23/04/2011

Domingo da Ressurreição

Páscoa Cristã
 Ressurreição de Jesus

Ele não está aqui, ressuscitou.


Mateus 28, 1-10
 No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.  E eis que houvera um grande terremoto; pois um anjo do Senhor descera do céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como a neve.  E de medo dele tremeram os guardas, e ficaram como mortos. Mas o anjo disse s mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia; e ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos; e eis que vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que vo-lo tenho dito.
 E, partindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos discípulos. E eis que Jesus lhes veio ao encontro, dizendo: Salve. E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram.
 Então lhes disse Jesus: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão para a Galiléia; ali me verão.

Ouça o hino tradicional da Ressurreição

22/04/2011

Sexta-feira da Paixão de Jesus Cristo



Numa sexta-feira, chamada santa, o divino e o humano expuseram suas "vísceras", das "entranhas" divinas e humanas, do fundo dos seres, entrelaçados, fundidos, entregaram o maior, mais profundo e elástico amor da face do universo.  Na sexta-feira santa, entre agonia e rendição, Jesus Cristo estava reconciliando o universo, colocando a criatura humana no centro de tudo.

Por quê ?  Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3,16).  Mas por que com sacrifício e sangue, por que pregado e rasgado numa cruz ?

Porque somente ele, Jesus, poderia suportar e reverter o nosso destino, já que em nossa condição de pecadores, somos até hoje absolutamente precários em fazer qualquer coisa para salvar-nos da nossa condição. Por amor, somente por amor, Jesus nos substituiu, foi em nosso lugar, pagou o preço impagável. Somente ele poderia entregar sua própria vida (humana, como nós), somente ele, por ser ele, por estar rendido e obediente ao Pai, poderia vencer a morte - com a vida ressurreta.

Meu amado, adicione ao seu descanso (feriado) a reflexão sobre a obra de Cristo na cruz.  Aceite e siga o Cristo da cruz, porque lá, em agonia e paixão por você, sim, por você, ele estava e está convidando (todas as pessoas) para a vida eterna, para vencer, como ele, a morte.

Sexta-feira da paixão, a sua sexta-feira, a sexta-feira feita para o mundo em agonia.

20/04/2011

Homens e Deuses

Um dos prazeres desta vida é ter acesso à arte. Alguns filmes elevam e justificam a teimosia de um homem cansado da lide diária, quando, entre a cama e a poltrona, arrisca examinar uma obra premiada em Cannes. Salve a poltrona do cinema!
Recomendo o filme Homens e Deuses, de extrema sensibilidade existencial, corretas colocações religiosas e, sem abusar da propaganda contrária, acerta no enquadramento dos vilões.

Destaco, entre outras coisas, o espírito cristão genuíno dos monges, mesmo sofrendo do medo humano, não deixam de consultar suas consciências, embebidas do evangelho.

Não pisque na cena da ceia e seu contexto seguinte.

Não fica bem eu falar mais.  Corra para o cinema.


18/04/2011

Finda-se este dia (3) - com Randy Travis

Randy Travis é um cantor country cristão.  Tive a oportunidade de garimpar dois discos dele com músicas cristãs neste estilo.

Também para ouvir no fim de noite.

15/04/2011

Round Midnight - Miles Davis

Para o início ou fim de algumas noites.  Se for com meia luz e um bom vinho, melhor.
Eu recomendo comprar o disco.

13/04/2011

Você já viu isso ?

Meus caríssimos, a máxima do mau gosto, aliada a nenhuma fundamentação bíblica, provoca, hoje, um desgosto sem tamanho. Qualquer dia, se é que já não estamos nele, a linguagem e forma do evangelicalismo estará mais para frankestein do que sei lá ...
Não sei se dou gargalhadas ou se choro.
Assista e verifique o motivo pelo qual somos fracos nesta sociedade.

