Há anos eu digo para amigos e quem estiver por perto. Muitos não acreditam, estão cegos e surdos. Outros, não se interessam, talvez seja muito para o "espírito de avestruz" que encarnam. Tantos outros, estão cronicamente patologizados: aceitam o mal porque suas mentes e almas jazem cativas, submissas.
Sim, o Pr. Paschoal Piragine tem toda razão.
A Igreja de Jesus Cristo existe para destruir as obras do diabo (Mt 16, 18). Somos embaixadores do Rei, valentes que defendem o Reino do Pai na terra.
Que a nossa consciência seja clarificada, aberta, convencida e nos levante para fazer o que for preciso.
Que o Senhor nos abençoe, os que se esforçam para defender os valores judaico-crisctãos, valores Bíblicos.
04/09/2010
12/06/2010
Worthy is the lamb - Digno é o Cordeiro
Esta igreja em Nova Yorque nasceu por acaso. Nasceu a partir de quase nada, mas revestida pelo Espírito Santo, quando seu pastor (ainda nem era pastor)simplesmente ousou fazer o que está no evangelho.
Carol Cymbala, a esposa e regente, já ganhou grammy com este maravilhoso coral.
Recomendo a leitura dos livros do Pr. Jim Cymbala.
Coral Tabernáculo do Brooklyn
Carol Cymbala, a esposa e regente, já ganhou grammy com este maravilhoso coral.
Recomendo a leitura dos livros do Pr. Jim Cymbala.
Coral Tabernáculo do Brooklyn
10/06/2010
Um presente
Por isso que amo criatividade, ela não tem preço, barreiras, apenas é possível. Considero esta iniciativa da Companhia de Ópera da Filadélfia como magistral.
Repasso o presente que ganhei da Dréca, uma das queridas da IPJO.
Repasso o presente que ganhei da Dréca, uma das queridas da IPJO.
07/06/2010
O que não deu na Globo e nos jornais
ANA LUIZA TAPIA | 07 JUNHO 2010
INTERNACIONAL - ORIENTE MÉDIO
INTERNACIONAL - ORIENTE MÉDIO
Mesmo com braceletes dizendo médico em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo.
Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos. Eu estava lá! Ninguém me contou. Não li no jornal. Não vi fotos na Internet ou vídeos no Youtube. Vi tudo como foi mesmo, ao vivo e com muitas cores. Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do Exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4h30 da manhã de segunda-feira: meu telefone do Exército começa a tocar. Possíveis conflitos em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do Exército (até para entender o tamanho da situação). O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que todos os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo nosso Exército a Gaza. Isso porque cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza. Essa foi uma atitude extremamente pacifista do nosso exército, em respeito aos civis que estavam no navio. E, se não há armamento no navio, qual é o problema de que ele seja inspecionado? Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E foram gratuitamente atacados: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram atendidos e resgatados por nós, eu e minha equipe e enviados para os melhores hospitais em Israel.
Entre nós, nove feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e seis tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo médico em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. Além de agressores, são também ingratos. Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. Lotado de armas brancas e material para confecção de bombas caseiras. Onde é que está o pacifismo da ONU??? Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. Mas jamais vamos permitir que matem os nossos soldados.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? Eles não entendem que foram usados como ferramenta contra Israel, e que a intenção nunca foi enviar ajuda a Gaza e sim gerar polêmica e criar ainda mais oposição internacional. E continuam sem entender que dar força ao terrorismo do Hamas, do Hezbollah ou do Irã só significa mais perigo. Não só a Israel, mas ao mundo todo. E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E que o Brasil já tem problemas demais sem resolver. Tem mais gente passando fome que Gaza. Tem muito mais gente morrendo vítima da violência urbana no Rio do que mortos nas guerras daqui. E passar a cuidar dos problemas daí. Dos daqui, cuidamos nós.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente distorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. Mas sei que quem os controla hoje é. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o extermínio de todo o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor, encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.
Ana Luiza Tapia fez "Aliá" há pouco mais de dois anos e serve ao exército israelense (IDF - Israel Defense Forces), na área médica.
Extraído do excelente site www.midiasemmascara.com.br
27/05/2010
Finda-se este dia (1)
Antes de pousar este corpo guerreiro sobre o colchão, após árduo dia, ouça uma das preciosidades do country spiritual: Precious Memories.
Tenha uma noite preciosa de sono rejuvenescedor.
Tenha uma noite preciosa de sono rejuvenescedor.
22/02/2010
A manhã do dia seguinte
Marta pensou em vociferar um “Ora, bolas!”, emendando com “Isto é um absurdo, até o Senhor?”, mas o fato foi que recuou, e por uns instantes, abatida e pulverizada pela firmeza do Senhor, recolheu o avental, e, sentada no canto da porta, foi capturada pelas palavras do céu proferidas na terra pelo criador do universo. “Na minha casa, na minha sala, agraciando-me os ouvidos, apascentando o meu coração, puxa, o Messias!, e eu, retardada, carregando bandejas ?”, falava de si para si na alvorada do dia seguinte.
Passados uns trinta minutos, o Senhor Jesus desejou completar os quitutes das irmãs, olhando para Marta, uma amiga querida, rendeu-se a arte da alquimia dos temperos e receitas de família. As irmãs eram artistas e invejadas na cozinha. “Nem só de pão o homem viverá ...”, sabiam, mas como ninguém é de ferro ... Marta, seguida de Maria, comandou e elevou ao grau máximo o dom da hospitalidade.
Quando a madrugada impôs seu silêncio, condição obrigatória para revigorar mentes e corpos, as irmãs encontravam-se na varanda ao lado da cozinha, olhando as estrelas, trocavam impressões sobre o que ouviram. Sabiam que entre pães, guisados, asinhas e vinho, teriam muito para destrinchar as palavras, os ensinamentos, os apontamentos e as dicas que Jesus entregara na tarde anterior. “Como era sábio? Que história era aquela de arder o coração enquanto discorria?” Maria, segurando a mão da irmã, confessava que não podia tirar os olhos de Jesus e que experimentara uma paz jamais sentida, classificando aquele encontro como puro deleite. Marta, veloz no pensamento, conectava as lições do Sermão do Monte com a vida real, já que Jesus repetira alguns trechos e, com grupo pequeno, pode vincular os ensinamentos com o cotidiano dos ouvintes. E ficaram em silêncio até alta madrugada, matutando, cada uma em seu universo.
Na manhã seguinte, bem cedo, Jesus e seus discípulos ganharam o mundo, deixando as irmãs acenando.
Marta, prática, a caminho da cozinha, decidiu que faria sempre as melhores escolhas dali pra frente. Em outra ocasião, jamais desprezaria as palavras encantadoras do Salvador. Lembrando do salmista, parafraseou: “Foi-me bom ter eu passado pelo vexame, para que aprendesse a tua graça” (Sl 119, 71).
Maria, poeta, experimentara na carne, na mente e na alma uma das maiores alegrias, sentimento de extrema felicidade: o desfrute, o deleite, a sensação mais aprazível. Sua certeza pétrea apontava para os olhos do Misericordioso, e recordava, não somente da voz, mas, também, de seu maravilhoso olhar. Desfrutou e gozou do manancial de paz, principalmente quando Ele repetiu: “... sou manso e humilde de coração... e encontrareis descanso para vossas almas.”
Naquela manhã, seguinte ao dia ímpar, Maria ficara em êxtase santo, porque seu coração não parava de ordenar à mente, que instantaneamente comandava o som de sua boca, bem baixinho, suave, mas de incontrolável repetição, suscitando-lhe prazer indescritível: “Rendei graças ao Senhor, porque Ele é bom... é bom ... é bom ... é bom...”
Revdo. Mauro Meneguelli
Passados uns trinta minutos, o Senhor Jesus desejou completar os quitutes das irmãs, olhando para Marta, uma amiga querida, rendeu-se a arte da alquimia dos temperos e receitas de família. As irmãs eram artistas e invejadas na cozinha. “Nem só de pão o homem viverá ...”, sabiam, mas como ninguém é de ferro ... Marta, seguida de Maria, comandou e elevou ao grau máximo o dom da hospitalidade.
