28/04/2009

Pobre Juan









Pobre Juan, houve um tempo, talvez você nem ainda fosse um projetinho de vida, que ir ao Maracanã era um espetáculo. Pegávamos o trem e descíamos na estação em frente ao Maraca, agitando bandeiras, com as camisas rubro-negras já um pouco suadas (êta Rio dos infernos!), cantarolando o hino do Mais Querido, gozando os adversários (e sendo gozados, claro). Sabe, pobre Juan, era uma festa, inclusive da família. Sim, pobre Juan, os pais levavam seus filhos, porque ainda não aflorara a imbecilidade mental generalizada de hoje, dentro e fora do campo.


Sabe, pobre Juan, o torcedor rubro-negro, assim como outros, adoravam a apresentação de um ESPETÁCULO. Por acaso, pobre Juan, você sabe o que é espetáculo dentro do campo ? É, talvez não saiba, e nem sei se você é o culpado, talvez seja vítima. Mas, vou lhe dizer: espetáculo fora do campo era gols espetaculares (Juan, acorda, como aqueles dois do Ronaldo contra o Santos, exatamente no mesmo horário do seu vexame do domingo passado), e, também, Juanito, dribles, dribles, ou como dizia o povo alegre, com alma lavada e encharcada de suor, "dibres", "dibres", lá íamos nós comentando os lençóis, as embaixadas, o ovo ou caneta, o jogador que caiu sentado após ser entortado pelo ponta-direita ou esquerda. E mais, pobrito Juan, até admirávamos os adversários habilidosos.


Você é novo, Juan, vou lhe contar, entre tantas, o seu Botafogo sempre foi time de craques. Lembro-me de certa vez, flamentoxbotafogo, 10 minutos de jogo, duas bolas na trave: a primeira de Jairzinho, o furacão; a segunda, de Doval, o diabo louro. Que bonito, Juan, você não tem idéia! E o Paulo César Caju, botafoguense, serelepe, ousado, abusado, metido e cracaço,açoaçoaço... O que aquele rapaz fazia no maracanã era digno de arte, muitas vezes bailava diante do adversário atônito, inclusive do flamengo.


Que isso, Juan, deixa de ser trouxa, que papelão no domingo, hein! O maicolsuel foi simplesmente o apresentador daquilo que amamos no futebol. Hoje, Juan pobre de espírito e de graça, tudo está homogêneo, plástico, insosso, sem arte, sem cor, se é que me entende, garoto.


Eu termino com um conselho: em vez de partir para querer "matar" o boleiro craque, pense em melhorar seu futebol para anular na origem dos dribles maravilhosos. Sem agressão rapaz. Procure saber sobre o Nilton Santos, aprenda com a categoria dele. Sabe quem foi ?


Pobre Juan, eu sou flamenguista de coração, de nascença, e abominei sua atitude. O flamengo do meu coração não tem lugar para você, caso continue com esta pequenez de ser.







O único Pobre Juan que admiro é o restaurante argentino de São Paulo. Aquilo lá é que é craque.


27/04/2009

Busque o Talento



Bichado é a gíria no futebol para dizer que um jogador está acabado fisicamente. Há uma volúpia encarnada tanto nos comentarista quanto na própria torcida, principalmente se o jogador é famoso.

Aconteceu com Ronaldo, apelidado de Fenômeno, em razão de seu incrível e bem-sucedido futebol. Mas por três vezes ele foi execrado quando das contusões gravíssimas. Digo, sinceramente, que o tom pessimista dos analistas tinha lá sua razão. Aos olhos dos pequenos era impossível algum mortal vencer os obstáculos por três vezes.

Mas, o sucesso não acontece por acaso. Ronaldo é uma pessoa diferenciada. Ele reúne talento e uma incrível força para vencer barreiras. É um determinado. A derrota não faz parte do seu dicionário existencial.

Pessoas assim são absolutamente vencedoras em suas áreas de atuação. O talento faz a diferença onde tudo é mediano ou medíocre. O que o Fenômeno fez ontem (Coríntians x Santos) poucos fazem, pouquíssimos tem a habilidade para fazer.

Preste atenção: o talento é caro, faz a diferença e apresenta resultados. Infelizes são os que desprezam os talentosos. Pessoas e grupos com mentes restritas choram quando têm de investir em talentos caros. Na verdade, eles impedem a aquisição do virtuose, porque são toscos, suas visões padecem de miopia, colhem sempre resultados rasteiros. E, claro, só reclamam e não se importam com potencialidades.