12/04/2011

Finda-se este dia (2)

Ao chegar cansado, exausto, após dia intenso de trabalho, talvez até irritado com o trânsito lento, é necessário preparar o merecido descanso. Não falo do banho aquecido, do sabonete cheiroso, do creme revigorante para a pele, da comida gostosa ou suficiente para saciar a fome, das notícias da tv irritantemente negativas, talvez até o início de um filme; mas sim, quem sabe até para variar, de uma boa e rejuvenescente música cristã, uma oração de gratidão, do inventário das benesses do dia, da súplica por perdão pelos erros e ... então adormecer, descansar no Senhor, preparando o dia seguinte.

Esta é a minha sugestão.

Ouça o hino abaixo e entregue-se à gratidão suave e rendida ao Pai.

06/04/2011

A Cada Manhã


A cada manhã, diz a Bíblia, as misericórdias do Senhor são renovadas, oferecidas, doadas.  Brotam do coração bondoso paimaterno de Deus em busca das nossas necessidades.

Elas chegam, caminham ao encontro das nossas angústias, medos, inseguranças, descrenças.

Pousam suaves sobre e em nossas vidas.

As misericórdias do Senhor não pedem merecimento. Ao contrário, elas escolhem aqueles cuja desesperança ou baixa estima pessoal sufocam e entristecem o dia, do levantar até o recolhimento.

Somente um Deus que é Pai/Mãe, criador soberano, pode oferecer o que não merecemos, e, também, muitas vezes, não pedimos, e nem sabemos que estão disponíveis.

Acredite, abra o coração, a mente, todo o ser e ... receba a companhia, presença e bênçãos do Deus Conosco.

O seu dia será outro, diferente, melhor, a Cada Manhã.

18/03/2011

A diferença

Caráter japonês transparece diante do desastre
Gavin Blair
The Christian Science Monitor

Após os abalos secundários que mexeram com os nervos da população já tão maltratada, em meio aos temores de uma nova desestabilização dos quatro reatores seriamente danificados na usina nuclear Fukushima Daiichi, agora o frio e a fome constituem uma nova ameaça para os moradores de Tohoku, região nordeste do Japão - uma das mais atingidas pelo terremoto seguido de tsunami que devastou o país há uma semana.
Mas em meio a toda essa destruição, escassez e desespero, o que transparece é o caráter do povo japonês, que permanece resolutamente respeitoso, honesto e consciencioso durante todo esse que é o mais sinistro dos tempos.
"Sentimos muito em dizer que não temos nenhum veículo para alugar no momento. Não tenho desculpas por não poder ser mais útil ao senhor", o funcionário de uma agência de aluguel de carros em Yamagata disse a um cliente coberto de neve.
Mas na verdade, ele teria muitas desculpas: Yamagata enfrenta uma grande escassez de combustível, alimento e eletricidade, ao mesmo tempo que vem recebendo refugiados vindos das regiões em torno dos instáveis reatores nucleares em Fukushima.
Baixas temperaturas. As temperaturas começaram a cair abaixo de zero esta semana e a neve cobriu toda a região, aumentando o sofrimento das centenas de milhares de pessoas que foram retiradas, muitas sem alimento, água ou abrigo, e trazendo mais privação para aqueles que não foram afetados diretamente pelo terremoto e o tsunami.
Embora a ansiedade predomine por todo o país em razão das múltiplas crises, mesmo na região de Tohoku é difícil ver alguma rachadura na estrutura das maneiras e civilidade que definem a cultura japonesa.
Histórias de saques e furtos, que costumam acompanhar os desastres em todo o mundo, não são ouvidas por aqui, são impensáveis.
A noção do "gaman", que significa suportar ou tolerar o que é insuportável, também tem um valor fundamental para o povo japonês; e esse traço de caráter que é manifestar consideração pelo próximo, mesmo em momentos de pressão, costuma sempre surpreender o estrangeiro.
Nas longas filas nos postos de gasolina e supermercados por todo o país, longe de Tóquio é raro ver pessoas falando alto ou perdendo a calma. Elas abrem espaço para outros carros passarem e ninguém tenta furar uma fila.
Mesmo entre os refugiados que chegaram há pouco ao Centro Esportivo da cidade de Yamagata, não há nenhum sinal de desordem, as regras são cumpridas à letra e a disposição no geral é grande.
Uma mulher falou da sua preocupação com o futuro dos filhos por causa dos vazamentos de radiação, mas disse que esperava poder reconstruir sua casa, arrastada pelo tsunami. O tom de sua voz e a sua atitude não traduziam a magnitude da experiência vivida ou a tarefa de reconstruir sua vida: ela bem poderia estar se queixando de uma viagem desagradável para trabalhar de manhã.
"Estamos esperando mil refugiados aqui e temos somente 4 mil refeições", contou Minoru Harada, funcionário da administração local atuando como diretor do centro de emergência.
Necesidade. "Não temos combustível suficiente e estamos mantendo o aquecimento aqui no centro no mínimo possível - faremos o que pudermos".
É o espírito de um povo que construiu essa terra superpovoada e sem recursos a partir das cinzas da sua devastação na 2.ª Guerra, transformando-a num dos países mais avançados do mundo.
Provavelmente será esse espírito que, mais do que qualquer outra coisa, ajudará o país a se recuperar de um dos piores desastres de que se tem memória.
 / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
Jornal O Estado de São Paulo -  18 de março de 2011 