Quando a madrugada impôs seu silêncio, condição obrigatória para revigorar mentes e corpos, as irmãs encontravam-se na varanda ao lado da cozinha, olhando as estrelas, trocavam impressões sobre o que ouviram. Sabiam que entre pães, guisados, asinhas e vinho, teriam muito para destrinchar as palavras, os ensinamentos, os apontamentos e as dicas que Jesus entregara na tarde anterior. “Como era sábio? Que história era aquela de arder o coração enquanto discorria?” Maria, segurando a mão da irmã, confessava que não podia tirar os olhos de Jesus e que experimentara uma paz jamais sentida, classificando aquele encontro como puro deleite. Marta, veloz no pensamento, conectava as lições do Sermão do Monte com a vida real, já que Jesus repetira alguns trechos e, com grupo pequeno, pode vincular os ensinamentos com o cotidiano dos ouvintes. E ficaram em silêncio até alta madrugada, matutando, cada uma em seu universo.
Na manhã seguinte, bem cedo, Jesus e seus discípulos ganharam o mundo, deixando as irmãs acenando.
Marta, prática, a caminho da cozinha, decidiu que faria sempre as melhores escolhas dali pra frente. Em outra ocasião, jamais desprezaria as palavras encantadoras do Salvador. Lembrando do salmista, parafraseou: “Foi-me bom ter eu passado pelo vexame, para que aprendesse a tua graça” (Sl 119, 71).
Maria, poeta, experimentara na carne, na mente e na alma uma das maiores alegrias, sentimento de extrema felicidade: o desfrute, o deleite, a sensação mais aprazível. Sua certeza pétrea apontava para os olhos do Misericordioso, e recordava, não somente da voz, mas, também, de seu maravilhoso olhar. Desfrutou e gozou do manancial de paz, principalmente quando Ele repetiu: “... sou manso e humilde de coração... e encontrareis descanso para vossas almas.”
Naquela manhã, seguinte ao dia ímpar, Maria ficara em êxtase santo, porque seu coração não parava de ordenar à mente, que instantaneamente comandava o som de sua boca, bem baixinho, suave, mas de incontrolável repetição, suscitando-lhe prazer indescritível: “Rendei graças ao Senhor, porque Ele é bom... é bom ... é bom ... é bom...”
Revdo. Mauro Meneguelli
18/12/2009
Meus presentes de Natal
Uma quinta-feira longa. A jornada começara às 7 horas. Saí da igreja às 20h40min, após rápido e hilariante encontro com os coralistas, acertando detalhes para a Audição de Natal deste domingo. Meu último compromisso do dia seria comparecer à reunião do grupo pequeno. Caminhando pela rua da igreja, após dois quarteirões, deparei-me com cena insólita e triste: mãe e filho discutiam, aos gritos, na calçada. Ela, descontrolada; ele, um bonito rapaz de 16 anos, chorava. Pessoas em volta, a polícia chegando, um vizinho, do outro lado da rua, berrando impropérios para a moça, palavras de baixíssimo calão e com balde de água para jogar contra a destemperada.
Da curiosidade aflorou uma avassaladora compaixão. Olhos de misericórdia foram aguçados pelo Espírito Santo. Olhei para aquela pobre jovem senhora, ouvindo-a gritar que era a mãe do rapaz, continuamente. O grave detalhe é que ela não tinha a guarda do filho, confiada a parentes. Seu desespero era não poder contar com a fluidez do mais afetuoso diálogo entre genitora e criatura amada, seu filho. A agonia da mãe, o escárnio dos vizinhos, o choro do rapaz, a cena policial tudo isso contribuiu para que, paralisado, eu esperasse o melhor momento para atuar como pastor.
E assim procedi. Na primeira brecha, apresentei-me e disse-lhe que gostaria de ajudá-la. Claro, resistência no princípio. Mas, como cremos, o Espírito de Deus é maravilhoso e vai fazendo sua obra, desmoronando corações blindados. Ao fim e ao cabo, todos foram se dispersando, e eu fiquei conversando com a moça, demovendo-lhe a rudeza do coração e a turvação da mente.
Não preciso dizer que ali, diante de mim, orbitando em outra esfera, estava uma alma atormentada cujo fruto é o distanciamento das pessoas, inclusive as mais chegadas, queridas e familiares. Uma alma em frangalhos que não acredita no Natal, embora alguns familiares sejam evangélicos. Uma alma para ser refeita, restaurada, acolhida, liberta e preparada para a reconciliação com Deus. De outra forma, só colherá frutos amargos ao longo de sua provável triste história.
Aos poucos, muitos vão se perdendo pela estrada da vida. Por responsabilidade própria ou pelas inesperadas circunstâncias, tecem caminhos tortuosos, enredam-se em narrativas de autoflagelação, cavam suas próprias covas. E, pelo caminho, encontram, quando encontram, poucos que estendam a mão para apoio.
O que eu fiz ? Apenas ter carinho por aquela criatura especial de Deus, apresentando-lhe as mais certas palavras bíblicas de acolhimento e restauração. Lancei a semente. Convidei-a para Cristo, para a igreja, para o novo nascimento.
Meus presentes de Natal ? Dois. Que ela atenda meu convite, convite do Espírito Santo. Outro, como sempre, que o testemunho da nossa igreja seja sempre esse: investir tempo, energia e talento em prol dos que estão cansados e sobrecarregados, de quem precisa de Cristo.
Quando oportuno, faça você o mesmo.
Feliz Natal! Porque para essas cenas Jesus nasceu em Belém. Para modificá-las, transformá-las, salvá-las.
Da curiosidade aflorou uma avassaladora compaixão. Olhos de misericórdia foram aguçados pelo Espírito Santo. Olhei para aquela pobre jovem senhora, ouvindo-a gritar que era a mãe do rapaz, continuamente. O grave detalhe é que ela não tinha a guarda do filho, confiada a parentes. Seu desespero era não poder contar com a fluidez do mais afetuoso diálogo entre genitora e criatura amada, seu filho. A agonia da mãe, o escárnio dos vizinhos, o choro do rapaz, a cena policial tudo isso contribuiu para que, paralisado, eu esperasse o melhor momento para atuar como pastor.
E assim procedi. Na primeira brecha, apresentei-me e disse-lhe que gostaria de ajudá-la. Claro, resistência no princípio. Mas, como cremos, o Espírito de Deus é maravilhoso e vai fazendo sua obra, desmoronando corações blindados. Ao fim e ao cabo, todos foram se dispersando, e eu fiquei conversando com a moça, demovendo-lhe a rudeza do coração e a turvação da mente.
Não preciso dizer que ali, diante de mim, orbitando em outra esfera, estava uma alma atormentada cujo fruto é o distanciamento das pessoas, inclusive as mais chegadas, queridas e familiares. Uma alma em frangalhos que não acredita no Natal, embora alguns familiares sejam evangélicos. Uma alma para ser refeita, restaurada, acolhida, liberta e preparada para a reconciliação com Deus. De outra forma, só colherá frutos amargos ao longo de sua provável triste história.
Aos poucos, muitos vão se perdendo pela estrada da vida. Por responsabilidade própria ou pelas inesperadas circunstâncias, tecem caminhos tortuosos, enredam-se em narrativas de autoflagelação, cavam suas próprias covas. E, pelo caminho, encontram, quando encontram, poucos que estendam a mão para apoio.
O que eu fiz ? Apenas ter carinho por aquela criatura especial de Deus, apresentando-lhe as mais certas palavras bíblicas de acolhimento e restauração. Lancei a semente. Convidei-a para Cristo, para a igreja, para o novo nascimento.
Meus presentes de Natal ? Dois. Que ela atenda meu convite, convite do Espírito Santo. Outro, como sempre, que o testemunho da nossa igreja seja sempre esse: investir tempo, energia e talento em prol dos que estão cansados e sobrecarregados, de quem precisa de Cristo.
Quando oportuno, faça você o mesmo.
Feliz Natal! Porque para essas cenas Jesus nasceu em Belém. Para modificá-las, transformá-las, salvá-las.