Lanço luz sobre dois aspecto:
1. Procure, ainda que leve algum tempo, aquilo que você sabe que faz bem ou que tem potencialidade. Seja o que for, mas procure. Desenvolva disciplinadamente seu talento (ou talentos). Busque tudo que há disponível para agregar conhecimento e valor ao que você faz de melhor. Potencialize o seu ponto forte. Isso talvez leve tempo, mas não importa. Nunca se esqueça, em alguma área, com certeza, você é ou tem possibilidade de fazer diferença;
2. Reconheça, alegre-se e invista no talento dos outros. Seja na sua família, no seu trabalho ou na sua igreja. Diga não à mediocridade. Mova mundos e fundos em prol do talento.

O mundo ao seu redor agradecerá.

Tenha uma abençoada semana.

Revdo. Mauro Meneguelli


23/04/2009

Quanto vale um testemunho cristão ?

Na cerimônia de Miss EUA no domingo a noite, a competidora Carrie Prejean teve de responder à pergunta que ela mais temia: “Vermont recentemente se tornou o quarto estado a legalizar o casamento de mesmo sexo. Você acha que todos os estados devem imitar?”
Prejean, já coroada Miss Califórnia, estava sendo considerada a candidata com as melhores chances de ganhar o concurso Miss EUA, mas ela sabia que sua resposta a essa única pergunta poderia não ficar bem para os jurados, principalmente o juiz que fez a pergunta, o blogueiro de fofocas de celebridades Perez Hilton, que é abertamente homossexual e que se considera “a rainha da mídia”.
“De todos os assuntos que estudei, temi esse. Orei para que não me fizessem uma pergunta sobre casamento gay”, disse Prejean para Courtney Friel do Canal de Notícias Fox numa entrevista exclusiva. “Se tivessem escolhido qualquer outra pergunta, sei que eu teria vencido”.
A resposta dela, que de repente a tornou o centro tanto de elogios quando de zombarias, incluiu as palavras: “Em meu país, em minha família, penso que creio que um casamento deve ser entre um homem e uma mulher. Sem ofensas a ninguém aí, mas é assim que fui criada e é assim que penso que deve ser — entre um homem e uma mulher”.
O vídeo da pergunta e a total resposta de Prejean, em inglês, pode ser visto aqui:



Em sua entrevista com Friel, Prejean explicou que, no final das contas, o maior juiz do caráter dela era não aquele que lhe fez a pergunta, mas aquele que não precisa de uma câmera de TV para assistir à resposta dela.
“Isso aconteceu por um motivo. Ao me fazer responder a essa pergunta na frente de uma audiência nacional, Deus estava testando meu caráter e fé”, Prejean disse. “Estou contente que permaneci fiel a mim mesma”.
Mais tarde na entrevista, Prejean acrescentou: “Não tenho lamentos sobre dar respostas com honestidade. Perez Hilton me perguntou sobre minha opinião e eu lhe dei. Não tenho nada contra os gays, e não tive intenção de ofender ninguém em minha resposta”.
Contudo, Hilton pareceu extremamente ofendido num vídeo de YouTube que ele fez logo depois do término do concurso, chamando-a de “burra” e um palavrão, e afirmando que ela deu “a pior resposta na história das cerimônias de Miss EUA”.
Prejean, que no final terminou como a candidata mais importante do concurso, perdendo a coroa para a Miss Carolina do Norte Kristen Dalton, confessa que ficou transtornada com o descontrole de Hilton, mas também diz que ela recebeu uma enchurrada de apoio.
“Obtive mais de 500 pedidos de amizade no Facebook, centenas de mensagens de pessoas que não conheço, dizendo que estão orgulhosas que eu fiquei firme”, disse ela. “Isso fez de mim a real vencedora da noite”.
O título da vencedora Kristen Dalton, noticiou o jornal londrino Daily Mail, vem com o uso durante um ano de um apartamento em Nova Iorque, uma equipe de relações públicas, uma bolsa de dois anos na Acadêmia Cinematográfica de Nova Iorque e um salário que não foi revelado. Dalton também competirá no concurso Miss Universo em agosto.
Se por algum motivo Dalton ficar incapacitada de cumprir seus deveres como Miss EUA, Prejean seria a primeira na fila para cumprir as resonsabilidades da vencedora do concurso Miss EUA.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: WND

16/04/2009

A PF e a Bósnia

Copie o link abaixo e ouça o que não sai nos grandes jornais. Preste bem atenção.
http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/audios/160409.mp3

