de acesso à informação/imagem on-line, em tempo (quase) real, somos participantes, voluntariamente ou não, da avalanche de dados, não comportando tempo suficiente para absorvê-los com o devido cuidado do exame (saber com profundidade de que se trata) e da reflexão (o que isso significa).

Um dos grandes e terríveis problemas é que entra em cena os engenheiros sociais, aqueles que querem moldar a mente e o comportamento humanos. Como sabiamente, ainda que de forma branda (devido ao espaço do veículo), escreveram recentemente os articulistas do jornal Folha de São Paulo, Reinaldo Azevedo e João Pereira Coutinho.  Como tudo é muito veloz, os formadores de opinião, aliados com os  instrumentos de poder, avançam sem descanso para impor uma agenda revolucionária (para o mal, claro) com todas as sofisticações da linguagem e os meandros sinistros das legislações.

Perdoem-me, mas este é um tempo de homens fracos, prisioneiros (sem saber) do que foi construído e incutido nas mentes desde o início da década de 60, no mundo todo.  Basta ler o bons e honestos autores, os que braviamente descortinam o teatro do horror espiritual e intelectual.

Diante disso, e muito mais, a Igreja de Jesus Cristo (pessoas) acompanha o ritmo dessa avalanche, simplesmente pelo fato de estar inserida na sociedade e fazer parte do caldo cultural em exercício. Mas, há detalhes importantíssimos, porque à Igreja é requerido o exame de tudo, o discernimento dos fatos e espíritos. Ao cristão (Igreja), a Palavra de Deus “impõe o imperativo” de sempre perguntar se o que está acontecendo é da vontade de Deus. Por outras palavras, perguntamos: A situação vigente está recebendo a contribuição dos cristãos para melhorar o mundo segundo a vontade do Criador ?  Esta é uma responsabilidade da Igreja ?  Os valores em tela condizem com as agências do maligno ou de Deus ? 


Historicamente, em tempos difíceis, a Igreja de Jesus investe:  1) Na oração fervorosa, de quebrantamento e intercessão; 2) Mergulha na Palavra de Deus para extrair os conselhos divinos para a situação; 3) Assume o espírito profético, que denuncia e executa as ações morais e éticas urgentes; 4)  Une-se uns com os outros, aflorando na prática o amor e a comunhão, que tanto e tão bem Jesus viveu e ensinou.

17/03/2014

Com quem ?

Bom dia, segunda-feira!


Venha o teu Reino. Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.

Em parte, podemos decidir como será a nossa semana. Se não houver nenhum planejamento, intenção deliberada e atitude positiva, o que vier, veio, para o bem ou para o mal.

Não importa o que você fará nesta semana, onde ou com quem, uma boa pista para o sucesso e o bem-estar é seguir o preceito Bíblico: invoque a presença de Deus, a direção do Senhor.  A oração do Pai Nosso, a oração modelo que Jesus nos ensinou, da qual todas as outras devem derivar, ensina-nos com clareza sobre a importância de pedir a vinda do governo e direção de Deus. 

Conhecer a vontade do Senhor é o passo para boas conquistas. Por exemplo, se intencionalmente, deliberadamente, você seguir os valores Bíblicos quanto a considerar o próximo, terá grande chance de sentir-se útil e ser tomado de grande alegria e prazer.


Ore a Deus, tome a decisão firme e perene:  Deus vai direcionar minha vida nesta semana.  Siga o evangelho.  Durante e depois,  avalie se não haverá diferença.

10/03/2014

De Belém a Jerusalém

Bom dia, segunda-feira!


Dois resultados podem ser medidos quando terminar esta semana: o totalmente imprevisível ou aquele que foi desenhado, antecipadamente.

Caso não tenha nenhum plano, tudo transcorrerá burocrática e  mecanicamente. Algumas surpresas podem aparecer. Elas sempre aparecem.

E se você considerar sobre a importância de um planejamento ajustado e formatado de acordo com suas necessidades ou sonho ?  No caso, previamente, você projetará o que deseja realizar, conquistar, vencer para os próximos dias.  Saberá qual resultado esperado, não importando a área.  Bastará certa disciplina de execução, alguma competência para escolher o melhor caminho e as melhores condições.



A maravilha do planejamento (mínimo que seja) é ter uma rota. Quando temos uma rota, identificamos os possíveis (até inevitáveis) desvios e podemos, se a decisão for rápida, retomar à estrada escolhida. 

Quando Jesus veio ao mundo, chegou com um plano traçado. De Belém a Jerusalém, o Salvador e Mestre não se desviou e venceu todos os obstáculos até chegar ao objetivo final.  Deus, na pessoa de seu Filho, deu-nos o maior e precioso exemplo sobre a importância do planejamento. Por mais simples que seja, sempre será melhor do que nada.

Então, como será a sua semana ?


Deus os abençoe em abundância.