17/12/2009
Cético também
Meus caríssimos, interesso-me bastante sobre o assunto ecológico. Acrescento, nos últimos tempos, a observação de que surge uma nova religião: os cultuadores da falácia sobre as causas do Aquecimento Global. Há muita coisa por trás desse debate, inclusive doutrinação ideológica, entre outras tantas. Gostei do texto abaixo.
Voltarei ao assunto.
Eu, o cético
Seu nome é Jim Hansen. Cientista da NASA e consultor de Al Gore. Transformou-se numa das principais vozes no debate mundial sobre clima. Torce para que a COP15, a conferência do clima em Copenhague, seja um fracasso. Seu nome é John Coleman. Meteorologista na Califórnia e fundador do mundialmente conhecido Weather Channel (Canal do Tempo). Também torce para que a COP15 seja um fracasso. Hansen acredita que a Terra está caminhando para um enorme desastre climático devido ao aquecimento global. Coleman afirma que o aquecimento é uma fraude, um estelionato científico. O cientista da NASA crê que as medidas propostas em Copenhague serão inúteis diante da gravidade da situação e do descontrole na ação do homem sobre o clima. Coleman diz que o homem nada tem a ver com o que ocorre hoje no clima.
Jim Hansen é chamado de apocalíptico. Coleman de negacionista. O debate das mudanças climáticas acabou por criar estas denominações para aqueles que ousam, em maior ou menor grau, contestar as teses dominantes sobre a influência humana e o aquecimento do planeta. Eu não me considero integrante de nenhum dos dois campos. Nem apocalíptico. Tampouco negacionista. E torço para que Copenhague ofereça soluções para reduzir o desmatamento e a poluição.
É um fato científico que o planeta esquentou nos últimos 150 anos, período de instrumentação meteorológica. Parece-me um fato inquestionável que houve influência humana para este aquecimento, seja pelas chamadas ilhas de calor urbano (grandes cidades), desmatamento ou uso/manejo do solo. O que divirjo é da teoria que desejam transformar em senso comum que o aquecimento global foi quase totalmente provocado pelo homem, dando pouco relevo a causas naturais que julgo da mais alta importância como atividade solar e ciclos oceânicos. O que contesto é a tendência da mídia, alimentada por pesquisadores, em sensacionalizar o clima e ligar ao homem todo e qualquer desastre natural ou evento extremo que ocorra nos dias de hoje. O que me desagrada é o fato de tomarem como certos valores de elevação da temperatura do planeta nos últimos 150 anos, quando pairam acusações de fraudes sobre pesquisas e estão comprovadas deficiências gigantescas nas observações. O que me causa espanto é que a população está cada vez mais sendo doutrinada a acreditar que tudo que ocorre de ruim hoje no nosso clima é um fato novo, sem precedentes, inédito, ignorando-se por completo a história climática. O que me espanta é a incapacidade da imprensa de sustentar um debate sério sobre o tema, vendo-se hoje na mídia jornalistas que se transformaram em verdadeiros ativistas, seja a favor do negacionismo, seja em prol do catastrofismo.
Por essas e outras, com orgulho, declaro-me meramente um cético. (Coluna publicada no jornal ABC Domingo de 13 de dezembro de 2009)
Autor: Eugenio Hackbart
do site www.metsul.com
Voltarei ao assunto.
Eu, o cético
Seu nome é Jim Hansen. Cientista da NASA e consultor de Al Gore. Transformou-se numa das principais vozes no debate mundial sobre clima. Torce para que a COP15, a conferência do clima em Copenhague, seja um fracasso. Seu nome é John Coleman. Meteorologista na Califórnia e fundador do mundialmente conhecido Weather Channel (Canal do Tempo). Também torce para que a COP15 seja um fracasso. Hansen acredita que a Terra está caminhando para um enorme desastre climático devido ao aquecimento global. Coleman afirma que o aquecimento é uma fraude, um estelionato científico. O cientista da NASA crê que as medidas propostas em Copenhague serão inúteis diante da gravidade da situação e do descontrole na ação do homem sobre o clima. Coleman diz que o homem nada tem a ver com o que ocorre hoje no clima.
Jim Hansen é chamado de apocalíptico. Coleman de negacionista. O debate das mudanças climáticas acabou por criar estas denominações para aqueles que ousam, em maior ou menor grau, contestar as teses dominantes sobre a influência humana e o aquecimento do planeta. Eu não me considero integrante de nenhum dos dois campos. Nem apocalíptico. Tampouco negacionista. E torço para que Copenhague ofereça soluções para reduzir o desmatamento e a poluição.
É um fato científico que o planeta esquentou nos últimos 150 anos, período de instrumentação meteorológica. Parece-me um fato inquestionável que houve influência humana para este aquecimento, seja pelas chamadas ilhas de calor urbano (grandes cidades), desmatamento ou uso/manejo do solo. O que divirjo é da teoria que desejam transformar em senso comum que o aquecimento global foi quase totalmente provocado pelo homem, dando pouco relevo a causas naturais que julgo da mais alta importância como atividade solar e ciclos oceânicos. O que contesto é a tendência da mídia, alimentada por pesquisadores, em sensacionalizar o clima e ligar ao homem todo e qualquer desastre natural ou evento extremo que ocorra nos dias de hoje. O que me desagrada é o fato de tomarem como certos valores de elevação da temperatura do planeta nos últimos 150 anos, quando pairam acusações de fraudes sobre pesquisas e estão comprovadas deficiências gigantescas nas observações. O que me causa espanto é que a população está cada vez mais sendo doutrinada a acreditar que tudo que ocorre de ruim hoje no nosso clima é um fato novo, sem precedentes, inédito, ignorando-se por completo a história climática. O que me espanta é a incapacidade da imprensa de sustentar um debate sério sobre o tema, vendo-se hoje na mídia jornalistas que se transformaram em verdadeiros ativistas, seja a favor do negacionismo, seja em prol do catastrofismo.
Por essas e outras, com orgulho, declaro-me meramente um cético. (Coluna publicada no jornal ABC Domingo de 13 de dezembro de 2009)
Autor: Eugenio Hackbart
do site www.metsul.com
23/09/2009
Honduras e a verdade
Se você quiser entender o que está acontecendo em Honduras. Se você quiser entender qual a participação horrorosa do Brasil e colegas, leia o artigo abaixo.
A DEMOCRACIA CONTRA O POPULISMO ABSOLUTISTA quarta-feira, 23 de setembro de 2009 4:35
A tentativa levada a efeito por Hugo Chávez, Lula e Daniel Ortega de reinstalar, à força, Manuel Zelaya no poder, em Honduras, obedece a uma espécie de diretriz das esquerdas latino-americanas: evidenciar que os Poderes Legislativo e Judiciário nada podem contra um “presidente eleito pelo povo”, pouco importa o que ele faça e como se comporte. As urnas confeririam ao eleito uma autoridade que estaria acima da própria Constituição. Assim se deram as “mudanças” na Venezuela, na Bolívia e no Equador. O primeiro país já é uma ditadura; os dois outros estão a caminho, seguidos de perto por Nicarágua. Não pensem que Lula é estranho a este sentimento. É que, no Brasil, as coisas têm de ser feitas de outro modo. O fato é que estamos, no continente, diante de uma óbvia hipertrofia do Poder Executivo, que passa a reivindicar o poder absoluto ancorado na “legitimidade popular”. A fórmula, assim, fica simples: “Zelaya foi eleito? Então tem de governar”, pouco importa se de acordo com a Constituição ou contra ela.
Por isso a conspirata de agora contra o governo hondurenho. A verdade cristalina, evidente, comprovada pelos fatos, é que Honduras, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo estúpido isolamento a que vem sendo submetida depois da deposição constitucional de Manuel Zelaya, estava vivendo relativamente em paz. E o advérbio fica por conta das naturais dificuldades que enfrenta um país nessas condições. Justiça, Congresso, imprensa, Igreja, sindicatos… Cada instituição ou ente da República vivia na plenitude de seus direitos. Era assim até que Lula irrompesse no cenário.