Caso queira apenas ler ... lá vai:

A PF está balcanizada. Quem a definiu assim pela primeira vez foi Reinaldo Azevedo. Mais um acerto dele.
Duas semanas atrás, recebi um relatório produzido pela PF sobre Victor Martins e a ANP. Por que o relatório me foi encaminhado? Simples: em minha coluna, eu já citara Victor Martins e seu Big Brother - Franklin Martins. Eu já fora até processado por esse motivo. Os agentes da PF imaginaram que eu pudesse me interessar pelo assunto. E eu me interessei. Muito.
Se a PF está balcanizada, os agentes que me mandaram o relatório sobre Victor Martins e a ANP podem ser comparados aos bósnios de Mostar. Apesar de isolados, com suas pontes bombardeadas, eles ainda tentam resistir aos Karadzic do petismo. O que eu posso garantir é o seguinte: o relatório foi produzido por uma etnia da PF e foi engavetado por outra etnia da PF, que tenta aniquilar a primeira.
Nessa guerra de PF contra PF, Protógenes Queiroz desempenhou um papel marginal: o sargento ignorante e inescrupuloso que seguiu as ordens de seus superiores e cometeu uma série de abusos, uma série de ilegalidades. Seus superiores: Paulo Lacerda e, segundo o próprio Protógenes Queiroz, Lula.
Ninguém entende direito o envolvimento de Lula nessa história. Eu tenho uma ou duas suspeitas. A Satiagraha foi montada depois que Veja publicou uma reportagem revelando que Daniel Dantas tinha uma lista de contas em paraísos fiscais que pertenceriam às maiores autoridades do governo. Entre elas, Paulo Lacerda e Lula. Qual poderia ser a meta da PF e da Abin? Descobrir que dados Daniel Dantas realmente possuía. E se esses dados se referiam a contas verdadeiras ou falsas. Quando Daniel Dantas concordou em vender a Brasil Telecom para a Andrade Gutierrez, Lula decidiu encerrar a Satiagraha. Mas a máquina da PF e da Abin, como o computador Hal, de "2001", já fugira do controle, voltando-se contra os seus criadores.
Na CPI do Grampo, Protógenes Queiroz sugeriu que os documentos da Kroll, a empresa que Daniel Dantas contratou para espionar a Telecom Italia, fossem abertos. Ninguém fará isso, porque a Kroll flagrou um monte de gente ligada ao petismo. Por esse mesmo motivo, ninguém investigou a contraespionagem da Telecom Italia, que rendeu um processo na Itália contra seus dirigentes. Nesse processo eram citados - sempre eles - Paulo Lacerda e Lula. A denúncia dos procuradores milaneses contra a Telecom Italia é também uma das maiores provas da espionagem encomendada por Daniel Dantas. Os hackers italianos introduziram um cavalo-de-tróia no computador de um agente da Kroll. Depois disso, passaram a receber automaticamente todos os seus relatórios secretos. É o que consta do processo italiano: Daniel Dantas espionou, a Telecom Italia contraespionou.
O resultado da PF balcanizada é esse: o caso da ANP foi engavetado, o caso da Kroll foi engavetado, o caso da Telecom Italia foi engavetado. Quase sempre contando com a sabotagem de picaretas remunerados para abafá-los. O caso da Telecom Italia tem até um blogueiro que, para fazer seu trabalhinho sujo, assinou um contrato de 180 mil reais por ano com a TIM, que pertence à própria Telecom Italia. Quando a guerra acabar, será preciso reconstruir a ponte de Mostar.

11/04/2009

Outra dica

Estamos case órfãos de bons textos. No jornalismo, foi-se o tempo das matérias de opinião. Pegue os quatro ou cinco mais importantes jornais do país e ... tudo igual.

Recomendo o imperdível João Pereira Coutinho, um português notável. Vá a livraria e compre Av. Paulista, crônicas publicadas no Jornal Folha de São Paulo (junto com Luiz Felipe Pondé talvez sejam os melhores textos daquele jornal), editora Record.

Duvido que se arrependa, exceto se já for um ser atacado virulentamente "pelo outro ser possível". Rsrsrs, deixa pra lá.

Uma dica



Gran Torino

Se ainda não assistiu, está perdendo feio. Mais um grande filme de Clint Eastwood, onde captamos um tipo de caráter americano que está indo pelo ralo. Você encontrará um homem perplexo com as mudanças velozes ao seu redor. Uma vida que vai se transformando pelos relacionamentos inevitáveis. Um depositório de honra, ética e bondade. Um rude homem marcado pela vida, vencido pela beleza sincera dos vizinhos. Um choque.