18/02/2011

Performance do John Lennon da Silva

A riqueza de um país (no sentido mais amplo do termo) desponta quando as condições de oportunidade são oferecidas, garantidas e perpetuadas.  Dadas as condições de oportunidade para o maior número de pessoas (crianças, adolescentes, jovens, por exemplo), com certeza aparecerão os que carregam as habilidades inatas, adormecidas, que apenas esperam a chance de aprender e se desenvolver.  Vide os virtuoses que já desabrocham em Heliópolis/SP, onde  a música erudita é ensinada.  Para quem não sabe, Heliópolis é o nome de uma comunidade carente da periferia de SP.
Para que haja riqueza, é imprescindível a oportunidade ampla, maior quantidade de pessoas e deixar acontecer.

Assistam ao maravilhoso vídeo abaixo, enviado pelo meu amgio Gugu, do maravilhoso Recife, Pernambuco.


04/09/2010

Correta, Profética, Corajosa e Necessária

Há anos eu digo para amigos e quem estiver por perto. Muitos não acreditam, estão cegos e surdos. Outros, não se interessam, talvez seja muito para o "espírito de avestruz" que encarnam. Tantos outros, estão cronicamente patologizados: aceitam o mal porque suas mentes e almas jazem cativas, submissas.
Sim, o Pr. Paschoal Piragine tem toda razão.
A Igreja de Jesus Cristo existe para destruir as obras do diabo (Mt 16, 18).  Somos embaixadores do Rei, valentes que defendem o Reino do Pai na terra.
Que a nossa consciência seja clarificada, aberta, convencida e nos levante para fazer o que for preciso.
Que o Senhor nos abençoe, os que se esforçam para defender os valores judaico-crisctãos,  valores Bíblicos.

12/06/2010

Worthy is the lamb - Digno é o Cordeiro

Esta igreja em Nova Yorque nasceu por acaso. Nasceu a partir de quase nada, mas revestida pelo Espírito Santo, quando seu pastor (ainda nem era pastor)simplesmente ousou fazer o que está no evangelho.
Carol Cymbala, a esposa e regente, já ganhou grammy com este maravilhoso coral.
Recomendo a leitura dos livros do Pr. Jim Cymbala.
Coral Tabernáculo do Brooklyn


10/06/2010

Um presente

Por isso que amo criatividade, ela não tem preço, barreiras, apenas é possível. Considero esta iniciativa da Companhia de Ópera da Filadélfia como magistral.
Repasso o presente que ganhei da Dréca, uma das queridas da IPJO.