Não custa lembrar: Zelaya foi deposto PARA QUE A LEI SE CUMPRISSE. Como sabem os leitores deste blog, não preciso de pelo menos 24 horas para opinar sobre alguma coisa; não espero que os leitores primeiro se manifestem para depois dizer o que penso. Outros aproveitam um detalhezinho ou outro para dar cavalo de pau no que vinham afirmando e sustentar, então, o contrário. No dia do que chamam golpe, que golpe nunca foi, escrevi aqui o texto Quem é mesmo o golpista em Honduras? POR ENQUANTO, Forças Armadas garantem Constituição democrática. Fui o primeiro, talvez na imprensa mundial (estou parecendo o Lula, rá, rá, rá), a fazer o óbvio: ler a Constituição hondurenha, que vinha garantindo três décadas de regime democrático no país. Não fiz nenhum favor a ninguém. Era uma obrigação de todo jornalista. Alguns não a cumpriram até hoje.
Ocorre que Hugo Chávez anunciou o que chamou de “golpe”, o Brasil seguiu atrás como cachorro vagabundo atrás do caminhão de gás, e José Miguel Insulza, o asqueroso socialista chileno que preside a OEA, estrilou e anteviu guerra civil… Aí veio o governo de Barack Hussein, que terceirizou para Madame Clinton o “setor América Latina”. E a imprensa mundial, incluindo a brasileira, que chega a estar infiltrada pela assessoria de imprensa de Celso Amorim, saiu, bovinamente, a protestar contra o “golpe”.
Que golpe? A Constituição evidencia que Zelaya caiu para preservar as instituições. Ele estava fazendo um plebiscito declarado ilegal pela Justiça e rejeitado pelo Congresso. Deu ordens ao Exército que contrariavam a Constituição. Foi deposto pela Justiça. Mas um erro grave foi cometido: foi retirado do país. Conta-me uma fonte ligada ao governo hondurenho que os representantes da Justiça e do Congresso que negociaram com Zelaya caíram num truque infantil. A decisão inicial, com base na Constituição e nas leis, era prendê-lo e processá-lo. Ele teria pedido para sair. Convenceu os interlocutores que isso evitaria confrontos e eventuais mortes. Cederam a seus apelos. O pijama já fazia parte de sua pantomima. Chávez, o real organizador e financiador do plebiscito, tratou de cada detalhe da saída de Zelaya e, depois, da “resistência”. O governo provisório de Honduras apostou que o madeireiro milionário pensaria nos próprios negócios e na fortuna que tem no país e não criaria problemas. Deu no que deu.
A fonte é muito boa, o que não significa que acredite sem reservas na história. O comandante do Exército já havia dito a Zelaya que não cumpriria uma ordem declarada ilegal pela Justiça. Ele sabia que iria ser deposto. Não queria ser preso. E não foi. Retirá-lo do país, à força ou numa negociação, foi um erro estúpido. Conferiu ares de verdade à mentira evidente de que teria havido um golpe. Sigamos.
Honduras vivia, então, relativamente em paz. Cedo ou tarde, o governo que saísse das urnas acabaria sendo reconhecido. MAS UMA NOVIDADE INSUPORTÁVEL ESTARIA DADA PARA OS BOLIVARIANOS E SEUS AMIGOS: PRESIDENTE QUE RECORRER ÀS ELEIÇÕES PARA AFRONTAR A CONSTITUIÇÃO CAI. E é derrubado democraticamente. O próprio Lula, pesquisem, chegou a comentar: “Se isso vira moda…” Pois é, se isso “vira moda”, o bolivarianismo vai para o vinagre. HONDURAS, COM EFEITO, É UM PÁIS PEQUENO DEMAIS PARA INCOMODAR TANTO. A QUESTÃO É DE PRINCÍPIO PARA OS AUTORITÁRIOS. Eles precisam da soberania absoluta - e absolutista - das urnas para levar adiante o seu projeto de ditadura.
Assim, Lula, Ortega e Chávez se articularam para instaurar em Honduras o caos, a desordem, o clima de guerra civil. E pouco se importaram ou se importam com o destino dos hondurenhos. A sorte do governo provisório - e da população - é que Zelaya tem o apoio de uma minoria que chega a ser ridícula. Por isso, os distúrbios de rua são contidos com relativa facilidade. Chávez estava e está determinado a provocar um banho de sangue no país, como ficou evidente nas duas outras vezes em Zelaya tentou voltar Na semana seguinte ao conflito, esquerdistas da Venezuela e da Nicarágua foram presos no país. Estavam lá com o único fito de participar das manifestações.
O que está em jogo em Honduras é mais do que reinstalar ou não Zelaya no poder. O que está em jogo é saber qual é o limite da dita soberania de um governo eleito pelo povo. Será ele tão poderoso que pode afrontar a própria Constituição que dá legitimidade à escolha democrática? Ora, para um democrata, a resposta óbvia é “Não”. O povo não é soberano para rasgar a Constituição que declara a sua soberania, entenderam? E isso significa que há regras. As da Constituição hondurenha foram violadas por Zelaya.
Trata-se, em suma, de um choque entre a legalidade democrática e, se me permitem, o populismo absolutista. Houvesse um governo nos EUA e não um garoto-propaganda das ONGs, que tem a ambição de governar o país a partir da TV e da Internet, isso já teria ficado claro há tempos. E esses ratos gordos não estariam tão assanhados. O problema é que o gato está cuidando da maquiagem para mais um espetáculo, mais uma entrevista, mais um show midiático.
Publicado no indispensável site de Reinaldo Azevedo: www.reinaldoazevedo. com.br
A DEMOCRACIA CONTRA O POPULISMO ABSOLUTISTA quarta-feira, 23 de setembro de 2009 4:35
A tentativa levada a efeito por Hugo Chávez, Lula e Daniel Ortega de reinstalar, à força, Manuel Zelaya no poder, em Honduras, obedece a uma espécie de diretriz das esquerdas latino-americanas: evidenciar que os Poderes Legislativo e Judiciário nada podem contra um “presidente eleito pelo povo”, pouco importa o que ele faça e como se comporte. As urnas confeririam ao eleito uma autoridade que estaria acima da própria Constituição. Assim se deram as “mudanças” na Venezuela, na Bolívia e no Equador. O primeiro país já é uma ditadura; os dois outros estão a caminho, seguidos de perto por Nicarágua. Não pensem que Lula é estranho a este sentimento. É que, no Brasil, as coisas têm de ser feitas de outro modo. O fato é que estamos, no continente, diante de uma óbvia hipertrofia do Poder Executivo, que passa a reivindicar o poder absoluto ancorado na “legitimidade popular”. A fórmula, assim, fica simples: “Zelaya foi eleito? Então tem de governar”, pouco importa se de acordo com a Constituição ou contra ela.
Por isso a conspirata de agora contra o governo hondurenho. A verdade cristalina, evidente, comprovada pelos fatos, é que Honduras, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo estúpido isolamento a que vem sendo submetida depois da deposição constitucional de Manuel Zelaya, estava vivendo relativamente em paz. E o advérbio fica por conta das naturais dificuldades que enfrenta um país nessas condições. Justiça, Congresso, imprensa, Igreja, sindicatos… Cada instituição ou ente da República vivia na plenitude de seus direitos. Era assim até que Lula irrompesse no cenário.
Não custa lembrar: Zelaya foi deposto PARA QUE A LEI SE CUMPRISSE. Como sabem os leitores deste blog, não preciso de pelo menos 24 horas para opinar sobre alguma coisa; não espero que os leitores primeiro se manifestem para depois dizer o que penso. Outros aproveitam um detalhezinho ou outro para dar cavalo de pau no que vinham afirmando e sustentar, então, o contrário. No dia do que chamam golpe, que golpe nunca foi, escrevi aqui o texto Quem é mesmo o golpista em Honduras? POR ENQUANTO, Forças Armadas garantem Constituição democrática. Fui o primeiro, talvez na imprensa mundial (estou parecendo o Lula, rá, rá, rá), a fazer o óbvio: ler a Constituição hondurenha, que vinha garantindo três décadas de regime democrático no país. Não fiz nenhum favor a ninguém. Era uma obrigação de todo jornalista. Alguns não a cumpriram até hoje.