Não perca!

09/03/2009

Um Fenômeno !


A capacidade do ser humano de superar desafios é deslumbrante. Enquanto uns aceitam a derrota antes mesmo da sua chegada, outros embrenham-se na destemida vontade de não entregar os pontos, não jogar a toalha. Na maioria, todo derrotado já preparou sua caída, pavimentou a estrada que terminará no precipício. Muitos sucumbem por muito pouco.

Ronaldo, apelidado de fenômeno, com justiça, é a personificação máxima de quem não aceita a derrota. Vítima de contusões seriíssimas dentro do campo, responsável por desastradas cenas na vida particular, não desiste nunca. Ergue a cabeça, determina o sonho, estabelece a meta e paga o preço, suporta o sacrifício do caminho até o reinício. Somos testemunhas, agora, da terceira vitória contra delicada contusão.

Ontem, em Presidente Prudente, ao bailar com a bola diante do adversário, ao mirar o gol e acertar o chute no travessão e ao cabecear a bola para dentro da rede e correr feliz para a torcida, exaurindo a cratera gritando gol e vociferando que conseguiu, foi e m o c i o n a n t e.

Será neste aspecto não poderíamos aprender um pouco com o fenômeno ?

03/03/2009

Não Feche os Olhos

Mais uma das inúmeras amostras, casos, evidências de que nosso mundo, nossa imprensa, nosso âmbito político e cultural está escravizado pelo pensamento esquerdista: quando a freira imã Dorothy Stang foi brutalmente assassinada, e por bandidos da pior espécie, a mídia, nacional e estrangeira, com razão, abasteceu por semanas/meses a todos nós com notícias e juízos. Correto! Mas, vejam o absurdo da tendenciosidade: quatro funcionários de uma fazenda foram brutalmente assassinados por militantes do MST (organização comunista e criminosa que atua livremente no Brasil). Pergunto: onde está a manifestação da mídia, nacional e estrangeira, abastecendo-nos, com igual proporção, com as notícias e os juízos ? O que dizem os aparelhos de esquerda ? Talvez estejam dizendo que aqueles quatro estavam a serviço dos burgueses, que eram dispresíveis, que eles, os assassinos, estão cumprindo um dever histórico ...

Você ainda não entende o que está acontecendo em nosso país e continente ?

Em Cristo

04/02/2009

Israel-Hamas 11

Você precisa ler o que segue abaixo. Saiu no blog do imprescindível jornalista Reinaldo Azevedo (www.reinaldoazevedo.com.br).

"
NÃO, ISRAEL NÃO ATACOU A ESCOLA DA ONU. ERA UMA FARSA DO HAMAS. A ONU FOI OBRIGADA A ADMITIR A VERDADE. QUASE UM MÊS DEPOIS! CADÊ AS MANCHETES?

A notícia não está em nenhum dos jornais brasileiros ou nos grandes sites noticiosos. Lembram-se aquele ataque das Forças de Defesa de Israel a uma escola da ONU, que matou 43 pessoas? Pois é. Não foi numa escola da ONU coisa nenhuma, o que os israelenses vinham dizendo desde o dia 6 de janeiro. Só na segunda-feira, quase um mês depois, Mawell Gaylord, coordenador de ações humanitárias da ONU em Jerusalém, admite a verdade: o morteiro foi lançado numa rua PERTO da escola, mas não contra a escola.

Ora, recuperem o noticiário dos jornais e sites do Brasil e do mundo naquele dia 6. Lembro-me de ter aqui ironizado que os israelenses, maus como pica-paus, não podiam ver uma escola da ONU que iam logo jogando morteiros. Talvez para se livrar do tédio, não é? Ah, acusaram-me de insensível facinoroso. Marcelo Coelho, da Folha, sugeriu no jornal e no seu blog que tenho certa simpatia pelo assassinato em massa de crianças... Mais: como eu alertasse aqui para o óbvio — O HAMAS É A FONTE DAS NOTÍCIAS —, fui acusado de realismo estúpido. Coelho chegou a indagar algo como: “Para que jornalismo se já existem os militares?” Ou coisa assim. Chegou a minha vez de indagar: PARA QUE COELHO SE JÁ EXISTE O HAMAS?

O jornalismo dele, não sei para que serve. O meu existe, entre outras razões, para que os freqüentadores deste blog possam ler com mais acuidade o que é noticiado na imprensa.