07/06/2010

Vencendo a omissão - perseguição

O que não deu na Globo e nos jornais

Mesmo com braceletes dizendo médico em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo.
Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos. Eu estava lá! Ninguém me contou. Não li no jornal. Não vi fotos na Internet ou vídeos no Youtube. Vi tudo como foi mesmo, ao vivo e com muitas cores. Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do Exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4h30 da manhã de segunda-feira: meu telefone do Exército começa a tocar. Possíveis conflitos em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do Exército (até para entender o tamanho da situação). O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que todos os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo nosso Exército a Gaza. Isso porque cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza. Essa foi uma atitude extremamente pacifista do nosso exército, em respeito aos civis que estavam no navio. E, se não há armamento no navio, qual é o problema de que ele seja inspecionado? Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E foram gratuitamente atacados: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram atendidos e resgatados por nós, eu e minha equipe e enviados para os melhores hospitais em Israel.
Entre nós, nove feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e seis tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo médico em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. Além de agressores, são também ingratos. Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. Lotado de armas brancas e material para confecção de bombas caseiras. Onde é que está o pacifismo da ONU??? Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. Mas jamais vamos permitir que matem os nossos soldados.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? Eles não entendem que foram usados como ferramenta contra Israel, e que a intenção nunca foi enviar ajuda a Gaza e sim gerar polêmica e criar ainda mais oposição internacional. E continuam sem entender que dar força ao terrorismo do Hamas, do Hezbollah ou do Irã só significa mais perigo. Não só a Israel, mas ao mundo todo. E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E que o Brasil já tem problemas demais sem resolver. Tem mais gente passando fome que Gaza. Tem muito mais gente morrendo vítima da violência urbana no Rio do que mortos nas guerras daqui. E passar a cuidar dos problemas daí. Dos daqui, cuidamos nós.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente distorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. Mas sei que quem os controla hoje é. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o extermínio de todo o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor, encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.
 Ana Luiza Tapia fez "Aliá" há pouco mais de dois anos e serve ao exército israelense (IDF - Israel Defense Forces), na área médica.
Extraído do excelente site www.midiasemmascara.com.br

27/05/2010

Finda-se este dia (1)

Antes de pousar este corpo guerreiro sobre o colchão, após árduo dia, ouça uma das preciosidades do country spiritual: Precious Memories.
Tenha uma noite preciosa de sono rejuvenescedor.


22/02/2010

A manhã do dia seguinte

Marta pensou em vociferar um “Ora, bolas!”, emendando com “Isto é um absurdo, até o Senhor?”, mas o fato foi que recuou, e por uns instantes, abatida e pulverizada pela firmeza do Senhor, recolheu o avental, e, sentada no canto da porta, foi capturada pelas palavras do céu proferidas na terra pelo criador do universo. “Na minha casa, na minha sala, agraciando-me os ouvidos, apascentando o meu coração, puxa, o Messias!, e eu, retardada, carregando bandejas ?”, falava de si para si na alvorada do dia seguinte.

Passados uns trinta minutos, o Senhor Jesus desejou completar os quitutes das irmãs, olhando para Marta, uma amiga querida, rendeu-se a arte da alquimia dos temperos e receitas de família. As irmãs eram artistas e invejadas na cozinha. “Nem só de pão o homem viverá ...”, sabiam, mas como ninguém é de ferro ... Marta, seguida de Maria, comandou e elevou ao grau máximo o dom da hospitalidade.

Quando a madrugada impôs seu silêncio, condição obrigatória para revigorar mentes e corpos, as irmãs encontravam-se na varanda ao lado da cozinha, olhando as estrelas, trocavam impressões sobre o que ouviram. Sabiam que entre pães, guisados, asinhas e vinho, teriam muito para destrinchar as palavras, os ensinamentos, os apontamentos e as dicas que Jesus entregara na tarde anterior. “Como era sábio? Que história era aquela de arder o coração enquanto discorria?” Maria, segurando a mão da irmã, confessava que não podia tirar os olhos de Jesus e que experimentara uma paz jamais sentida, classificando aquele encontro como puro deleite. Marta, veloz no pensamento, conectava as lições do Sermão do Monte com a vida real, já que Jesus repetira alguns trechos e, com grupo pequeno, pode vincular os ensinamentos com o cotidiano dos ouvintes. E ficaram em silêncio até alta madrugada, matutando, cada uma em seu universo.