Ocorre que Hugo Chávez anunciou o que chamou de “golpe”, o Brasil seguiu atrás como cachorro vagabundo atrás do caminhão de gás, e José Miguel Insulza, o asqueroso socialista chileno que preside a OEA, estrilou e anteviu guerra civil… Aí veio o governo de Barack Hussein, que terceirizou para Madame Clinton o “setor América Latina”. E a imprensa mundial, incluindo a brasileira, que chega a estar infiltrada pela assessoria de imprensa de Celso Amorim, saiu, bovinamente, a protestar contra o “golpe”.
Que golpe? A Constituição evidencia que Zelaya caiu para preservar as instituições. Ele estava fazendo um plebiscito declarado ilegal pela Justiça e rejeitado pelo Congresso. Deu ordens ao Exército que contrariavam a Constituição. Foi deposto pela Justiça. Mas um erro grave foi cometido: foi retirado do país. Conta-me uma fonte ligada ao governo hondurenho que os representantes da Justiça e do Congresso que negociaram com Zelaya caíram num truque infantil. A decisão inicial, com base na Constituição e nas leis, era prendê-lo e processá-lo. Ele teria pedido para sair. Convenceu os interlocutores que isso evitaria confrontos e eventuais mortes. Cederam a seus apelos. O pijama já fazia parte de sua pantomima. Chávez, o real organizador e financiador do plebiscito, tratou de cada detalhe da saída de Zelaya e, depois, da “resistência”. O governo provisório de Honduras apostou que o madeireiro milionário pensaria nos próprios negócios e na fortuna que tem no país e não criaria problemas. Deu no que deu.
A fonte é muito boa, o que não significa que acredite sem reservas na história. O comandante do Exército já havia dito a Zelaya que não cumpriria uma ordem declarada ilegal pela Justiça. Ele sabia que iria ser deposto. Não queria ser preso. E não foi. Retirá-lo do país, à força ou numa negociação, foi um erro estúpido. Conferiu ares de verdade à mentira evidente de que teria havido um golpe. Sigamos.
Honduras vivia, então, relativamente em paz. Cedo ou tarde, o governo que saísse das urnas acabaria sendo reconhecido. MAS UMA NOVIDADE INSUPORTÁVEL ESTARIA DADA PARA OS BOLIVARIANOS E SEUS AMIGOS: PRESIDENTE QUE RECORRER ÀS ELEIÇÕES PARA AFRONTAR A CONSTITUIÇÃO CAI. E é derrubado democraticamente. O próprio Lula, pesquisem, chegou a comentar: “Se isso vira moda…” Pois é, se isso “vira moda”, o bolivarianismo vai para o vinagre. HONDURAS, COM EFEITO, É UM PÁIS PEQUENO DEMAIS PARA INCOMODAR TANTO. A QUESTÃO É DE PRINCÍPIO PARA OS AUTORITÁRIOS. Eles precisam da soberania absoluta - e absolutista - das urnas para levar adiante o seu projeto de ditadura.
Assim, Lula, Ortega e Chávez se articularam para instaurar em Honduras o caos, a desordem, o clima de guerra civil. E pouco se importaram ou se importam com o destino dos hondurenhos. A sorte do governo provisório - e da população - é que Zelaya tem o apoio de uma minoria que chega a ser ridícula. Por isso, os distúrbios de rua são contidos com relativa facilidade. Chávez estava e está determinado a provocar um banho de sangue no país, como ficou evidente nas duas outras vezes em Zelaya tentou voltar Na semana seguinte ao conflito, esquerdistas da Venezuela e da Nicarágua foram presos no país. Estavam lá com o único fito de participar das manifestações.
O que está em jogo em Honduras é mais do que reinstalar ou não Zelaya no poder. O que está em jogo é saber qual é o limite da dita soberania de um governo eleito pelo povo. Será ele tão poderoso que pode afrontar a própria Constituição que dá legitimidade à escolha democrática? Ora, para um democrata, a resposta óbvia é “Não”. O povo não é soberano para rasgar a Constituição que declara a sua soberania, entenderam? E isso significa que há regras. As da Constituição hondurenha foram violadas por Zelaya.
Trata-se, em suma, de um choque entre a legalidade democrática e, se me permitem, o populismo absolutista. Houvesse um governo nos EUA e não um garoto-propaganda das ONGs, que tem a ambição de governar o país a partir da TV e da Internet, isso já teria ficado claro há tempos. E esses ratos gordos não estariam tão assanhados. O problema é que o gato está cuidando da maquiagem para mais um espetáculo, mais uma entrevista, mais um show midiático.
Publicado no indispensável site de Reinaldo Azevedo: www.reinaldoazevedo. com.br
30/07/2009
Cá estou com o português nos braços

Tenho um costume antigo, cultivado desde os 19 anos, iniciado por um colega de trabalho, que é frequentar sebos de livros. Aqui em Curitiba, visitei alguns sebos. Garimpei, que, aliás, é o grande "barato" dos sebos, e descobri as obras completas de Ferreira de Castro, grande escritor português, autor do monumental A Selva.
Sempre fico sensibilizado, e é de grande valia, relembrar a biografia de Ferreira de Castro. Ainda jovem, experimentou as condições mais precárias de existência. Passou fome, submeteu-se a trabalhos braçais e de exposição degradante, mas nunca desistiu de escrever. Tinha tudo para ser um zé-ninguém, um pobre e coitado, um perdedor, mas foi vitorioso. Este sujeito tinha uma ambição, um sonho e nada o impediu de escrever.
E você, que jamais chegou perto da condição de Ferreira de Castro, ainda quer desistir ?
Notas de julho 5 - Conspiração da Bondade
Pequenos gestos, atitudes e iniciativas podem causar o bem, impressionar e beneficiar pessoas. Isso é totalmente bíblico, está na linha da vontade de Cristo.
Você precisa acreditar que Deus coloca diante de você, todos os dias, oportunidades para que a bondade dele seja revelada por meio de suas atitudes. Você é o veículo por excelência para que Deus chegue às pessoas.
Eu estava no posto de gasolina. Fui abordado por um jovem senhor, que com sua família mineira, desejava encontrar uma saída do centro de Curitiba para São Paulo. Abordou-me porque viu a placa de SP de meu carro. Ninguém, nem taxista, tivera a paciência para explicar a rota de saída da cidade.
Sorri e disse-lhe que já passara por tal situação. Fiz de tudo para que ele entendesse a rota. Fui simpático, didático, repetitivo. Ele ficou alegre, comentou que nunca obtivera uma explicação tão detalhada, que não esperava tal paciência de minha parte.
A rápida conversa desviou para outro assunto, quando tive a oportunidade de dizer-lhe que sou pastor, desejando a todos uma viagem familiar abençoada e tranquila.
Ele saiu feliz, sorridente, provavelmente com uma boa impressão de um pastor.
Pronto, a porta está aberta. Quem sabe o Senhor colocou aquele homem no meu caminho, para que eu pavimentasse a estrada que vai conduzi-lo, mais adiante, pelas veredas da fé ? Não pode ser ?
O fato mais importante disso tudo, para qualquer cristão, é que Deus espera de nós a bondade, a chave que abre portas para lugares mais importantes.
Você precisa acreditar que Deus coloca diante de você, todos os dias, oportunidades para que a bondade dele seja revelada por meio de suas atitudes. Você é o veículo por excelência para que Deus chegue às pessoas.
Eu estava no posto de gasolina. Fui abordado por um jovem senhor, que com sua família mineira, desejava encontrar uma saída do centro de Curitiba para São Paulo. Abordou-me porque viu a placa de SP de meu carro. Ninguém, nem taxista, tivera a paciência para explicar a rota de saída da cidade.
Sorri e disse-lhe que já passara por tal situação. Fiz de tudo para que ele entendesse a rota. Fui simpático, didático, repetitivo. Ele ficou alegre, comentou que nunca obtivera uma explicação tão detalhada, que não esperava tal paciência de minha parte.