Não se espante, leitor, se, naquele episódio, não tiverem morrido as 43 pessoas anunciadas. Todas, rigorosamente todas as ditas “atrocidades” cometidas por Israel têm origem no, como direi?, Departamento de Propaganda do Hamas: do grande número de crianças e civis mortos ao uso de bombas de fragmentação e fósforo branco para atacar pessoas. Este segundo caso, então, pode dar pano para manga. A tal substância não é considerada arma química. É empregada para iluminar alvos noturnos e criar cortina de fumaça para ação da infantaria. Israel nega que tenha feito qualquer coisa fora das leis internacionais. Como negava que tivesse jogado morteiro numa escola da ONU — e falava a verdade. De todo modo, abriu-se uma investigação.

Como se vê, o Hamas faz direitinho o seu trabalho. O ataque mentiroso à escola foi manchete do mundo inteiro. O desmentido, até agora, está apenas no Haaretz. O mundo também não se interessou em manchetar as torturas e execuções sumárias que se seguiram à retirada de Israel de Gaza.

A imprensa ocidental se deixou seqüestrar pela lógica terrorista. Esse caso da escola merece a justa designação: ESCÂNDALO. Quer dizer que os homens da ONU em Gaza demoraram um mês para fazer o que poderiam ter sido feito em cinco minutos? Escrevi aqui, certa feita, que o principal inimigo de Israel no Oriente Médio é a organização. Foi uma gritaria. Eis aí.

Bem, esperar o quê? O principal representante das Nações Unidas em Gaza é um sujeito que acredita que os próprios EUA tramaram o 11 de Setembro...

é, leitores. Como diria aquele, quando já temos o terrorismo e a ONU, pra que certo jornalismo, não é mesmo?" (5 de fevereiro de 2009)

Se quiserem conferir a notícia: http://www.haaretz.com/hasen/spages/1061189.html

28/01/2009

A guerra continuará Israel-Hamas 10

A guerra travada com bombas, balas etc continuará. Sim, e o motivo está nos seguintes fatos:
1. Os palestinos não anunciaram o reconhecimento do Estado de Israel;
2. Continuam desejando que Israel seja varrido do mapa;
3. Irá, Síria, Rússia, China e todo o pensamento de esquerda do mundo dão guarida, irracionalmente, a tudo o que emana dos palestinos;
4. A maior parte da mídia ocidental está contaminada contra Israel, independente dos fatos;
5. Ontem, o Hamas violou a trégua, atingindo com uma bomba um soldado israelense. Onde estão as vozes pelo mundo protestando contra esta violação que resultou em morte ? Procure, procure. O que encontrará, com certeza, será o destaque acusando Israel de se defender.
6. Na gramática do conflito, propagada pelos professores da parcialidade, destaca-se somente o sujeito israelense, regam com lágrimas de crocodilo o objeto direto afetado, sempre quando é palestino;
7. Com esse pensamento dominante, não duvide, a paz continua longe.

Rogue a Deus, incessantemente, em favor da paz correta, verdadeira, útil.

18/01/2009

Um desenho que diz muito

Esta desenho traduz uma das grandes verdades.
(fonte.www.heitordepaola.com)


A diferença real entre um militante do Hamas e de Israel.

17/01/2009

A Troca


Parafraseando a música, quem não gosta de cinema é ruim da cabeça ou doente dos olhos. Ir ao cinema, pinçando um bom filme, claro, constitui para nós benesses incomensuráveis. Podemos simplesmente refrescar nossa mente, exorcizar o estresse, adquirir conhecimento, cultura ou, entre tantas, regar nossas emoções, quando, lá pelo término do filme, desabarmos em lágrimas, porque o final foi tocante, espremendo o coração.

Em post anterior, recomendei o fabuloso Café dos Maestros, onde podemos ver até que ponto um artista é agraciado pelo dom, como também o eleva ao grau máximo da potencialidade e sofisticação.

Minha outra indicação é o filme A Troca, pelas seguintes razões: trata-se de um filme baseado em história real, excelente desempenho de Angelina Jolie, uma história que toca e incomoda qualquer família, mas, além disso, o que me interessa é revelar o corretíssimo exemplo de um pastor presbiteriano (John Malkovich), plenamente consciente de sua obrigação histórica, seguindo a linha dos presbiterianos desde João Calvino.

Não deixe de assistir, por favor. Você verá o quanto o protestantismo histórico, hoje, está afastado de suas responsabilidades.