Na manhã seguinte, bem cedo, Jesus e seus discípulos ganharam o mundo, deixando as irmãs acenando.

Marta, prática, a caminho da cozinha, decidiu que faria sempre as melhores escolhas dali pra frente. Em outra ocasião, jamais desprezaria as palavras encantadoras do Salvador. Lembrando do salmista, parafraseou: “Foi-me bom ter eu passado pelo vexame, para que aprendesse a tua graça” (Sl 119, 71).

Maria, poeta, experimentara na carne, na mente e na alma uma das maiores alegrias, sentimento de extrema felicidade: o desfrute, o deleite, a sensação mais aprazível. Sua certeza pétrea apontava para os olhos do Misericordioso, e recordava, não somente da voz, mas, também, de seu maravilhoso olhar. Desfrutou e gozou do manancial de paz, principalmente quando Ele repetiu: “... sou manso e humilde de coração... e encontrareis descanso para vossas almas.”

Naquela manhã, seguinte ao dia ímpar, Maria ficara em êxtase santo, porque seu coração não parava de ordenar à mente, que instantaneamente comandava o som de sua boca, bem baixinho, suave, mas de incontrolável repetição, suscitando-lhe prazer indescritível: “Rendei graças ao Senhor, porque Ele é bom... é bom ... é bom ... é bom...”

Revdo. Mauro Meneguelli

18/12/2009

Meus presentes de Natal

Uma quinta-feira longa. A jornada começara às 7 horas. Saí da igreja às 20h40min, após rápido e hilariante encontro com os coralistas, acertando detalhes para a Audição de Natal deste domingo. Meu último compromisso do dia seria comparecer à reunião do grupo pequeno. Caminhando pela rua da igreja, após dois quarteirões, deparei-me com cena insólita e triste: mãe e filho discutiam, aos gritos, na calçada. Ela, descontrolada; ele, um bonito rapaz de 16 anos, chorava. Pessoas em volta, a polícia chegando, um vizinho, do outro lado da rua, berrando impropérios para a moça, palavras de baixíssimo calão e com balde de água para jogar contra a destemperada.

Da curiosidade aflorou uma avassaladora compaixão. Olhos de misericórdia foram aguçados pelo Espírito Santo. Olhei para aquela pobre jovem senhora, ouvindo-a gritar que era a mãe do rapaz, continuamente. O grave detalhe é que ela não tinha a guarda do filho, confiada a parentes. Seu desespero era não poder contar com a fluidez do mais afetuoso diálogo entre genitora e criatura amada, seu filho. A agonia da mãe, o escárnio dos vizinhos, o choro do rapaz, a cena policial tudo isso contribuiu para que, paralisado, eu esperasse o melhor momento para atuar como pastor.

E assim procedi. Na primeira brecha, apresentei-me e disse-lhe que gostaria de ajudá-la. Claro, resistência no princípio. Mas, como cremos, o Espírito de Deus é maravilhoso e vai fazendo sua obra, desmoronando corações blindados. Ao fim e ao cabo, todos foram se dispersando, e eu fiquei conversando com a moça, demovendo-lhe a rudeza do coração e a turvação da mente.

Não preciso dizer que ali, diante de mim, orbitando em outra esfera, estava uma alma atormentada cujo fruto é o distanciamento das pessoas, inclusive as mais chegadas, queridas e familiares. Uma alma em frangalhos que não acredita no Natal, embora alguns familiares sejam evangélicos. Uma alma para ser refeita, restaurada, acolhida, liberta e preparada para a reconciliação com Deus. De outra forma, só colherá frutos amargos ao longo de sua provável triste história.

Aos poucos, muitos vão se perdendo pela estrada da vida. Por responsabilidade própria ou pelas inesperadas circunstâncias, tecem caminhos tortuosos, enredam-se em narrativas de autoflagelação, cavam suas próprias covas. E, pelo caminho, encontram, quando encontram, poucos que estendam a mão para apoio.