A rápida conversa desviou para outro assunto, quando tive a oportunidade de dizer-lhe que sou pastor, desejando a todos uma viagem familiar abençoada e tranquila.
Ele saiu feliz, sorridente, provavelmente com uma boa impressão de um pastor.
Pronto, a porta está aberta. Quem sabe o Senhor colocou aquele homem no meu caminho, para que eu pavimentasse a estrada que vai conduzi-lo, mais adiante, pelas veredas da fé ? Não pode ser ?
O fato mais importante disso tudo, para qualquer cristão, é que Deus espera de nós a bondade, a chave que abre portas para lugares mais importantes.
29/07/2009
Notas de julho - 4
Visitei duas grandes igrejas presbiterianas em Londrina. Algumas observações:
1. A juventude (ou gente com menos de 50 anos) compõe pelo menos 70% da membresia;
2. A oração é a base de tudo o que se faz. Ora-se forte naquelas igrejas;
3. Elegeram os Grupos Pequenos (chamam de células) como a força da igreja;
4. Os louvores são moderados;
5. Têm forte atuação na cidade;
6. O voluntariado é grande, apaixonado;
7. Romperam barreiras para continuar cumprindo a missão. São totalmente evangelizadoras;
8. Usam todos os recursos de mídia;
9. O rol de membros está na casa dos milhares;
Exatamente o mesmo estou vendo aqui em Curitiba, na Primeira Igreja Batista.
Aprender com gente que faz é o mais importante. Gente que cumpre a Palavra.
Estou feliz.
1. A juventude (ou gente com menos de 50 anos) compõe pelo menos 70% da membresia;
2. A oração é a base de tudo o que se faz. Ora-se forte naquelas igrejas;
3. Elegeram os Grupos Pequenos (chamam de células) como a força da igreja;
4. Os louvores são moderados;
5. Têm forte atuação na cidade;
6. O voluntariado é grande, apaixonado;
7. Romperam barreiras para continuar cumprindo a missão. São totalmente evangelizadoras;
8. Usam todos os recursos de mídia;
9. O rol de membros está na casa dos milhares;
Exatamente o mesmo estou vendo aqui em Curitiba, na Primeira Igreja Batista.
Aprender com gente que faz é o mais importante. Gente que cumpre a Palavra.
Estou feliz.
Notas de julho - 3
Sei que quando desconhecemos nossa história, nosso fio de identidade, enveredamo-nos por qualquer caminho, o mais perigoso é o da descaracterização.
Os presbiterianos, somos um grupo cuja origem teológica, fincada no século XVI, considera a soberania, majestade e atuação de Deus em todas as esferas. Não há um só canto onde Deus não deva estar presente. E Ele está presente pela atuação de sua Igreja, quando, pelo testemunho da Palavra e ações, tudo ao redor gira em conformidade à Sua vontade. Ele espera que sua vontade, expressa na Bíblia, seja materializada por nossas ações.
O mundo está caminhando contra a maré evangélica. Não podemos simplesmente ignorar as incursões malignas em todos os setores. Ao contrário, interpretando corretamente, devemos promulgar uma palavra forte e atuar politicamente.
Nada me tira da mente o estrago profundo causado pelo enfraquecimento do protestantismo histórico, seja na Europa, Estados Unidos e aqui no Brasil.
Ainda pagaremos caro pela cegueira diante de um Obama desconhecido (não para poucos), um presidente brasileiro espertíssimo, um senador falsamente católico e uma televisão sincrética, quando no fundo é mesmo espírita.
Está para ressuscitar uma Igreja Protestante Histórica que cuide da pregação ousada do Evangelho, do testemunho profético, que defenda os valores mais caros de sua formação.
Os tempos estão sombrios.
Os presbiterianos, somos um grupo cuja origem teológica, fincada no século XVI, considera a soberania, majestade e atuação de Deus em todas as esferas. Não há um só canto onde Deus não deva estar presente. E Ele está presente pela atuação de sua Igreja, quando, pelo testemunho da Palavra e ações, tudo ao redor gira em conformidade à Sua vontade. Ele espera que sua vontade, expressa na Bíblia, seja materializada por nossas ações.
O mundo está caminhando contra a maré evangélica. Não podemos simplesmente ignorar as incursões malignas em todos os setores. Ao contrário, interpretando corretamente, devemos promulgar uma palavra forte e atuar politicamente.
Nada me tira da mente o estrago profundo causado pelo enfraquecimento do protestantismo histórico, seja na Europa, Estados Unidos e aqui no Brasil.
Ainda pagaremos caro pela cegueira diante de um Obama desconhecido (não para poucos), um presidente brasileiro espertíssimo, um senador falsamente católico e uma televisão sincrética, quando no fundo é mesmo espírita.
Está para ressuscitar uma Igreja Protestante Histórica que cuide da pregação ousada do Evangelho, do testemunho profético, que defenda os valores mais caros de sua formação.
Os tempos estão sombrios.
Notas de julho - 2
Surpreendo-me quando sou indagado sobre como vai a linda e histórica Igreja Presbiteriana do Jardim das Oliveiras. Isso quando ocorre, é claro, fora de São Paulo.
No Rio de Janeiro, para onde fui participar de encontro de líderes da década de 70, e, também, convidar o Rev. Guilhermino Cunha para ser o pregador do nosso próximo aniversário, ouvi duas pessoas recordando o "grande pastor e pregador Rev. José Borges dos Santos Jr."
Talvez, hoje, alguns não considerem, por desconhecimento, a importância histórica da nossa igreja. Ela ainda está no imaginário de muita gente.
A IPJO terá a honra de receber o Rev. Guilhermino no segundo domingo de março do próximo ano. Nosso secretário sinodal de mocidade, na década de 70, no Rio de Janeiro, é pastor da Catedral Presbiteriana, primeira igreja presbiteriana instalada no Brasil, no século 19.
Aqui está a foto da linda igreja:

Notas de julho - 1
Neste mês de julho eu estou pesquisando algumas igrejas históricas de sucesso. Que seja entendido como sucesso o fato da igreja atuar em várias áreas (com qualidade) e estar em crescimento numérico. Minhas concentrações estão em três igrejas presbiterianas e uma batista.
Primeiro no Rio de Janeiro, depois em Londrina, e, agora, em Curitiba.
A minha igreja, Jardim das Oliveiras, é especial. Aos poucos, vai entendendo as especificidades e dificuldades do ato de pastorear no século XXI. Por isso, sinto-me na santa e agradável obrigação de trabalhar cada vez mais, não tanto em quantidade (porque isso já seria impossível), mas pinçando a qualidade. Quero dizer, onde existe um trabalho de qualidade inegável, estarei lá para fuçar, esquadrinhar, saber quais são os fatores específicos daquela igreja, e, no geral, quais são os comuns a todas elas.
Esta é minha tarefa para o mês de julho.
Primeiro no Rio de Janeiro, depois em Londrina, e, agora, em Curitiba.
A minha igreja, Jardim das Oliveiras, é especial. Aos poucos, vai entendendo as especificidades e dificuldades do ato de pastorear no século XXI. Por isso, sinto-me na santa e agradável obrigação de trabalhar cada vez mais, não tanto em quantidade (porque isso já seria impossível), mas pinçando a qualidade. Quero dizer, onde existe um trabalho de qualidade inegável, estarei lá para fuçar, esquadrinhar, saber quais são os fatores específicos daquela igreja, e, no geral, quais são os comuns a todas elas.
Esta é minha tarefa para o mês de julho.
28/07/2009
Improdutividade Histórica
Raul Castro pede que cubanos trabalhem maisCuba é um país agrícola, mas importa 80% dos alimentos que consome. Em 2007, a metade das terras nas mãos do Estado estava sem cultivar, e Raúl Castro deu ordem de acabar com esse despropósito e distribuí-las em usufruto entre agricultores e cooperativistas. No domingo o mandatário deu os últimos números: foram entregues 690 mil hectares, aproximadamente 39% da "área ociosa", e dessa terra só um terço está semeado. "Não podemos nos sentir tranquilos enquanto existir um só hectare de terra sem emprego útil", disse ele.