13/01/2009

Israel-Hamas 9

Para que gosta de bons artigos, aqui vai mais um. Perdoem-me por ser longo, mas muitos não têm acesso a outros jornais.

O POVO É RESPONSÁVEL POR SUAS ESCOLHAS

Eu acredito em eleições. E acredito que o povo sempre tem a capacidade de julgar o que considera bom para si. Isso não quer dizer que o povo acerte sempre: não são poucas as vezes em que a decisão mostra-se errada no futuro. Não importa, no momento em que comparece às urnas, certo ou errado, o povo é responsável por suas escolhas.

Por que essa conversa? Porque isso não me sai da mente quando vejo, chocado, os bombardeios em Gaza. Em 2006, houve eleições para escolha do primeiro-ministro palestino. Era um contexto em que os EUA clamavam pela democratização do mundo árabe. Quando o Hamas saiu-se vitorioso, muita gente, diante dos lamentos dos americanos, riu, dizendo algo assim: “Ora, não queriam democracia? Agora o povo vota, escolhe o Hamas e os EUA lamentam? Então democracia só vale quando ganham os aliados?” Na época, escrevi que a simples presença do Hamas nas eleições mostrava que aquilo não era uma democracia: porque democracia não é o regime em que todas as tendências disputam o voto; democracia é o regime em que todas as tendências que aceitam a democracia disputam o voto. Como o Hamas prega uma teocracia, um sistema político que o aceita como legítimo aspirante ao poder não pode ser chamado de democracia. Seja como for, tendo sido democráticas ou não, aquelas eleições expressaram a vontade do povo: observadores internacionais atestaram que o pleito transcorreu sem fraudes.

E o que pregava o Hamas na campanha de 2006? Antes, para entender o linguajar, é importante lembrar que o Hamas não aceita a existência do Estado de Israel, chamado de “Entidade Sionista”. Assim, quando se refere à “Palestina”, o Hamas engloba tudo, inclusive Israel. Destaco aqui três pontos do programa eleitoral (na disputa, o grupo deu-se o nome de “Mudança e Reforma”): “A Palestina é uma terra árabe e muçulmana”; “O povo palestino ainda está em processo de libertação nacional e tem o direito de usar todos os meios para alcançar esse objetivo, inclusive a luta armada”; “Entre outras coisas, nosso programa defende a “Resistência” e o reforço de seu papel para resistir à Ocupação e alcançar a liberação. A ‘Mudança e Reforma’ vai também construir um cidadão palestino orgulhoso de sua religião, terra, liberdade e dignidade; e que, por elas, esteja pronto para o sacrifício.”

Deu para entender? O Hamas propôs um programa segundo o qual não há lugar para judeus na “Palestina”, o uso da luta armada deve ser reforçado para se livrar deles e os cidadãos comuns devem estar preparados para se sacrificar (morrer) pela religião, pela terra, pela liberdade e pela dignidade.

Havia alternativa? Sim, apesar da ambigüidade eterna, o Fatah do presidente Mahmoud Abbas (e, antes, de Yasser Arafat), na mesma eleição pregava a saída de Israel dos territórios ocupados em 1967, a criação de um Estado Palestino com sua capital em Jerusalém e uma solução para os refugiados de 1948 com base em resoluções da ONU, uma agenda que só parece moderada porque é comparada à do Hamas. Embora estimulasse e declarasse legítima a resistência à ocupação, a novos assentamentos judaicos e à construção do muro de proteção que Israel ergue entre a Cisjordânia e seu território, o Fatah declarava expressamente: “Quando o imortal presidente Arafat anunciou em 1988 a decisão do Conselho Nacional Palestino, reunido naquele ano, de adotar a ‘solução histórica’, que se baseia no estabelecimento de um Estado independente Palestino lado a lado com Israel, ele estava de fato declarando que o povo palestino e suas lideranças tinham adotado a paz como um opção estratégica.”

E qual foi a decisão dos palestinos? Num sistema eleitoral que adota o voto distrital misto, o Hamas ganhou tanto no voto proporcional quando nos distritos, abocanhando 74 dos 132 assentos do parlamento. Ou seja, diante do desgaste de 40 anos do Fatah, e das denúncias de corrupção que pairavam sobre o movimento, os palestinos deixaram a paz de lado e optaram pela promessa de pureza divina e dos foguetes do Hamas. Meses depois, uma luta interna feroz entre os dois grupos teve lugar e resultou numa divisão territorial: o Fatah ficou com a Cisjordânia, onde a situação é de calma, e o Hamas ficou com Gaza, de onde continuou pregando o programa aprovado pelos eleitores: enfrentamento armado, mesmo tendo consciência do que isso acarretaria.