O que eu fiz ? Apenas ter carinho por aquela criatura especial de Deus, apresentando-lhe as mais certas palavras bíblicas de acolhimento e restauração. Lancei a semente. Convidei-a para Cristo, para a igreja, para o novo nascimento.

Meus presentes de Natal ? Dois. Que ela atenda meu convite, convite do Espírito Santo. Outro, como sempre, que o testemunho da nossa igreja seja sempre esse: investir tempo, energia e talento em prol dos que estão cansados e sobrecarregados, de quem precisa de Cristo.

Quando oportuno, faça você o mesmo.
Feliz Natal! Porque para essas cenas Jesus nasceu em Belém. Para modificá-las, transformá-las, salvá-las.

17/12/2009

Cético também

Meus caríssimos, interesso-me bastante sobre o assunto ecológico. Acrescento, nos últimos tempos, a observação de que surge uma nova religião: os cultuadores da falácia sobre as causas do Aquecimento Global. Há muita coisa por trás desse debate, inclusive doutrinação ideológica, entre outras tantas. Gostei do texto abaixo.
Voltarei ao assunto.


Eu, o cético

Seu nome é Jim Hansen. Cientista da NASA e consultor de Al Gore. Transformou-se numa das principais vozes no debate mundial sobre clima. Torce para que a COP15, a conferência do clima em Copenhague, seja um fracasso. Seu nome é John Coleman. Meteorologista na Califórnia e fundador do mundialmente conhecido Weather Channel (Canal do Tempo). Também torce para que a COP15 seja um fracasso. Hansen acredita que a Terra está caminhando para um enorme desastre climático devido ao aquecimento global. Coleman afirma que o aquecimento é uma fraude, um estelionato científico. O cientista da NASA crê que as medidas propostas em Copenhague serão inúteis diante da gravidade da situação e do descontrole na ação do homem sobre o clima. Coleman diz que o homem nada tem a ver com o que ocorre hoje no clima.

Jim Hansen é chamado de apocalíptico. Coleman de negacionista. O debate das mudanças climáticas acabou por criar estas denominações para aqueles que ousam, em maior ou menor grau, contestar as teses dominantes sobre a influência humana e o aquecimento do planeta. Eu não me considero integrante de nenhum dos dois campos. Nem apocalíptico. Tampouco negacionista. E torço para que Copenhague ofereça soluções para reduzir o desmatamento e a poluição.

É um fato científico que o planeta esquentou nos últimos 150 anos, período de instrumentação meteorológica. Parece-me um fato inquestionável que houve influência humana para este aquecimento, seja pelas chamadas ilhas de calor urbano (grandes cidades), desmatamento ou uso/manejo do solo. O que divirjo é da teoria que desejam transformar em senso comum que o aquecimento global foi quase totalmente provocado pelo homem, dando pouco relevo a causas naturais que julgo da mais alta importância como atividade solar e ciclos oceânicos. O que contesto é a tendência da mídia, alimentada por pesquisadores, em sensacionalizar o clima e ligar ao homem todo e qualquer desastre natural ou evento extremo que ocorra nos dias de hoje. O que me desagrada é o fato de tomarem como certos valores de elevação da temperatura do planeta nos últimos 150 anos, quando pairam acusações de fraudes sobre pesquisas e estão comprovadas deficiências gigantescas nas observações. O que me causa espanto é que a população está cada vez mais sendo doutrinada a acreditar que tudo que ocorre de ruim hoje no nosso clima é um fato novo, sem precedentes, inédito, ignorando-se por completo a história climática. O que me espanta é a incapacidade da imprensa de sustentar um debate sério sobre o tema, vendo-se hoje na mídia jornalistas que se transformaram em verdadeiros ativistas, seja a favor do negacionismo, seja em prol do catastrofismo.

Por essas e outras, com orgulho, declaro-me meramente um cético. (Coluna publicada no jornal ABC Domingo de 13 de dezembro de 2009)

Autor: Eugenio Hackbart
do site www.metsul.com