(publicado na Folha de SP de hoje)
Aqui está a completa e mais direta declaração do fracasso comunista. Em todo canto, e não há um exemplo na história que diga o contrário, a gritaria do Novo Homem, sob a beleza do comunismo, cantado em verso e prosa pelos idiotas de plantão, nunca vingou. O comunismo é um fracasso abissal, e em todos os aspectos.
Em 86, na Nicarágua, eu moleque burro, adestrado desastradamente pela Teolologia da Libertação, ainda dava alguns créditos aos "comunistas evangélicos" cubanos. Hoje, eu nem iria ao evento promovido pelo CMI.
Abraço.
01/07/2009
Não houve "golpe de Estado" em Honduras

Acabei de postar uma homenagem ao nosso Kaká (veja abaixo). Seria só um posto nesta noite, mas não pude evitar. Venho lendo muita bobagem sobre o "golpe" em Honduras. Resolvi reproduzir as palavras de uma das maiores conhecedoras de política da América Latina, Graça Salgueiro. Se não me engano, uma tenaz pernambucana que, sozinha, brinda-nos com o que há de melhor para conhecer a articulação continental rumo ao socialismo.
Em tempo: a foto ao lado apresenta três dos vários patetas latinoamericanos.
(Caso não se interesse por política, vá direto à homenagem ao Kaká, penúltima postagem)
Ora, Zelaya infringiu o Artigo 4 da Constituição, o qual o incrimina automaticamente por "delito de traição à Pátria", e perdeu a qualidade de cidadão ao infringir o Artigo 42, inciso 5, conforme destacado acima. Por estas infrações o Tribunal Eleitoral, a Procuradoria Geral, o Congresso e a Corte Suprema de Justiça declararam o referendo ilegal. Apesar disso, Zelaya, como um louco alucinado e cego, passou por cima de todas as instâncias superiores desobedecendo as ordens de não realizar o referendo, destituiu no dia 24 pp. Romeo Vásquez Velásquez do cargo de chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, por recusar-se a colaborar com um ato ilegal e inconstitucional (que a Corte Suprema e o Congresso o restituíram a seu cargo), rasgou a Constituição e decidiu levar adiante o plano de Chávez e Fidel.
Tegucigalpa, capital de Honduras, amanheceu ontem em polvorosa, quando militares do Exército invadiram às 5 h. da manhã o palácio presidencial, tiraram de lá o presidente Manuel Zelaya e o despacharam para a Costa Rica. Este gesto heróico e histórico visava a evitar que se realizasse um referendo, convocado ilegalmente por Zelaya para a criação de uma Assembléia Constituinte, cuja meta era anular a Constituição de 1982 e em seu lugar criar uma nova que permitisse a reeleição presidencial indefinidamente.
Zelaya foi eleito em 2006, através de eleições limpas e democráticas, pelo Partido Liberal (de direita), e realizava um governo normal até ser picado pelo ferrão de Chávez; com isso deu uma guinada de 360% em sua postura político-ideológica causando estranheza até em seus correligionários. Chávez o convenceu a participar da ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas) e a partir de então, através de favores, começou o monitoramento. Zelaya tornou-se "bolivariano", foi a Cuba lamber as botas de Fidel que não lhe poupou elogios, e passou a alimentar a idéia totalitária de perpetuar-se no poder como já está concretizado na Venezuela e na Bolívia.
A Constituição hondurenha não permite reeleição e é muito clara em seu posicionamento a quem descumpra tal determinação, conforme atestam os artigos abaixo:
"ARTIGO 4 - A forma de governo é republicana, democrática e representativa. É exercida por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, complementares e independentes e sem relações de subordinação.
A alternância no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria.
ARTIGO 42 - A qualidade de cidadão se perde:
1. Por prestar serviços em tempo de guerra a inimigos de Honduras ou de seus aliados;
2. Por prestar ajuda contra o Estado de Honduras, a um estrangeiro ou a um governo estrangeiro em qualquer reclamação diplomática ou ante um tribunal internacional;
3. Por desempenhar no país, sem licença do Congresso Nacional, emprego de nação estrangeira, do ramo militar ou de caráter político;
4. Por restringir a liberdade de sufrágio, adulterar documentos eleitorais ou empregar meios fraudulentos para burlar a vontade popular;
5. Por incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República, e,
6. Por residir os hondurenhos naturalizados, por mais de dois anos consecutivos no estrangeiro, sem prévia autorização do Poder Executivo.
Nos casos a que se referem os incisos 1 e 2, a declaração da perda da cidadania será feita pelo Congresso Nacional, mediante expediente circunstanciado que se faça para o efeito. Para os casos dos incisos 3 e 6, tal declaração será feita pelo Poder Executivo mediante acordo governativo; e para os casos dos incisos 4 e 5, também por acordo governativo, anterior à sentença condenatória ordenada pelos tribunais competentes".
Ora, Zelaya infringiu o Artigo 4 da Constituição, o qual o incrimina automaticamente por "delito de traição à Pátria", e perdeu a qualidade de cidadão ao infringir o Artigo 42, inciso 5, conforme destacado acima. Por estas infrações o Tribunal Eleitoral, a Procuradoria Geral, o Congresso e a Corte Suprema de Justiça declararam o referendo ilegal. Apesar disso, Zelaya, como um louco alucinado e cego, passou por cima de todas as instâncias superiores desobedecendo as ordens de não realizar o referendo, destituiu no dia 24 pp. Romeo Vásquez Velásquez do cargo de chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, por recusar-se a colaborar com um ato ilegal e inconstitucional (que a Corte Suprema e o Congresso o restituíram a seu cargo), rasgou a Constituição e decidiu levar adiante o plano de Chávez e Fidel.
Apesar de todas essas evidências, quando os militares depuseram Manuel Zelaya do cargo que - a partir de então - ocupava ilegalmente, em defesa da Constituição, do Estado de Direito, do império da Lei e da garantia da Ordem, Chávez encabeçou um movimento junto com seus capachos Ortega e Correa, chamando o ato legítimo de "golpe de Estado". Imediatamente, como rastilho de pólvora, todos os outros camaradas pertencentes à ALBA e ao Foro de São Paulo saíram em defesa da "restituição imediata de Zelaya ao seu legítimo posto de presidente".
As declarações dadas por Lula, Correa, Ortega, Fidel e Chávez beiram a insanidade, sobretudo porque nenhum deles tem moral para acusar de "golpistas" àqueles que apenas fizeram valer o direito constitucional, além de serem eles mesmos golpistas em seus países. Chávez deu dois golpes de Estado, deixando mais de 30 mortos e centenas de feridos antes de chegar legalmente ao poder; Ortega idem, com seu terrorismo sandinista e Fidel, o que dizer deste abominável excremento humano que até hoje mantém um país inteiro seqüestrado desde há 50 malditos anos?
Hillary Clinton declarou que "Isto deve ser condenado por todos. Chamamos todas as partes em Honduras a respeitar a ordem constitucional e o império da lei", mas esta comunista ordinária sabia o que pretendia o deposto Zelaya para fazer afirmação mais estúpida e desconectada da realidade? Lula, por sua vez, disse que "Não podemos aceitar mais, na América Latina, que alguém queira resolver seu problema de poder pela via do golpe", mas o que tem feito há dez anos seu amigo golpista e mentor de todos os delinqüentes, Hugo Chávez, sempre com seu irrestrito apoio? Quando o golpe - de fato - é dado pelas esquerdas, tudo é correto e aceitável; entretanto, quando aqueles que respeitam as Leis e a Ordem se insurgem contra os querem destruí-las, estes psicopatas são os primeiros a causar tumulto e a incitar o povo à rebelião.