Diante disso, dá para dizer que os palestinos de Gaza são inocentes vítimas do jugo do Hamas e de uma reação desproporcional dos israelenses?

Olha, eu deploro a guerra, lamento profundamente a morte de tanta gente, especialmente de crianças, vítimas de uma guerra de adultos. Vejo as bombas, e fico prostrado, temendo que o bom senso nunca chegue. Mas isso não me impede de ver que a guerra, com suas consequências, foi uma escolha consciente também dos palestinos de Gaza. Retratá-los como despossuídos de todo poder de influir em seus destinos não é mais uma verdade desde 2006.

Parecerá sempre simplificação qualquer coisa que se diga num espaço tão curto, em que é preciso deixar de lado as raízes desse conflito e a trama tão complicada que distribuiu culpa e vítimas por todos os lados. Mas não consigo terminar este artigo sem dizer: para que haja paz, os dois lados têm de ceder em questões tidas como inegociáveis, o apelo às armas têm de ser abandonado, o Estado Palestino deve ser criado ao lado de Israel, cujo direito a existir não deve ser questionado. Se isso acontecer, muitos árabes e israelenses daquela região não se amarão, terão antipatias mútuas, mas viverão lado a lado.

Utopia?

PS: Peço desculpas por ter dito, em meu último artigo, que os “professores não ensinam” quando quis dizer que as escolas não ensinam.

Ali Kamel
O Globo, 13jan2009

11/01/2009

Israel-Hamas 8

Durante toda a semana, principalmente neste domingo, lendo três jornais e internet, vejo pouca notícia e análise sobre:
1. O Hamas rejeitou o apelo da ONU para o cessar-fogo. A maioria só mencionou a negativa de Israel. Para quem está vendo tantos civis morrer, deveria logo aceitar os termos e preservar a vida de seus habitantes. Na verdade, o Hamas não está ligando para os habitantes de Gaza;

2. Poucos mencionam que a Autoridade Palestina, que controla a Cisjordânia, nada faz para precionar o Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Eles são palestinos e inimigos mortais. Para controlar Gaza, o Hamas fuzilou mais de cem militantes do Fatah, braço militar da Autoridade Palestina;

3. Basta, conforme exaustivamente garantiu Israel, o Hamas: a) Aceitar a existência de Israel (Eles dizem que querem destruir Israel); b) renunciar os ataques suicidas, homens e mulheres-bomba e parar de lançar foguetes; c) firmar e cumprir um acordo de não-agressão.
Caso isto aconteça, Israel e o mundo não pouparão esforços para o estabelecimento do Estado Palestino, como, também, haverá enorme solidariedade mundial para o desenvolvimento dos palestinos.

Continuemos em oração em favor da paz.

07/01/2009

Israel-Hamas 7


Por quê ?

Sabendo que devido ao enorme indíce populacional, que suas operações militares ocorrem junto e de dentro de zonas residenciais/comerciais e que civis inevitavelmente serão atingidos pelo chamado efeito colateral, por que:

1. O Hamas não decreta o fim dos lançamentos dos foguetes caseiros, iranianos e chineses contra cidades de Israel (já que este foi o motivo pelo qual Israel está se protegendo) ?

2. Por que o Hamas não promete o fim dos túneis, do Egito para Gaza, por onde passam as armas e foguetes ?

3. Por que a comunidade internacional, ONU principalmente, não menciona e não preciona pelo fim do x da questão ?

Parece que hoje a proposta do Egito vai nesse sentido.

Enquanto aguardamos, nossa atitude é de intenso clamor em oração em favor do fim do conflito, pela instituição da paz entre israelenses e palestinos.

06/01/2009

Israel-Hamas 6




Tínhamos um programa na Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte que incentivava o debate entre Igreja e Sociedade, chamado Papo na Segunda. Certa vez, lá estavam dois debatedores falando sobre palestina, Israel etc. Muita propaganda, e enganosa.
Semanas depois, eu estava na PUC debantendo com um deles sobre paz no oriente médio. Quando mencionei o absurdo da negativa de Arafat diante dos oferecimentos de Ehud Barak para que houvesse a paz definitiva, o debatedor enfureceu-se, dizendo que tudo aquilo, mediado por Bill Clinton, era mentira. A mentira estampada em todas as mídias do mundo. Somente uma mente pervertida poderia afirmar aquilo. Camp David, 2000 (foto), onde Clinton e Barak fizeram de tudo para alcançar a paz e a solução definitiva, foi para o ralo.