Hoje, reunidos na Nicarágua já com o presidente deposto (que chegou num avião enviado expressamente pelo governo da Venezuela - a revelia do povo venezuelano), Chávez, Ortega e Correa chamaram os defensores de Zelaya "à rebelião contra os golpistas". Segundo Correa, "Os soldados, jovens e os oficiais não comprometidos com a oligarquia não têm porque obedecer ordens ilegais, e por isso devem se rebelar contra essa cúpula corrupta". Chávez foi mais longe: "Eu tenho certeza de que aos golpistas de Honduras e a esse presidente espúrio e usurpador e os que o apóiam, lhes esperam a mesma sorte que a oligarquia venezuelana". Isto não é crime previsto em lei? Não existe aí uma ameaça velada?
Ademais, o presidente Micheletti assegurou que 12 assessores nicaragüenses e venezuelanos chegaram a Honduras para colaborar com Zelaya e foram recebidos por pessoal da Casa Presidencial, e que o material eleitoral que seria utilizado ontem no referendo chegou ao país em aviões venezuelanos, segundo informações da Força Aérea Hondurenha. Isto não é ingerência nos assuntos internos de outro país ou Chávez já considera Honduras mais um "quintal" seu?
Por seu lado, a União Européia qualificou de "inaceitável" o derrocamento do governo hondurenho, enquanto Barak Obama declarou que o ocorrido neste fim de semana é "um golpe de Estado ilegal e que Manuel Zelaya continua sendo o presidente legítimo do país centro-americano". José Miguel Insulza, secretário geral da OEA, disse que "esse organismo está disposto a um diálogo com Honduras unicamente se Zelaya for restituído como presidente", reiterando que no continente "os militares golpistas não têm cabimento". Por outro lado, o presidente da Assembléia Geral da ONU, o "ex" terrorista sandinista Miguel D'Escoto convidou Zelaya à Assembléia tão logo seja possível. E a rebelião de fato já começou, com os defensores de Zelaya descumprindo acintosamente o toque de recolher, depredando os arredores do Palácio, queimando pneus e afrontando a Polícia que está reagindo apenas com a dispersão através de bombas de gás lacrimogêneo.
O bispo auxiliar de Tegucigalpa, Dom Darwin Andino, com uma visão bastante lúcida da realidade declarou que "o país não pode se entregar ao chavismo", não escondendo sua preocupação ao perceber que "em Honduras está se dando o mesmo que se deu na Venezuela, na Bolívia e no Equador ao somar-se às iniciativas políticas de Chávez. Daqui eu vejo tudo na mão do presidente venezuelano Hugo Chávez, e o país não pode se entregar ao chavismo nem a ninguém, pois queremos continuar sendo livres e independentes".
Diante da afronta internacional que vem sofrendo o presidente empossado, Roberto Micheletti declarou que "não se rompeu a ordem institucional; temos feito o que manda a lei", no que é respaldado pela Corte Suprema de Honduras que declarou em um comunicado: "As Forças Armadas, como defensoras do império da Constituição, atuaram em defesa do Estado de Direito, obrigando a cumprir as disposições legais aos que publicamente manifestaram e atuaram contra as disposições da Carta Magna".
E eu já estava encerrando este artigo quando chega a confirmação, através de uma carta que o presidente do PRD (Partido da Revolução Democrática - de extrema esquerda) do México enviou à embaixadora hondurenha naquele país, de que por trás desse exagerado apoio à ilegalidade estão a OEA, o Grupo do Rio, a ONU, a União Européia, a Internacional Socialista e o Foro de São Paulo, organizações que reúnem a escória política do mundo.
Honduras é um país pequeno, pobre e fraco, apesar de ter militares e políticos dignos que provaram com esta atitude que nem todos se deixam intimidar por delinqüentes arrogantes como Chávez e sua gang internacional. Entretanto, a pressão exercida desde fora está sendo muito grande e intensiva, pois uma coisa que as esquerdas têm décadas de prática - e por isto exercem muito bem - é em mobilização de massas; eles sabem como esmagar o inimigo, comprando consciências, difamando, distorcendo fatos, plantando desinformação. Oxalá o novo presidente e suas gloriosas Forças Armadas possam resistir com bravura a tantos ataques de uma só vez e de todos os lados, pois o que Chávez e esses grupos coordenados pelo Foro de São Paulo pretendem é repetir o que ocorreu na Venezuela em 11 de abril de 2002, em que Chávez acabou voltando ao poder. Se isto acontecer e Zelaya voltar, o massacre vai ser grande, a repressão aos opositores vai ser violenta e os hondurenhos podem dar adeus à democracia. Os venezuelanos que me desmintam se puderem...
O Craque de Cristo

"Kaká é um dos ícones de nosso tempo. Além da capacidade profissional, conquistou o mundo com comportamento impecável dentro e fora do campo." (Fiorentino Pérez, presidente do Real Madri)
Nosso maior craque é um exemplo de influência cristã no mundo. Nunca negou ser evangélico, a cada gol aponta para o céu, agradecendo a Deus, não teve vergonha de dizer que casou casto, ofertante fiel à sua igreja e muito mais.
A cada dia vemos o cristianismo perder terreno no primeiro mundo. A cada dia vemos o cristianismo se descaracterizar no terceiro mundo e, se quiser, nos emergentes. Urge aparições de cristãos convictos, que liderem em suas respectivas atividades, que cravem o bom exemplo e sejam seguidos pela curiosidade, pela pergunta que importa: Por que ele é assim ? O que o faz ser quem é ? As respostas embicarão para a pessoa e mensagem de Cristo. Isso, o Kaká faz muito bem. Por isso, craque integral.
30/06/2009
Somente Oração da Noite para sedar a indignação
Infelizmente não há um tribuno sequer que peite os desatinos que proliferam dentro dos três poderes. Onde está o deputado ou senador que consiga entender o que acontece dentro de sua própria casa ou radiografe o estado mental do executivo ? Onde está a coragem de um Carlos Lacerda, o demolidor ? (refiro-me apenas à coragem e a espantosa veia retórica)
Como podemos engolir um cínico senador (Sarney) que considera o senado como negócio de família, trazendo sob suas asas seus asseclas, que se beneficiam de iguais ou menores benesses ?
Como podemos engolir um presidente cujo repertório de besteiras só pode ser enquadrado no território do surreal. Endossa o ditador iraniano e suas fraudes e condena a constituição de Honduras que derruba, legitimamente, um presidente, este sim, transgressor ? (sem entrar em mérito algum, por favor)
Vou dormir cedo hoje. Já enchi minha paciência. Acabo de ler um e-mail de colega presbiteriano, petista e ... ah, dane-se, doente espiritual e mental. É verdade, gente que não quer enxergar, não quer se instruir, não quer ver a realidade ... isso é caso de psiquiatria, tem de tomar remédio. E eu disse isso para ele.
Vou dormir. "Pilhado" de indignação. O bom é que me lembrei do nosso hino da noite, coisa que ouvia muito quando criança, pelo rádio, em programa de meu querido pediatra evangélico. Ainda vou colocar algo parecido no sita da IPJO, algo como conforto para o fim da noite. Nós merecemos. Fique com o maravilhoso hino.
Como podemos engolir um cínico senador (Sarney) que considera o senado como negócio de família, trazendo sob suas asas seus asseclas, que se beneficiam de iguais ou menores benesses ?
Como podemos engolir um presidente cujo repertório de besteiras só pode ser enquadrado no território do surreal. Endossa o ditador iraniano e suas fraudes e condena a constituição de Honduras que derruba, legitimamente, um presidente, este sim, transgressor ? (sem entrar em mérito algum, por favor)
Vou dormir cedo hoje. Já enchi minha paciência. Acabo de ler um e-mail de colega presbiteriano, petista e ... ah, dane-se, doente espiritual e mental. É verdade, gente que não quer enxergar, não quer se instruir, não quer ver a realidade ... isso é caso de psiquiatria, tem de tomar remédio. E eu disse isso para ele.
Vou dormir. "Pilhado" de indignação. O bom é que me lembrei do nosso hino da noite, coisa que ouvia muito quando criança, pelo rádio, em programa de meu querido pediatra evangélico. Ainda vou colocar algo parecido no sita da IPJO, algo como conforto para o fim da noite. Nós merecemos. Fique com o maravilhoso hino.
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