Pois bem, abaixo está um excelente e correto texto do jornalista Reinaldo Azevedo. Leiam com atenção:

IRONIA TRÁGICA

Não deixa de ser irônico — e trágico — que o ministro da Defesa de Israel seja Ehud Barak, que foi primeiro-ministro entre 17 de maio de 1999 e 7 de março de 2001. Por que digo isso? De todos os governantes israelenses, foi ele quem mais se mostrou disposto a fazer concessões para pôr fim ao conflito.

Acreditem — na verdade, pesquisem: Barak ofereceu ao então líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Iasser Arafat, quase tudo o que ele pedira no encontro de Camp David, em 2000, e isso incluía a devolução de 90% dos chamados territórios ocupados. Não entregava Jerusalém ao controle palestino, mas garantia a autonomia da parte árabe da cidade. O plano incluía a volta dos “refugiados”? Não! Já tratei desse assunto aqui. Não creio que essa seja uma reivindicação de quem pretende a convivência pacífica de dois estados. De todo modo, acenava-se com uma espécie de foro permanente de resolução de conflitos. Em vez do terrorismo e do confronto armado, Barak propunha, vejam só, a política como forma de resolver as
diferenças.

Arafat hesitou, mas preferiu recusar a proposta e apoiar a segunda intifada, que acabou por derrubar Ehud Barak — intifada que acabou por dar força ao Hamas, que havia surgido pouco antes, em 1987, e que vem solapando, dia após dia, a força da Fatah, o grupo ao qual pertencia Arafat. Ao lado do sectarismo anti-Israel, o Hamas optou pelo assistencialismo e pelo combate à corrupção, marca registrada de Arafat e sua turma.

Por que Barak caiu? Porque teve como resposta ao mais ousado plano de paz jamais apresentado por um governo israelense o levante palestino. Foi sucedido pelo então ultra-direitista (na particular geografia política de Israel) Ariel Sharon. O mundo esperou o pior. E Sharon, no entanto, surpreendeu. Foi ele quem operou a desocupação total de Gaza. Mais: mudou o status da política israelense, renunciando à presidência do Likud, dissolvendo o Parlamento e formando um novo partido, de centro, o Kadima. Sharon parecia realmente disposto a levar adiante um processo de concessões que resultasse na criação do estado palestino. E tinha liderança política para isso. Mas aí a tragédia: um segundo derrame, no dia 4 de janeiro de 2006, levou-o ao coma, em que se encontra até hoje. E aí foi a vez de Israel entrar numa espécie de fase anêmica de líderes.

Mas volto ao ponto. Barak quase conseguiu o acordo, não fosse a estupidez de Arafat. O velho líder, treinado no terrorismo, que muitos tomavam como “resistência”, deve ter temido não encontrar o seu lugar na política. Teria certamente de esmagar os insurgentes de sua própria base. Em 2000, isso ainda era possível. Hoje, o Hamas é que esmagou a Fatah na Faixa de Gaza. Os palestinos pagam um preço altíssimo pela bobagem feita por Arafat. E o homem que comanda a reação de Israel, que é o país agredido, é aquele que chegou mais longe no esforço de paz. Esforço que custou a sua deposição.


Extraído do blog: www.reinaldoazevedo.com.br

Israel-Hamas 5

Estava produzindo um texto para lançar forte luz sobre a questão no Oriente Médio, quando, nesta madrugada, deparei-me com o texto do fabuloso João Pereira Coutinho, colunista português da Folha de SP. Por incrível que pareça, por isso minha alegria, minha linha era parecidíssima, na verdade, a teia da ficção, com a dele. Claro, nem de longe pretendo aproximar-me da maravilhosa pena do luzitano. Leiam, leiam:

Mudar as palavras

ISRAEL ESTÁ novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a "ensinar" os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz. Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.

Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.

Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.

É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados". O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.

Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.

Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.

Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.
Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa".

Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está "Brasil", leiam "Israel". Onde está "Uruguai", leiam "Gaza". Onde está "Argentina", leiam "Irã". Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio". E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.

JOÃO PEREIRA COUTINHO
Folha de São Paulo, 6 jan 2009

05/01/2009

Israel-Hamas 4

Este vídeo não aparece na grande mídia. Nem quando estes atos de terrorismo perpetrados pelas organizações islâmicas, tipo Hamas ou Hezbollah, você não vê passeatas pelo mundo expressando a indignação. São vítimas civis, sempre, sempre.